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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.12.10 às 19:40link do post | | adicionar aos favoritos

 

Estamos a cerca de cinco dias do Natal, essa quadra de reencontro de famílias e de fraternidade com os nossos semelhantes.

O Natal remete-nos para um imaginário de magia e encanto, um mundo de sonhos que cativa os mais pequenos e não deixa indiferentes os mais crescidos.

E não podemos falar do Natal sem que nos lembremos daquela figura emblemática de longas barbas brancas e fato vermelho que, por esta altura do ano, sai da Lapónia no seu trenó carregado de presentes para distribuir pelas crianças de todo o mundo – o Pai Natal.

Partamos hoje à descoberta de Rovaniemi, a cidade mais conhecida e importante da Lapónia, ou não fosse aí a casa do Pai Natal.

 

Rovaniemi situa-se a norte do Círculo Polar Árctico, na Finlândia, e, por ser a terra do Pai Natal, é um dos mais belos lugares do mundo e onde a cultura do Natal encontra a sua expressão máxima.

A Lapónia é, por isso, a região onde habita Joulopukki (Pai Natal) e todos os seus fiéis duendes mágicos e as suas renas.

Diz a lenda que o Pai Natal sai da Lapónia na noite do dia 24 de Dezembro, com o seu trenó puxado por renas carregado de presentes que se destinam a todas as crianças do mundo que se portaram bem ao longo do ano.

Há já cerca de oito mil anos que a Lapónia é habitada. Porém, os Lapões, como se designam os seus habitantes, fixaram-se na região há pelo menos quatro mil anos, sendo a caça a sua principal actividade económica.

 

Mais tarde, já no século XVI, os Lapões começam a dedicar-se também ao pastoreio de renas, época em que o Cristianismo chega à Lapónia.

Naturalmente quase inóspita, a Lapónia é, no entanto, uma região com uma beleza rara, que extravasa os nossos sentidos e que nos projecta para um mundo de verdadeiros encantos. Sendo a região mais setentrional da Finlândia, a Lapónia é atravessada pela linha do Círculo Polar Árctico e um dos poucos lugares do mundo onde se pode ainda encontrar a natureza intacta, no seu estado “puro”, intermináveis extensões agrestes, vivenciar únicos e verdadeiros momentos de silêncio e calma inimagináveis, para além de numerosos espaços singularmente encantadores e arrebatadores.

 

 

Na Lapónia, durante cerca de três meses no Inverno, não há sol ou qualquer claridade, o mesmo acontecendo no Verão, em que também durante cerca de três meses não há noite nem qualquer escuridão. Tal se deve à inclinação do eixo da Terra em relação ao eixo do Sol. Este fenómeno natural faz desencadear dois outros de rara beleza: o “Sol da Meia-Noite” no Verão e a “Aurora Boreal” no Inverno.

O primeiro fenómeno é a designação comum para o fenómeno que acorre nas latitudes acima do Círculo Polar Árctico ou do Círculo Polar Antárctico, precisamente quando o sol não se põe pelo menos durante noventa e cinco horas seguidas.      

 

O segundo fenómeno caracteriza-se por partículas oriundas do sol que originam o chamado “Vento Solar”. Estas partículas, ao carregarem os electrões dos átomos com oxigénio e azoto da atmosfera, produzem os efeitos coloridos que lhe são característicos.

Sendo a Lapónia uma região onde o Inverno é extremamente rigoroso, com as temperaturas a chegar muitas vezes aos 30ºC negativos, havendo mesmo registos de temperaturas de 50ºC negativos, é precisamente nesta altura do ano que podemos ter a oportunidade e o privilégio de assistir às “Auroras Boreais”, uma espécie de dança de luzes coloridas que matizam o horizonte.

Este fenómeno natural ímpar e magnífico pode ser mais facilmente observado e apreciado quando o céu está limpo, sendo mais visível em noites de Lua Nova, o que ocorre sensivelmente a meio do Inverno.

 

O Natal traz ainda outras tradições na Lapónia. Face ao frio extremo, é costume as pessoas fazerem sauna na noite de Natal, antes da Ceia propriamente dita, uma prática que lhes permite aquecer-se, para além da lareira, que é um acessório indispensável nos lares da Lapónia, tanto mais que, diz a lenda, é pela chaminé da lareira que o Pai Natal entra para distribuir os presentes.

Para além disso, ao final da tarde do dia 24 de Dezembro, a televisão e a rádio transmitem mensagens de Paz, o que leva os habitantes da Lapónia a prepararem as suas Árvores de Natal e os seus presentes. Reza a tradição que o povo dirige-se depois para o cemitério, onde aí acendem velas nos túmulos dos mortos. As crianças, por seu lado, colocam do lado de fora das casas vasilhas com arroz e leite para as renas do Pai Natal que, a determinada hora, há-de passar para distribuir os presentes. Ainda que o Inverno seja muito rigoroso, também é tradição a Ceia de Natal ser feita com as portas das casas abertas, para que todos aqueles que por ali passam possam entrar e sentar-se também à mesa – os hóspedes são sempre bem-vindos na Lapónia!

Eis porque a Lapónia ainda continua a fazer parte do nosso imaginário, a fazer-nos lembrar, pelo menos uma vez por ano, que o Natal é não só amor e fraternidade, mas também magia, um reino de doces sonhos e encantos, um hino à felicidade.


Carlos Gomes a 21 de Dezembro de 2010 às 22:07
O "pai Natal" constitui uma versão mais colorida e actual de Odin, relacionando este costume com a mitologia nórdica e as respectivas tradições pagãs. Nalguns países, esta figura adquiriu uma versão cristianizada através da figura de S. Nicolau. Com a sociedade de consumo, até já dizem que o pai Natal foi uma criação da Coca-cola...

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