Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 04:26link do post | | adicionar aos favoritos

 

 

O jornal “Ourém e o seu Concelho”, em editorial publicado na primeira página de quinta-feira, dia 17 (edição em papel), alertava os oureenses para o facto de já ter terminado o “estado de graça” do actual presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, e que, consequentemente, já deveriam ser visíveis mudanças no plano da gestão do município, mudanças essas que era suposto romperem com o estilo de liderança a que estávamos habituados quando o PSD estava no poder.

E dava conta do facto de não ter havido, no ano passado, iluminação de Natal, com o pretexto (real) de que não havia recursos e que a Câmara estava endividada muito para além das suas capacidades, mas que agora, por ocasião das Festas da Cidade, já houve dinheiro para entreter os munícipes e dar-lhes de borla muitas festas, muitos foguetes e muita garraiada.

Por outro lado, insurgia-se também contra o facto de a Câmara ter gasto setenta e cinco mil euros numa auditoria externa para apurar o verdadeiro buraco das contas do município, e até agora, ao contrário do que foi prometido, ainda não se sabe qual o verdadeiro alcance do défice da autarquia.

Quanto a nós, devemos notar, porém, que o resultado dessa auditoria foi já apresentado na reunião camarária da passada terça-feira, dia 15, e que anda muito perto dos cinquenta e quatro milhões de euros.

É certo que Paulo Fonseca, actual presidente da Câmara Municipal de Ourém, apresentou aos oureenses, por altura das últimas eleições, um caderno de encargos ambicioso para o nosso concelho, que assentava em quatro grandes objectivos principais: criar um município com qualidade de vida, um município com afirmação externa, com pujança empresarial e com excelência social.

É certo, também, que não é em apenas oito meses que o ambicioso programa eleitoral apresentado a sufrágio pelo PS será concretizado, muito menos se levarmos em conta a pesada dívida herdada do anterior executivo. Mas, ficará sempre a dúvida quanto aos critérios usados para definir as prioridades de investimento e as despesas da autarquia: se as vacas estavam magras em Dezembro, passaram a estar gordas em Junho? De onde veio tanta palha? Patrocínios? Contrapartidas? Ou tratar-se-á de um presente envenenado em tempo de Festa?

Ainda para mais, quando sabemos que uma das primeiras medidas do actual executivo camarário foi aprovar um novo Regulamento e Tabela Geral de Taxas e Outras Receitas do Município, justamente para encaixar mais receitas e controlar o défice da autarquia. É que não podemos ignorar o facto de que, no geral e em determinadas rubricas, este novo Regulamento é mais gravoso para os munícipes e para as empresas do que aquele que vigorava anteriormente.

É legítimo então perguntar: só porque celebramos o dia da cidade, fazemos uma pausa no rigor das contas da Câmara? Afinal, o que é mais relevante para a nova maioria: o folclore carnavalesco, as festas e os foguetes, os comes e bebes, que também custam dinheiro, e muito, ou a concentração de esforços na resolução efectiva do problema do endividamento larvar da Câmara de Ourém e a repartição dos sacrifícios por todos?

Não queremos com isto dizer que o Dia da Cidade não deveria ser condignamente celebrado…

O que não podemos é andar a pedir por um lado e a esbanjar por outro.

 

Entretanto, há ainda uma questão que já começa a ser notada e não raro comentada: não podemos ter um presidente, sobretudo numa altura destas e quando o município mais precisa dele, que nunca se vê, gasta demasiado tempo a “geminar”, que entra na Câmara pela garagem, que não passeia pelas ruas, que não recebe os presidentes de Junta e os munícipes no seu gabinete, que manda os assessores assessorar e que, enfim, está “algumas” vezes ausente…

Confessamos que, noutros tempos, eram raros os dias que não víssemos os seus antecessores “pavonearem-se” por todo o lado. Algumas vezes não os víamos, mas sabíamos que eles andavam por aí…

É que o povo quer mais, e começa a estar farto de tanto folclore e de tantos fados e guitarradas…  

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