Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.12.10 às 22:52link do post | | adicionar aos favoritos

24 DE AGOSTO DE 79 D.C.

Infelizmente, o sismo de 63 era apenas uma espécie de ensaio geral para a tragédia que iria dizimar uma população empenhada no trabalho e no combate à pouca sorte.

Pelas fendas do solo, a água do mar infiltrava-se na massa vulcânica atingindo o magma em fusão, o qual se transformava em vapor. De dia para dia, o calor e a pressão aumentavam, lutando por se escapulir contra a rolha de lava que obturava a cratera.

E nada, no exterior, deixava prever a iminência do espantoso perigo.

Imaginemos, por instantes, os vinhateiros de Pompeia, podando as suas vides sobre os próprios flancos do vulcão, esperando uma colheita próxima, uma colheita de grande qualidade, cuja venda os auxiliaria a reconstruir e a decorar as suas casas. O tempo estava bom e seco, os dolia (vasos) estavam prontos, mais algumas semanas e, glória a Baco!, os vindimadores disseminados pelas encostas do Vesúvio, iriam recolher os cachos a abarrotar de açúcar e de sol!

No entanto, em meados do mês de Agosto, alguns indícios precursores teriam chamado a atenção de qualquer observador esclarecido: paredes que racham, objectos que caem, poços bruscamente secos. Mas nada de verdadeiramente inquietante para um pacífico pompeiano.

 

A 20 de Agosto, o caso torna-se mais sério: ruídos surdos e longínquos ribombam ao longe, como se uma trovoada se aproximasse; alguns abalos agitam o solo.

A população de Pompeia inquieta-se, algumas pessoas afirmam terem ouvido ruídos estranhos na montanha, qual combate subterrâneo entre gigantes. Até o mar, sempre tão calmo, se agita e ruge. Apesar disso, nos dias 22 e 23 tudo entra na normalidade. No horizonte, o céu confunde-se com um mar sem rugas. A cidade, feliz, respira desanuviada. Todavia, uma vez mais, outros sinais poderiam ter chamado a atenção: mais sensíveis à natureza do que os homens, dotados do sentido do perigo longínquo – de que nós somos desprovidos, nós, em quem a inteligência adquiriu vantagem sobre o instinto – os animais, esses, sabiam-no. As aves, silenciosas, esvoaçavam por aqui e por ali, aflitas; os cães, ao contrário, ladravam incessantemente; nos estábulos, vacas e bois, puxando as cordas que os prendiam, mugiam tristemente.

No dia 24 de Agosto, de manhã, sob um sol radioso, Pompeia, Herculano e Nápoles despertaram veladas por uma ligeira bruma de calor, que lhes esbatia os contornos. Repentinamente, um abalo agitou o solo – um único. Algumas horas mais tarde, por volta das dez, ouviu-se uma detonação terrível, vinda do vulcão: os Pompeus, estupefactos, viram que o cimo do vulcão se dividia em dois; uma coluna de fogo subiu para o ar, logo substituída por uma espécie de cogumelo de fumo preto. A partir de então, as detonações sucedem-se, surdas, acompanhando a queda de enormes pedregulhos projectados ao ar. De repente, mudança de quadro: começa a cair sobre a cidade uma chuva de pedras, de torrões, de lapilli (minúsculos fragmentos de lava), de pedra-pomes e de escórias. O sol desaparece atrás desta chuva sólida e densa.

Em pleno meio-dia, sobre Pompeia prestes a morrer, desce uma noite terrível, noite que vai durar 72 horas.

(Continua…).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.12.10 às 22:42link do post | | adicionar aos favoritos

ALGUNS DOS HOMENS E MULHERES MAIS CRUÉIS DA HISTÓRIA DA HUMANIDADE, SEGUNDO O LIVRO “THE MOST EVIL MEN AND WOMAN IN HISTORY”. 

 

Adolf Hitler (nasceu em Braunau am Inn, a 20 de Abril de 1889, e faleceu em Berlim, a 30 de Abril de 1945) foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (em alemão Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Nazi, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos social-democratas, os Sozi. Hitler tornou-se chanceler e, posteriormente, ditador alemão. Era filho de um funcionário da alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha. As suas teses racistas e anti-semitas, assim como os seus objectivos para a Alemanha ficaram patentes no seu livro de 1924, Mein Kampf (A Minha Luta). Documentos apresentados durante o julgamento de Nuremberg indicam que, no período em que Adolf Hitler esteve no poder, grupos minoritários considerados indesejados, tais como Testemunhas de Jeová, eslavos, polacos, ciganos, homossexuais, deficientes físicos e mentais e judeus, foram perseguidos no que se convencionou chamar de Holocausto. Apesar da falta de documentos que o comprovem, a maioria dos historiadores entende que a maior parte dos perseguidos foi submetida à “Solução Final”, enquanto certos seres humanos foram usados em experiências médicas ou militares.

