Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.11.10 às 23:28link do post | | adicionar aos favoritos

 

Falar em grandes obras no concelho de Ourém, nos últimos dez a quinze anos, é falar obrigatoriamente da construção do Itinerário Complementar nº 9 (vulgo IC9), uma obra de envergadura anormal para o que estávamos habituados, mas que, nem por isso, deixou de estar isenta de avanços e recuos que quase a mataram e muitas vezes a adiaram.

Com efeito, muitos têm sido os entraves que foram sendo colocados à construção do IC9 no concelho de Ourém. Vejamos alguns exemplos:

 

a) Decisores políticos incompetentes e incapazes, que não souberam alavancar este projecto e implementá-lo em devido tempo;

 

b) Presidentes de junta (mormente aqueles em que as suas freguesias eram / são atravessadas pelo IC9) que se aliaram àqueles decisores incompetentes na ignorância e nas questiúnculas bairristas subservientes aos interesses particulares;

 

c) Gente influente da nossa praça que achava esta obra simplesmente desprezível e sem qualquer utilidade prática para o nosso concelho;

 

d) Um Plano Director Municipal (PDM) que era (e continua a ser) irrealista, mal concebido e inibidor do nosso desenvolvimento; ou

 

e) A existência de organizações ambientalistas que, armadas em únicas defensoras da natureza, vêem destruição em todo o lado e não perdem uma oportunidade para entravar qualquer projecto que cheire a progresso e a modernidade.

 

O rol de entraves seria naturalmente extenso, mas há, pelo menos, três denominadores comuns em todos eles: incompetência, falta de ambição (visão) e interesses particulares instalados.

Na verdade, fala-se há muito tempo – tempo até demais – na construção do IC9, mas fomo-nos habituando a aceitar naturalmente os seus sucessivos adiamentos, talvez por já não acreditarmos que isso fosse algum dia possível.

Não que isso fosse uma fatalidade inevitável, mas porque já não acreditávamos na capacidade dos decisores políticos para seguir em frente com o projecto, para reivindicar junto dos organismos nacionais, regionais e locais a sua construção e para se baterem afincadamente pelos interesses superiores do concelho.   

Esta desilusão latente dos oureenses foi ganhando expressão à medida que as sucessivas lideranças autárquicas se iam sucedendo, sem que se vislumbrasse qualquer luz ao fundo do túnel ou um sinal claro de que as coisas podiam ou estavam a mudar.

Não, em vez disso, o que fomos assistindo foi a um desfile de vaidades pífias e incompetências descomunais, até mesmo ao nível da concertação estratégica de esforços e interesses (legítimos) entre os vários municípios abrangidos por este troço rodoviário.  

À incompetência demonstrada, veio somar-se a falta de ambição e de visão. A visão suficiente para pôr em marcha um projecto desta envergadura, olhando mais para a frente, para o futuro, em vez de ficarmos enredados nas ideias pequenas e provincianas do “orgulhosamente sós” e das “vistas curtas”.

Uma visão que nos teria permitido criar há mais tempo uma nova centralidade para o concelho de Ourém no contexto regional e nacional, sabendo daí retirar todas as potencialidades de investimento e de crescimento que uma infra-estrutura como esta nos pode oferecer.

Mas não. Fizemos tudo ao contrário. Preferimos agir como os anões, que vivem na sua aldeia de pequenos sonhos e se contentam com um mundo de pequenas realidades.  

Aos homens (ou mulheres), sobretudo com responsabilidades políticas, exige-se que tenham ambição e visão de futuro, que tenham iniciativa, criatividade e paixão nas actividades que desenvolvem e deixem um lastro de progresso nos seus mandatos.

Finalmente, quando juntamos à incompetência e à falta de visão de futuro os interesses particulares instalados, então aí é que o caldo fica todo entornado.

É que o exercício de um cargo público não é compatível com a cedência a quaisquer interesses particulares, não é compatível com interesses menores que se sobreponham ao interesse geral, assim como não casa bem com “favores”, “amizades” e corrupção.

A verdade é que, também neste ponto, as forças de bloqueio falaram mais alto e armadilharam a pouca vontade que ainda pendia sobre quem tinha o poder e a obrigação de decidir. Pior que isso, só mesmo os próprios decisores políticos a armadilharem as suas vontades e decisões.

 

Seria bom que todos aqueles que enaltecem agora a obra, mas que contribuíram no passado, directa ou indirectamente, com a sua incompetência, falta de visão e conivência com os interesses instalados para o seu adiamento ou não construção, que todos aqueles anões que tecem veladas críticas destrutivas ao projecto e se circunscrevem apenas à tal aldeia de pequenos sonhos e se contentam com um mundo de pequenas realidades, seria bom que todos eles sentissem vergonha e rezassem um acto de contrição.   

Feitas as contas deste rosário, resta-nos uma certeza: não fossem as trapalhadas estapafúrdias a que fomos assistindo no passado, e já teríamos chegado há mais tempo ao ponto em que nos encontramos hoje.

Um ponto sem retorno, porque o IC9 é agora uma realidade inexorável e que se recomenda.


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