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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.07.10 às 00:34link do post | | adicionar aos favoritos

 

O primeiro-ministro José Sócrates declarou, nas eleições presidenciais de 2006, o seu apoio expresso, assim como o apoio do Partido Socialista, ao então candidato Mário Soares.

A ciência política veio demonstrar a seguir, que já não era o tempo de Soares, mas sobretudo que os portugueses compreenderam uma das motivações para a sua candidatura – a velha e amarga questiúncula que mantém com Manuel Alegre.

Também por isso, Alegre viu o seu esforço reconhecido nas urnas, tendo a sua candidatura granjeado o celebérrimo milhão de votos.

Cinco anos depois, e a pouco mais de seis meses das próximas eleições presidenciais, estamos perante uma encruzilhada a um tempo semelhante, e a outro diferente.

Semelhante, porque Mário Soares volta a ser o centro das atenções, mas, desta vez, não como candidato, mas como alegado apoiante de Fernando Nobre.

E aqui, mantendo-se a tal questiúncula com Manuel Alegre, as suas motivações continuam a ser as mesmas, ou seja, trazer à luz do dia as suas divergências com o poeta, e fazer delas uma arma politica de arremesso contra aquele que foi seu velho camarada de luta e de partido, a despeito de reconhecer que apenas o motiva, nesta sua atitude de protesto, o facto de não poder trair a sua consciência e a sua honra.

Mas, a outro tempo, estamos perante uma encruzilhada diferente, porquanto, agora, quer José Sócrates, quer o PS, debaixo de um escrutínio aceso da opinião pública, manifestaram o seu apoio a Manuel Alegre, enquanto “candidato da esquerda” e alternativa à esperada recandidatura de Cavaco Silva.

Ora, pensamos nós que questões pessoais são de somenos, quando do que se trata agora é precisamente evitar a reeleição do actual presidente.

Não cremos que a candidatura de Fernando Nobre conduza a tal desiderato, não só porque Nobre não tem o perfil e o traquejo que se pretende para o cargo, mas também porque a sua candidatura irá provocar uma erosão inútil, pelo menos numa possível primeira volta, no eleitorado que tradicionalmente se recusa a votar em candidatos conotados com a direita.   

Resta-nos esperar pelas eleições, e ver o que é que os resultados vão escrever na História.

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