Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 03.11.10 às 23:51link do post | | adicionar aos favoritos

 

O Orçamento do Estado para 2011 (OE 2011) lá foi aprovado hoje na generalidade na Assembleia da República (AR), com os votos favoráveis do PS, com a abstenção do PSD e com os votos contra dos restantes partidos.

Nada que nos surpreendesse, tal foi o frenesim deplorável que rodeou as negociações entre os dois partidos do arco do poder para a sua viabilização, e o pré-anúncio firme de chumbo feito pelos demais partidos.

Com foto oficial ou sem ela, a verdade é que a formalização do acordo de viabilização nasceu torto e tarde ou nunca se endireita, como o provou o palavreado inusitado dos deputados que, logo no dia seguinte, trocaram entre si despautérios e frases de escárnio na AR, dando ao país mais um espectáculo deprimente, e passando a habitual imagem de que, para além de meninos mal comportados, os deputados da Nação são impróprios para consumo e não se recomendam a ninguém.

Depois foi a errata contabilisticamente mal explicada dos oitocentos e tal milhões de euros que apareceram não se sabe de onde, uma encruzilhada num orçamento já de si absurdamente brutal para os portugueses e de que não há memória em tempo de democracia.

Sobretudo, quando ainda subsiste a ideia de que estas medidas de austeridade mais não são do que uma aspirina para curar o cancro que corrói o país, uma receita ineficaz que só adia a terapia de choque que todos vêem ser necessária, mas que teima em não ser aplicada.

Uma terapia de choque que passa por empreender seriamente reformas estruturais que levem o Estado a ficar mais magro e a não ter de pedir cada vez mais o pouco dinheiro que resta ao comum dos portugueses, ou a endividar-se, assustadora e perigosamente, para pagar a gordura que estupidamente continua a ostentar.

O Estado não pode continuar a roubar os cidadãos e a servir-se do seu dinheiro para pagar aquilo que gasta a torto e a direito, sem lei nem roque, como se não houvesse amanhã.

O Estado não pode continuar a gastar mais do que aquilo que produz, a viver acima das suas possibilidades e a endividar-se no estrangeiro para pagar salários, pensões e prestações sociais.

Quando nos dizem que não é possível mexer mais na despesa do Estado, que não é possível poupar mais, e que só pela via do aumento dos impostos se consegue equilibrar as contas públicas, isso é uma ofensa à inteligência dos portugueses, são tretas e mentiras escandalosas.

Quem diz que o Estado não consegue poupar mais é criminoso, devia ser preso e responsabilizado exemplarmente pelo mal que está a fazer ao país.

Se querem que as pessoas poupem, então o Estado que comece a dar o exemplo.

 

Entretanto, ponham na porta do país o seguinte letreiro: “Estimados Clientes, pedimos desculpa pelo incómodo. Estamos fechados para Balanço. Seremos breves”.


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