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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.09.10 às 23:59link do post | | adicionar aos favoritos

 

Para fechar o capítulo da “Tourada de Ourém”, vieram agora as explicações sobre os verdadeiros motivos que levaram a Câmara Municipal de Ourém (CMO) a cancelar o evento.

A este assunto já tínhamos feito referência num texto que publicámos aqui no passado dia 26 de Agosto.

Para além disso, a edição online do Jornal “O Mirante”, do passado dia 8 de Setembro, já nos dava conta que o local escolhido pela autarquia oureense e as condições de segurança não eram as ideais para a realização do espectáculo.

Daí que a CMO, numa lógica de custo / benefício, tenha decidido pelo cancelamento da tourada, o que não vai invalidar que a autarquia se veja na necessidade de ter de pagar uma indemnização pela rescisão do contrato que celebrou para esta festa, que se estima em certa de doze mil euros.

Também o Jornal “Notícias de Ourém”, na sua edição de sexta-feira passada (dia 24 de Setembro), inteirava os oureenses dessas mesmas razões, apontando ainda o facto de a Oposição do PSD se ter insurgido contra esta “gestão errada do executivo” oureense.

 

Com efeito, os vereadores do PSD lamentaram a forma como este processo foi conduzido desde o início, afirmando que a programação do evento foi feita com “falta de rigor”, o que originou mesmo a apresentação de uma declaração política, na qual ficou demonstrado para memória futura o seu total desagrado em relação a toda esta situação.

Quem parece não ter gostado muito desta tomada de posição foi o vereador socialista Nazareno do Carmo, que lá foi dizendo que se a Oposição do PSD prefere criticar apenas o que corre mal ignorando o que corre bem, então não contem com ele para mais organizações de espectáculos em Ourém.

Pela nossa parte, queremos apenas concluir esta história tauromáquica com duas notas de rodapé.

A primeira, para dizer que o episódio é realmente lamentável. Não compreendemos como é que só em cima da realização do evento houve a preocupação com a definição do local e a ponderação das questões de segurança.

Tal como afirmou o vereador socialista José Alho, este tipo de espectáculos requer uma contratualização com muita antecedência, o que só vem provar que a CMO teve muito tempo para planear as coisas, aliás como era o seu dever. Se não as preparou atempadamente, errou, e só lhe fica bem admitir o erro.

Neste ponto, estiveram bem os vereadores do PSD por não terem deixado passar em branco esta questão, tanto mais que o imbróglio acarretou, como muito bem lembraram, uma pesada factura de doze mil euros para o município que era escusada e perfeitamente evitável, ou não estivesse a CMO na situação financeira difícil que todos conhecemos.

Acresce que foram precisas algumas semanas para que o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, viesse assumir toda a responsabilidade pela anulação da tourada, posição que deveria ter assumido e explicado aos oureenses logo que foi tomada a decisão de não realizar o espectáculo.

 

A segunda nota tem a ver com o irascível amuo do vereador Nazareno do Carmo, que não gostou do tom da crítica formulada pelo PSD, batendo com a porta quanto à organização de eventos em Ourém.

É um facto que os gestores de empresas correm riscos, mas não são os únicos. Mas, também é verdade que os bons gestores ou os bons líderes têm de saber assumir, com humildade, os erros que cometem, e aprender com eles. Só assim serão reconhecidos e valorizados pelas equipas que chefiam ou lideram.

Resumindo: tourada houve, mas foi só para alguns. 


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