Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 22.06.10 às 20:28link do post | | adicionar aos favoritos

 

Diz o povo, com a sua habitual sapiência, que “presunção e água benta, cada qual toma a que quer”.

Ora, vai daí, queremos deixar aqui registado um voto veemente de protesto e de indignação em relação a duas situações que detectámos há já algum tempo, as quais têm tanto de estranho e incompreensível, quanto de chocante e gritantemente absurdo.

Trata-se, com efeito, da denominação de duas ruas, uma em Ourém e a outra em Alburitel, e que retratamos nas fotos que acompanham este escrito. A primeira, a Rua Comandante Joaquim da Silva, situada em Ourém, homenageia a figura de um ex-Comandante dos Bombeiros Voluntários de Ourém (infelizmente já falecido).

 

 

A segunda, a Rua Prof. Mário da Silva Coutinho Albuquerque, situada em Alburitel, presta homenagem a um ex-Presidente da Câmara Municipal de Ourém.

É preciso dizer que nada temos contra estas duas pessoas. São homens que imprimiram o seu esforço e a sua dedicação à “Causa de Ourém”, homens de princípios e valores humanistas, certamente, e que, nas áreas onde exerceram as suas actividades, não temos dúvidas que procuraram dar sempre o seu melhor.

 

 

Mas, há nestas histórias um denominador comum: ambos receberam em vida, sublinhe-se em vida, tais denominações de ruas – tendo aceite essa honraria sem reservas nem arrependimentos.

E é precisamente este o ponto da nossa indignação: como é possível uma pessoa aceitar este tipo de homenagem em vida? Tudo bem, a título póstumo seria mais normal, mas em vida? Quantas pessoas ilustres desta terra, já falecidos, não mereciam justamente o seu nome numa rua e não têm?

Por exemplo, onde está a Rua Cândido Afonso Machado e Costa, homem bom e benemérito que se fartou de dar terras suas para a Câmara, inclusivamente toda a zona próxima do Bairro (Rua dos Álamos), e em cujos terrenos (dados) foi aberta a Rua Luís de Camões?

Onde está a Rua Diogo Manuel Azeredo Pais, Inspector de Finanças do mais alto gabarito, que, apesar de ter sido originário da zona de Viseu, passou praticamente toda a sua vida pessoal e profissional em Ourém (tendo falecido já depois dos 90 anos), homem íntegro, intelectualmente acima da média, senhor de uma vasta cultura, e que deixou um legado e um contributo vastíssimos na área das finanças, das letras e dos valores humanistas e de cidadania?

Comparando com estas duas figuras ilustres, íntegras e de uma bondade e altivez extremas, o que raio fizeram então aqueles dois senhores por Ourém para terem o seu nome numa rua? O que é que deram a Ourém? Deram alguma coisa sem contrapartidas?

Mas alguém de bom senso, com dignidade e humildade aceitaria em vida o nome numa rua?

Caros amigos, quanta pretensão, quanta vaidade, quanto oportunismo, quanta mediocridade… 

Já pouco nos espantaria ver, por estes dias, a Rua “Serrano de Além Mar”, a Rua “Armando dos Netos e dos Avós”, a Rua “Manuel dos Cartuchinhos” ou a Rua “Joãozinho Não Sei das Quantas”…

Não seria mais adequado consultar-se os livros da História de Ourém ou falar-se com quem a conhece, em vez de se andar para ai a distribuir nomes de ruas a granel?

Deixem, pois, os topónimos para quem os verdadeiramente merece.

 

 

Para outros detalhes sobre a matéria da atribuição de topónimos, consultar o Regulamento Municipal de Toponímia e Numeração de Polícia do Concelho de Ourém, constante do Edital nº 74/2007, de 10 de Maio, e o Edital nº 99/2007, de 6 de Junho, que corrigiu os artigos 29º e 30º do referido Regulamento.

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