Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 15.12.10 às 22:03link do post | | adicionar aos favoritos

 

Uma das coisas (entre muitas outras) que nos causam uma enorme confusão é a facilidade com que, em Portugal, as pessoas transitam do poder económico para o poder político, e vice-versa, numa amálgama de promiscuidade latente que não deveria deixar ninguém indiferente. 

Tudo se passa diante dos nossos olhos, e parece que este fenómeno é normal e já faz parte da natureza das coisas. Habituámo-nos a conviver com ele, e julgamos que é uma inevitabilidade do “sistema”.  

Mas, é algo que roça a indignidade e convive a paredes meias com a falta de valores de referência na nossa sociedade: a ética, a moral, a integridade ou a justiça, enquanto pilares de uma sociedade plural e democrática, mas também justa e solidária, esbatem-se e descoloram-se, não tanto por uma qualquer metamorfose intrínseca ou natural dos paradigmas sociais, mas simplesmente porque “passam de moda” ou deixam de ser praticados todos os dias.

Quando as sociedades começam a dar mais valor ao facilitismo, a viver do e para o dinheiro, ou a embrenhar-se em teias esquisitas de favorecimentos e interesses particulares, é meio caminho andado para se desintegrarem enquanto comunidades de gente livre e responsável.

E quando deixa de haver uma fronteira nítida entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto, entre o possível e o impossível, então é sinal que, acaso não tenhamos já definhado enquanto sociedade ou comunidade, para lá caminharemos seguramente a passos largos.


Carlos Gomes a 16 de Dezembro de 2010 às 19:28
Os chamados valores de referência não constituem um exclusivo da dita "sociedade plural e democrática" - são fundamentos de qualquer sociedade, seja qual for o seu modelo político, sem os quais não terá alicerces e acabará por se dissolver. A perda de valores reside sobretudo num modelo de sociedade assente na ideia de que a felicidade humana assenta na obtenção de bens materiais, adquirindo o indivíduo um maior estatuto social quanto mais conseguir acumular e demonstrar a sua posse. Essa é, aliás, a principal razão do sucesso da imprensa de eventos sociais, vulgarmente designada por "imprensa cor-de-rosa". Não admira, pois, a sucessão de notícias na demais comunicação social que nos dão conta de uma sociedade decadente, revelando crimes de toda a natureza, sem respeito sequer pelas relações familiares, pelas crianças, os idosos, os deficientes e, em geral, os mais fracos e desprotegidos. Uma decadência que caracteriza toda a civilização ocidental e em relação à qual a cultura árabe reage com uma veemência para nós incompreensível. Mas, estamos a viver angustiadamente o estertor da agonia desse modelo social sem sabermos qual a alternativa que se poderá apresentar. Multiplicam-se as vozes a apelar para um modelo social que tenha em conta tais valores. Entre tais vozes surgem as dos representantes da Igreja Católica. Mas, os países ocidentais encontram-se numa encruzilhada política, social e civilizacional. O modelo político da democracia representativa apresenta numerosos defeitos e regista cada vez maior abstenção e indiferença, para não dizer desconfiança. O capitalismo, tal como actualmente conhecemos, encontra-se falido. A civilização ocidental está decadente e os povos que a integram encontram-se em declínio cultural e demográfico.

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