Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.03.11 às 00:04link do post | | adicionar aos favoritos

 

Não podíamos deixar de nos associar, neste momento de consternação, à dor sentida por milhares, senão mesmo milhões de portugueses que nutriam por Artur Agostinho uma estima e um respeito imensos, não só pelo profissional que foi, mas também e sobretudo pelo homem de respeito, de coragem, de valores profundamente arreigados que soube subliminarmente transmitir aos outros ao longo dos seus noventa anos de vida.

O seu falecimento ontem deixou o país órfão do homem dos “sete ofícios”, que passou pelo teatro, pelo cinema, pela televisão, pela rádio, que deixou materializados nos nossos ouvidos os seus comentários desportivos, onde deu prevalência à verdade, à simplicidade e ao rigor que sempre o caracterizaram.

Já na derradeira etapa da sua vida, aliou a paixão que sentia pelas letras à sua faceta de escritor, deixando para a memória do tempo as suas próprias memórias enquanto Ser íntegro, de uma generosidade contagiante e de uma bondade rara.

Já homem feito, com a sua vida a bater quase nos sessenta, “exilou-se” por vontade própria, como gostava de afirmar, no Brasil, terra que o apaixonou e que o acolheu de braços abertos. Numa terra longínqua da sua Pátria e sem pedir nada a ninguém, como era seu hábito, logo encontrou quem lhe estendesse a mão e o convidasse a fazer parte de diversos órgãos de informação, rádios, jornais e televisão, onde deixou o seu cunho pessoal, onde criou e sedimentou amizades e onde o seu papel de jornalista e comentador foi tantas vezes reconhecido e elogiado.

Portugal teve, pois, o privilégio de ver nascer um homem cuja altivez de carácter, bondade e generosidade teve, tem e há-de continuar a ter a força de contagiar várias e sucessivas gerações de portugueses.

Pela nossa parte, Artur Agostinho ficará para sempre guardado no nosso “livro de recordações”, cujas páginas albergam todos aqueles para quem o destino, não tendo sido sempre generoso, ainda assim permitiu que deixasse uma marca indelével nos nossos corações.

O nosso bem-haja e até sempre.


Dylan a 26 de Março de 2011 às 01:00


A voz que atravessou gerações, o homem dos sete ofícios, o verdadeiro desportista, competente, da paixão pelo arrebatador Sporting dos "cinco violinos". A suprema ironia: o comunicador nato incomunicável numa cela de Caxias, preso pelos revolucionários que cuspiram nos ideais de Abril a troco da imposição da sua democracia. Fazendo jus ao nome, o Artur, corajoso e autoconfiante, começou uma nova vida aos 50 anos no país irmão, porque o nosso, maldizente, fechou-lhe as portas. Voltaste, rejuvenescido e aclamado até chegar o descanso, nobre Leão, com a certeza e a consciência de que nunca te arrependeste de nada na tua exemplar vida.


Carlos Gomes a 27 de Março de 2011 às 23:12
Em todas as revoluções, independentemente do processo histórico que se seguirá, existem sempre duas espécies de indivíduos: aqueles que acreditam sinceramente nas ideias e por esse motivo se revelam ingénuos e manobráveis e ainda a escumalha dos oportunistas, muitos deles "adesivos", que espreitam a situação para roubarem, urdirem intrigas, realizar vinganças e beneficiarem com a nova situação de qualquer forma. E, como espuma - ou escuma - que são, acabam sempre por navegar à superfície e tornarem-se na face visível e na que perdura...
Artur Agostinho que tive o prazer de conhecer pois temos como afinidade as raízes limianas, foi vítima dessa escuma da sociedade. Mas, quem o conheceu sabe perfeitamente que foi uma pessoa simples e sempre disponível para os outros.

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