Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 27.07.10 às 21:13link do post | | adicionar aos favoritos

 

Mário Albuquerque, ex-presidente da Câmara Municipal de Ourém, foi director do antigo Hospital de Vila Nova de Ourém antes do 25 de Abril de 1974, tendo sido nomeado pelo anterior “Sistema” ou, o mesmo é dizer, pelos homens afectos à ditadura.

Após a “Revolução dos Cravos”, e já exercendo funções na Câmara de Ourém a Comissão Administrativa nomeada pelo MFA e chefiada pelo Tenente-Coronel Rodrigues (Presidente da Câmara), Mário Albuquerque, antecipando-se a uma mais que certa destituição do cargo, apresentou na Câmara uma carta de demissão.

Logo após a sua demissão, a Comissão Administrativa da Câmara nomeou uma comissão para tomar conta do Hospital, a qual era composta, nomeadamente, por Fernando Rodrigues e por Jaime Vaz Nunes.

Inexperiente e determinado nas suas novas funções, Jaime Vaz Nunes, comunista desde a primeira hora, “encostou-se” a Mário Albuquerque, para que este lhe pudesse dar conselhos e dicas sobre a gestão do Hospital.

Por sua vez, Mário Albuquerque, uma vez “desempregado”, “encostou-se” à esquerda (leia-se ao PS) para poder desempenhar funções de “pião de brega” e continuar a “comer” do “tacho do poder”.

O PS da época, fundado em Ourém por Eduardo Graça, pelo saudoso “Néné”, por Fernando Palheiro, entre outros, passou a ser o “comedouro” para muitos saudosistas do anterior regime, dos quais se conta Mário Albuquerque.

Foi justamente nesta época que Mário Albuquerque integra as listas do PS (em segundo lugar) para a Câmara de Vila Nova de Ourém nas eleições de 12-12-1976.

Depois de estar no Hospital, Jaime Vaz Nunes tudo fez para que o Presidente da Câmara, Tenente-Coronel Rodrigues, lhe arranjasse um novo “tacho”. A sua perseverança e insistência levadas ao extremo garantiram-lhe uma nova nomeação, desta vez para a então chamada “Casa do Povo”.

Curiosamente, mesmo após as eleições de 1976, Jaime Vaz Nunes fica agarrado ao poder (tal como uma lapa se agarra às rochas), e não se demitiu do cargo, como era seu dever e como a seriedade e a razoabilidade o impunha.

Neste considerando e fazendo a devida comparação, bem esteve Mário Albuquerque quando apresentou, logo após o 25 de Abril, a sua demissão da direcção do antigo Hospital.

Jaime Vaz Nunes, por seu lado, foi igualmente um fervoroso contestatário das comemorações do 25 de Abril em Ourém, nunca tendo participado nessas comemorações, à semelhança de Sérgio Ribeiro (embora ambos comunistas, quem diria!), tendo inclusivamente criticado a agora tradicional largada de foguetes na noite de 24 para 25 de Abril, tradição introduzida pela primeira vez pela Comissão Administrativa da Câmara de Vila Nova de Ourém. Mesmo quando começou a participar dessas celebrações, anos mais tarde, fazia-o à socapa, havendo mesmo quem dissesse que essas notadas ausências eram fruto de uma certa inveja pelo facto de terem sido os elementos que compuseram a Comissão Administrativa os primeiros a proporcionar a Ourém e ao seu concelho a comemoração do 25 de Abril nos moldes em que hoje a conhecemos.

A moral destas pequenas “estórias” é que para as lapas não importa a cor da rocha onde se agarram, o que interessa apenas é que seja uma boa rocha.


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