No período de 1939 a 1945, Hitler liderou a Alemanha, a qual se encontrava envolvida no maior conflito do Século XX – a Segunda Guerra Mundial.

 

A Alemanha, juntamente com a Itália e o Japão, formavam o “Eixo”. O “Eixo” seria derrotado apenas pela intervenção externa do grupo de países que se denominavam os “Aliados”. Este grupo notabilizou-se por ter sido constituído pelos principais representantes dos sistemas capitalista e socialista, entre os quais a URSS e os EUA, união esta que se converteu em oposição no período pós-guerra, conhecido como a “Guerra Fria”. A Segunda Guerra Mundial acarretou a morte de um total estimado de 50 a 60 milhões de pessoas.

Hitler sobreviveu sem ferimentos graves a 42 atentados contra a sua vida. Devido a isso, ao que tudo indica, Hitler teria chegado a acreditar que a “Providência” estava a intervir a seu favor. A última tentativa de assassiná-lo foi em 20 de Julho de 1944, onde uma bomba inglesa explodiu a apenas dois metros do Fuhrer. O atentado foi liderado e executado por Von Stauffenberg, coronel alemão condenado à morte por fuzilamento. Este atentado não o impediu de, menos de uma hora depois, se encontrar em perfeitas condições físicas com o ditador fascista italiano Benito Mussolini.

Adolf Hitler suicidou-se no seu quartel-general, o Fuhrerbunker, em Berlim, a 30 de Abril de 1945, enquanto o exército soviético combatia já as duas tropas que defendiam o Fuhrerbunker (a francesa Charlemagne e a norueguesa Nordland). Segundo testemunhas, Adolf Hitler já teria admitido que havia perdido a guerra desde o dia 22 de Abril, razão pela qual já passavam pela sua cabeça os pensamentos suicidas.     


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.12.10 às 01:51link do post | | adicionar aos favoritos

 

O IMPERADOR PAGA COM A SUA PESSOA

Perante o ardor dos Campanianos em erguerem as sua rotinas, Nero julgou conveniente fazer um gesto destas corajosas populações. Para mais, no próprio ano do desastre, tinha casado com a encantadora Popeia, Poppaea Sabina (Nero matá-la-ia com um pontapé, dois anos mais tarde), uma linda pompeiana pertencente a rica e poderosa família.

Assim sendo, decidiu em 64, um ano após a catástrofe, dar um recital em Nápoles, espectáculo que não deixaria de encorajar os trabalhadores e de consolar os sinistrados, manifestando assim quanto o imperador partilhava as preocupações populares…

No momento em que ia entrar no teatro (estava-se na Primavera de 64), um ligeiro abalo agitou o edifício. Nero nem por isso deixou de dar o seu recital. Não se sabe se os aplausos que recolheu – além dos da claque que sempre o acompanhava nas suas digressões – saudaram o seu talento ou a sua coragem. Seja como for, o facto é que, mal deixou a cena, o teatro, abalado nos seus fundamentos (talvez já desde o sismo de 63), ruiu fragorosamente. Este breve incidente sísmico não teve repetições e a reconstrução continuou em ritmo acelerado, tanto em Herculano como em Pompeia, onde a vida retomou o seu curso; no entanto, a maioria das crianças nascidas após o sismo nunca haveria de atingir a idade adulta!

Os trabalhos dos sismólogos modernos permitem-nos supor que a actividade subterrânea do Vesúvio tivera como efeito a produção, no interior do cone, de gases e de matérias em fusão que buscavam um orifício de escape; mas a sua pressão era ainda muito fraca para provocar a ruptura da crosta terrestre e, como o próprio cone estava obstruído desde a Pré-História por uma «rolha» de lava solidificada, a deflagração verificou-se debaixo da terra traduzindo-se no exterior por violentos abalos.

Aliás, Pompeia era agitada com bastante frequência desta forma, sem que no entanto os borborigmos subterrâneos tivessem adquirido jamais semelhante amplitude.

(Continua...).


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