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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 00:38link do post | | adicionar aos favoritos

 

Há cerca de três meses, o Procurador-Geral da República, o substituído temporário Pinto Monteiro, declarou que os seus poderes assemelhavam-se aos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra.

António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, disse esta semana que a redução de vencimentos na função pública, à qual os Juízes também não escapam, não era uma expropriação, uma nacionalização ou um empréstimo, era, isso sim, um confisco arbitrário que só os reis faziam.

Por seu lado, o grevista João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, afirmou há duas semanas que a Lei do Orçamento do Estado para 2011, caso continue a prever a redução de 5% da massa salarial na função pública, levará os Juízes para a rua no próximo dia 24 de Novembro, uma vez que, na sua opinião, esta medida é imprópria de um Estado de Direito e violadora de princípios constitucionais fundamentais.

 

Pelas declarações desta tríplice aliança, percebemos agora que os Juízes portugueses querem é voltar ao tempo da monarquia, mas, como não têm coragem de o assumir frontalmente, despejam para a opinião pública pedaços de enigma dissimulados sob a vetusta toga negra que envergam.

Reis e rainhas, príncipes e valetes convergem para os castelos das magistraturas, fortalezas que se erguem sobre um povo desarmado e subserviente.

Esta natureza “real” da justiça, de tão “principesca” que é, surge aos olhos estupefactos de uma classe política inoperante e conivente. E, “Aqui D’El Rei” que se tocam nos interesses ou nos “direitos adquiridos” desta classe – não só caía o Carmo e a Trindade, como também os cavaleiros do reino viriam apressadamente lançar as suas setas mortais ao mais desprevenido dos inimigos.

Já o povo, na sua funesta sina de obediência, nada mais tem do que um conjunto arcaico de armas com que pode fazer valer os seus direitos e erguer bem alto, tanto quanto lhe seja possível, a sua mais que legítima indignação.

Agora, ao comemorarmos os cem anos da implantação da República em Portugal, é um golpe baixo fazerem-nos recordar que o nosso país poderia muito bem voltar a ser uma monarquia de direito constitucional.

Mas, acaso o destino nos atraiçoe, pelo menos Rainha já temos, Pinto Monteiro; resta saber se o Rei será João Palma ou António Martins. Venha o Diabo e escolha.

 

Nota: Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.


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