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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.10.10 às 23:54link do post | | adicionar aos favoritos

 

O Comité Nobel anunciou hoje em Oslo, capital da Noruega, a atribuição do Prémio Nobel da Paz 2010 ao dissidente chinês e activista dos Direitos Humanos Liu Xiaobo.

Como já era esperado, a escolha de Liu Xiaobo, 54 anos, escritor, comentador político e activista dos Direitos Humanos, não foi bem recebida junto das autoridades chinesas, para quem o agora galardoado é um criminoso que violou as leis chinesas, tendo já anunciado, num golpe baixo e intolerável, que as relações bilaterais com a Noruega serão postas em causa.

Liu Xiaobo encontra-se preso desde 25 de Dezembro de 2009, em virtude de as autoridades chinesas o terem condenado a 11 anos de prisão.

As razões que levaram o Comité Nobel a distingui-lo com este importante galardão prendem-se com a luta não violenta que travou em prol dos Direitos Humanos na China, tendo ao longo da sua vida reivindicado pacificamente as reformas políticas e constitucionais necessárias à democratização do seu país.

Estas razões foram e continuam a ser entendidas por Pequim como tentativas de subversão da ordem estabelecida e incitamento à violência, atitudes que já foram expressamente condenadas pela Comunidade Internacional.

Ainda hoje os EUA, na pessoa do seu Presidente, Barack Obama (Nobel da Paz em 2009), reiteraram o seu apelo às autoridades de Pequim para que libertem o mais rapidamente possível Liu Xiaobo, posição que foi secundada pelo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, por Dalai Lama, líder espiritual tibetano e também Nobel da Paz, entre muitas outras individualidades e líderes mundiais.

Não restam, portanto, dúvidas de que a China, apesar do crescimento económico que vem registando há alguns anos a esta parte, apesar de ser considerada uma potência emergente fazendo parte dos chamados países “BRIC” (Brasil, Rússia, Índia e China), apesar do seu imenso potencial económico, da sua criatividade e inovação, com um mercado onde se movimentam cerca de 1500 milhões de pessoas, apesar disto tudo, no campo político e social, no plano dos direitos humanos e da cidadania livre e democrática ainda tem muito que aprender, e os seus líderes políticos muito trabalho pela frente.

Curiosamente, Pequim sempre teve alguma inveja em relação ao facto de, reiteradamente, o Comité Nobel se ter “esquecido” de reconhecer os talentos, a criatividade e a inovação chinesas nos mais diversos domínios.

Ora, como alguém afirmou, e com graça: agora “a China deixa de ter razões para acusar a Academia de não dar atenção ao país”.

 

 

Já ontem, a Academia de Oslo atribuiu o Prémio Nobel da Literatura ao peruano Mario Vargas Llosa, que já considerou o galardão atribuído a Liu Xiaobo como uma homenagem justa a um dos intelectuais dissidentes chineses mais destacados. “Creio que seja uma homenagem a todos os dissidentes chineses e a todos os chineses que querem o crescimento e o progresso da China, não apenas económico como também político”, afirmou em Nova Iorque.


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