Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 24.04.11 às 22:14link do post | | adicionar aos favoritos

 

Numa altura em que o país bateu no fundo não só em termos económicos e financeiros ou sociais, mas também e sobretudo éticos – que valores defendemos? –, é importante manter a chama do 25 de Abril bem acesa, para que todos aqueles que agora começam a despontar para a vida, os mais pequenos ou mais jovens, tenham não só uma consciência clara do que ele representou para os portugueses, mas também para não caírem no erro que nós, os mais velhos, cometemos ao acreditarmos que haveria por aí um punhado de gente capaz de prosseguir o trabalho dos “capitães de Abril” e catapultar Portugal para a linha da frente.

Esse erro, foi também acreditarmos ingenuamente que o nosso futuro poderia sorrir-nos com esta cáfila política que tem vindo a ditar as regras nos últimos trinta anos e a roubar o próprio Estado e os portugueses.

Chegámos a este estado vegetativo e insalubre porque também nos demitimos de ser cidadãos, porque permitimos este experimentalismo de competências duvidosas e brejeiro, achámos normal que qualquer aprendiz de trolha (sem demérito para os trolhas) se sentasse na cadeira do poder e brincasse à política como se estivesse no recreio de um qualquer jardim de infância.

Portugal merece mais e melhor. Nós merecemos mais e melhor.

Por agora, deixemo-nos inebriar pelo cheiro da história de um simples e frágil cravo vermelho.


Carlos Gomes a 2 de Maio de 2011 às 12:02
Em 25 de Abril de 1974... eram 9 horas da manhã e já me encontrava no Rossio, à entrada da rua do Ouro. No Rio Tejo, a Fragata Gago Coutinho que momentos antes integrava a formação da esquadra da OTAN em exercícios, tomava posição em frente ao Terreiro do Paço. Era comandada pelo Cte António Louçã, pai do dirigente do PSR. As ordens eventualmente dadas para o movimento dado às peças vieram a determinar o seu pedido de exoneração da Marinha.
Àquela hora, devia eu entrar ao emprego na então Emissora Nacional. Tinha quatorze anos e era o paquete que junto à portaria da rua do Quelhas, 2 recebia as bobinas das gravações, discos e outro material acompanhado do respectivo protocolo que o estafeta distribuía, circulando entre os seis edifícios que aquela estação emissora então possuía em Lisboa.
Junto à portaria existia um pequeno balcão sob o qual se escondia o botão que accionava o alarme na esquadra da PSP do Caminho Novo ou seja, na rua das Francesinhas, entretanto demolido para permitir a ampliação do Instituto Superior de Economia. Mas esse botão não foi accionado... à noite, os militares tocaram à campaínha da portaria e estas foi-lhes franqueada normalmente. Os dois polícias que habitualmente ali faziam guarda às instalações munidos de FBP foram detidos num dos estúdios daquela estação, concretamente o estúdio B.
Muito haveria para descrever em relação a esses dias, incluindo alguns factos que não constam das crónicas habituais sobre aquele dia histórico. Deixo, contudo, a lembrança da carga da polícia de choque na zona do Chiado alguns instantes após a entrega do poder ao General Spínola, no Quartel do Carmo.

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