Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 00:33link do post | | adicionar aos favoritos

 

A história da nossa cidade, então denominada Vila Nova de Ourém, traz-nos à memória muitas lembranças boas, outras nem tanto, e ainda outras que, por tão marcantes, nunca nos saiem da cabeça.

Há uma, em particular, que recordo com saudade.

Eram os tempos da Escola Secundária de Ourém, já lá vão 21 anos, e do seu presidente do Conselho Directivo (CD), prof. Marques Pereira, meu professor de português no 11º Ano, de quem tenho saudades e agradeço pelo 17 que me deu no final do ano!

Homem bem-humorado (as suas aulas de literatura portuguesa eram sempre envoltas de um grande à-vontade e de um simbolismo e misticismo marcantes), justo e pedagogo, era nesta qualidade de “autoritas democrata” que fazia chegar à comunidade escolar os seus “sermões” e ensinamentos.

Quando as aulas eram interrompidas, havia forte probabilidade de ser o Presidente do CD a trazer novidades.

Essas novidades, por vezes, não eram boas. Quando a porta se abria e surgia o semblante do prof. Marques Pereira, estava o caldo entornado. Era uma questão de tempo, até se ficar a saber quem seria o próximo a ser suspenso da escola.

Naquele tempo ainda havia autoridade, ainda havia respeito pela figura do professor, mas, como em tudo, existiam sempre excepções à regra.

Depois de ler a lista com o nome, ou com os nomes, dos prevaricadores, e de enumerar as correspondentes penas (1, 2, 3 … dias de suspensão), fazia sempre um sermão que contava a história do cesto das maçãs.

Segundo ele, quando existem maçãs podres no cesto da fruta, com o tempo, as maçãs boas começam a apodrecer. Então, é necessário tirar as maçãs podres do cesto, para que as boas não se estraguem.

A lógica da maçã é, por isso, intemporal. E quando ele se retirava da sala, os alunos podiam retirar as suas próprias ilações. Quem queria, claro.

Por meu lado, continuo até hoje a recordar as suas palavras.

Já agora, também foi com o prof. Marques Pereira que aprendi que as mulheres dos nossos amigos são as “esposas”; as nossas são as “mulheres”! Um abraço professor e até qualquer dia. 

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