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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 04.12.10 às 22:31link do post | | adicionar aos favoritos

UMA ADVERTÊNCIA DO DESTINO

Enquanto assim desfrutavam a calma e a prosperidade, afastados das peripécias sangrentas que periodicamente agitavam o Império, os habitantes de Pompeia e de Herculano foram objecto de uma advertência do destino, precursora de uma tragédia sem precedentes na História do homem.

Meio-dia, 5 de Fevereiro de 63 D.C.. Nero reinava havia já dois anos e sentia desabrochar nele o grande artista lírico que em breve iria exibir em público.

Os habitantes de Pompeia e de Herculano iam justamente sentar-se à mesa quando, de repente, a terra começou a tremer. Por vagas, diversos abalos agitavam o solo de Leste para Oeste, do Vesúvio para o mar. Os edifícios mais elevados – um arco de triunfo no Fórum, o templo de Apolo e o de Ísis – ruem, as habitações abrem fendas. As canalizações que distribuíam água pela cidade rebentam subitamente. Rebanhos com várias centenas de cabeças somem-se no abismo, outros animais fogem espavoridos; os habitantes, assustados e admirados (ninguém se recordava de ter havido um tremor de terra durante o Inverno), correm para os campos, e muitos endoidecem com o terror.

Em Herculano, como em Pompeia, os estragos são importantes: apenas restam algumas villas relativamente poupadas; a cidade foi destruída quase por completo.

Os que não puderam fugir, ficaram sepultados debaixo dos escombros; a própria cidade de Nápoles sentiu o abalo. Felizmente, embora devastador, o sismo foi de curta duração e em breve os habitantes de Herculano e de Pompeia, ainda sob uma sensação de terror, arriscaram-se a regressar às suas casas, ou ao que delas restava.

Surgiu então um delicado problema: uma vez que as duas cidades estavam praticamente aniquiladas, deviam reconstruí-las ou, pelo contrário, os sobreviventes deveriam convencer-se a mudar de domicílio? Trágica verificação – parece que nunca foi encarada a possibilidade de um novo sismo, de uma nova catástrofe; o problema foi posto apenas em termos financeiros e técnicos: onde encontrar os materiais e a mão-de-obra qualificada, necessária à reconstrução? A segurança futura dos habitantes não foi – parece – evocada por ninguém. Os génios subterrâneos, os gigantes agrilhoados, tinham manifestado a sua cólera, nada mais; nem por um instante veio à mente dos infelizes sinistrados que o impassível e majestoso Vesúvio, coroado de pâmpanos e de oliveiras, fosse o responsável pelo drama que acabavam de viver, pelo terrível cataclismo que tinha engolido os seus parentes e os seus haveres.

Ligados às duas cidades, a esta paisagem apesar de tudo pacífica, a esta Campânia florida e alegre, os Pompeus e os seus vizinhos Herculanianos tiveram apenas uma preocupação, quando a calma voltou: reconstruir, apagar, esquecer.

(Continua...).


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