Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 16.11.10 às 19:42link do post | | adicionar aos favoritos

Todos os opressores atribuem a frustração dos seus desejos à falta de rigor suficiente. Por isso, eles redobram os esforços da sua impotente crueldade” – Edmund Burke

(Edmund Burke foi um filósofo e político anglo-irlandês. Nasceu em Dublin a 12 de Janeiro de 1729 e faleceu em Beaconsfield a 9 de Julho de 1797).

Nem sempre o que escrevemos neste Blog agrada a todos, mas também não é essa a nossa intenção, não queremos agradar a “gregos e a troianos” nem fazer das nossas ideias uma bandeira de verdades absolutas ou irrefutáveis.

Limitamo-nos a perscrutar a realidade e a relacioná-la com os princípios que defendemos, com a nossa visão das coisas e com o desejo de partilhar os nossos pontos de vista com todas aquelas pessoas que nos queiram presentear com as suas visitas.

Também não servimos para desempenhar o amargo papel de bodes expiatórios de situações alegadamente pecaminosas, que transcendem o modesto tabuleiro da vida em que nos movemos, e em relação às quais, se for caso disso, a justiça dos homens há-de dar a resposta conveniente e adequada.

Sabemos perfeitamente que a nossa liberdade (de expressão ou qualquer outra) termina onde começa a liberdade dos outros. Essa fronteira ténue é, por vezes, difícil de descortinar, mas essa dificuldade não pode servir de pretexto para que nos esqueçamos de assumir as nossas próprias responsabilidades.

O “Portugal Amordaçado” de que nos falou Mário Soares, terminou – felizmente – com o 25 de Abril de 1974.

Estivemos demasiado tempo privados da nossa plena liberdade de expressão. Foram tempos difíceis, com uma censura pesada e implacável.

As perseguições e a prisão de quem pensava e tinha ideias foram uma constante, uma realidade bem presente em muitos lares portugueses.

Mas, os tempos actuais são outros. Vivemos numa democracia que vai evoluindo e, apesar de tudo, dando mostras que vai amadurecendo à medida que os anos passam.

Porém, às vezes, ainda somos confrontados com situações que nos catapultam para o passado recente, aquele que perseguia as pessoas só porque não concordavam com os ditames do líder ou com as ideias oficiais do Estado – essas ideias que eram impostas de cima para baixo e que não encontravam a mínima correspondência com a realidade.

Já vai sendo tempo de pormos de lado estes anacronismos do passado, e de percebermos que o mundo mudou e está em constante evolução. Até mesmo (ou sobretudo) as mentalidades…

O país e o mundo que hoje se nos oferecem já não toleram mais tentativas de silenciamento da expressão humana, seja qual for a forma que ela assuma. A chantagem (ou a ameaça) pelo medo também constitui um meio abominável de se atingir um determinado fim.

As pessoas não podem ser privadas de um bem que lhes é inato – a palavra – e não devem ser submetidas ao jogo deplorável do conformismo ou da mera aceitação daquilo que lhes é imposto. Como se as pessoas fossem puros seres irracionais, que se limitam a obedecer ou a abanar a cabeça em sinal de aprovação.

Não, somos seres racionais e com uma estrutura complexa de sentimentos e emoções. Se existimos, logo pensamos e, se pensamos, temos ideias e temos de as expressar.

Onde termina a liberdade dos outros, começa a nossa liberdade de dizer o que pensamos e de extravasarmos essas opiniões.

Quando assim não é, então é sinal que algo de grave se passa e é preciso ficarmos alerta…

Pela nossa parte, mais do que ficar alerta, não desperdiçaremos uma oportunidade para denunciar, mas também para repudiar qualquer tentativa de silenciamento ou opressão.

É este o nosso dever enquanto cidadãos de um país livre e democrático como aquele em que vivemos – Portugal.


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