Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.01.11 às 20:36link do post | | adicionar aos favoritos

 

Uma das dúvidas que está a inflamar a Pré-Campanha para as Presidenciais é a de saber a quem comprou e a quem vendeu Cavaco Silva as acções que alegadamente detinha na SLN (Sociedade Lusa de Negócios), detentora do celebérrimo Banco Português de Negociatas, perdão, de Negócios, instituição de crédito por onde desfilaram “ilustres” figurantes de uma peça que já tem tanto de podre como de mal cheirosa.

A confirmarem-se as suspeitas de favorecimentos inter-pares, de negociatas de gente que necessita do oxigénio da órbita do poder como de pão para a boca para sobreviver, psicológica e financeiramente, para todas estas resmas de gente bandalha que confisca ao erário público, a todos nós, mais de 5 biliões de euros, que mentem com quantos dentes têm na boca e que desfilam numa passadeira vermelha aos olhos de uma Justiça passiva e cadavérica, a confirmar-se tudo isto só nos resta perguntar: mas que raio, afinal a quem comprou e a quem vendeu Cavaco as alegadas acções?

Sinceramente, não fazemos a mais pálida ideia…

   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.11.10 às 23:49link do post | | adicionar aos favoritos

 

 

Só uma hecatombe eleitoral poderá não dar a vitória de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.

Quer Eanes, quer Soares, quer Sampaio foram eleitos para um segundo mandato, por isso nada faz antever que com Cavaco as coisas sejam diferentes.

Todas as sondagens dão, aliás, a vitória mais que certa ao actual presidente, conseguindo mesmo a maioria absoluta logo na primeira volta.

Manuel Alegre, por seu lado, arrisca-se até a obter um resultado menos expressivo do que aquele que granjeou nas últimas eleições (2006), muito por força do facto de ter tido à cabeça o apoio do Bloco de Esquerda e, só mais tarde, do próprio Partido Socialista, que o teve de “engolir” amargamente para desgosto de algumas alas socialistas.

Esse é, precisamente, um dos dilemas de Alegre: ao não querer desiludir bloquistas e socialistas, só lhe resta o silêncio, um sacrifício que não lhe está no sangue e que o leva a contradizer uma das suas expressões mais emblemáticas: “a mim, ninguém me cala”.

Este amargo de boca que José Sócrates impôs ao seu partido podia muito bem parecer-se com aquela famosa tomada de posição do Partido Comunista na segunda volta das eleições presidenciais de 1986, quando aconselhou os seus camaradas a engolir um sapo e a votar em Mário Soares, tampando para o efeito a sua foto no boletim de voto, para evitar que o candidato da direita, Freitas do Amaral, fosse eleito para Belém.

 

A fórmula deu os seus frutos, e Soares lá ganhou as eleições.

Ora, também agora o primeiro-ministro podia aconselhar os seus correligionários a proceder do mesmo modo, tapando a foto e votando maciçamente em Manuel Alegre. Mais sapo, menos sapo.

No entanto, os tempos são outros. Por maior que seja o sapo a engolir, ele nunca será tão grande quanto o resultado de Cavaco Silva nas próximas eleições.

Quer queiram ou não, os portugueses, nos próximos cinco anos, irão continuar a ter no Palácio de Belém alguém que fala pouco, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, uma pessoa que gosta de fazer férias cá dentro e que é um fiel e fervoroso consumidor de Bolo-Rei… haja é dinheiro para o comprar!


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.10.10 às 23:53link do post | | adicionar aos favoritos

 

Já se sabia, mas hoje Cavaco Silva desfez finalmente o seu tabuzinho e anunciou ao país e ao mundo que se vai recandidatar à Presidência da República.

O aval de Maria Cavaco Silva, a percepção de que a situação económica do país é gravíssima e o apelo da sua consciência em prol do serviço a Portugal foram razões mais do que suficientes para Cavaco Silva ponderar e decidir que ainda não é o momento de abandonar o Palácio de Belém.

Num discurso institucional caracterizado pela elevação dos conceitos e das explicações, o ainda presidente promete gastar na campanha eleitoral metade do que é legalmente possível, para além de banir por completo a utilização de outdoors, apostando numa campanha “limpa” e dando um claro sinal de compromisso em relação à redução de despesas, cujo exemplo, como o próprio referiu, deve partir de cima.

Assim, o “caderno de encargos” para as presidenciais do próximo ano fica completo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.08.10 às 17:35link do post | | adicionar aos favoritos

 

A propósito das eleições presidenciais do próximo ano, o Presidente da República, Cavaco Silva, confrontou o país com mais um dos seus habituais tabus – desta vez, o que soçobrou no ar foi a questão de saber se o Presidente vai ou não apresentar a sua recandidatura a Belém.

Ao seu estilo desajeitado de sempre, Cavaco Silva lá foi dizendo que iria primeiro consultar os “calendários pré-eleitorais” dos seus antecessores (para ver qual tinha sido o momento em que oficializaram as suas recandidaturas) e auscultar a opinião da família.

Estas “escapadinhas” aconteceram quando era primeiro-ministro, e acontecem agora enquanto Presidente da República.

Só que, o que temos vindo a assistir é que quando a situação política do país exige a sua posição ou opinião frontal e inequívoca, Cavaco Silva fecha-se numa redoma de vidro e para lá hiberna até que se predisponha a falar… quando se predispõe a falar.

O que legitimamente se pode perguntar é se esta hibernação é pura estratégia ou se é muito mais do que isso, assumindo antes uma clara e preocupante falta de capacidade argumentativa ou simplesmente de falta de opinião.

Para alguém limitado nas ideias, é muito mais fácil e cómodo esconder-se atrás de um vago “não posso nem devo comentar” ou “não é o local ou o momento mais oportuno”.

Mas, a história tem-nos revelado que Cavaco Silva não tem sido coerente nos seus silêncios.

Ainda a propósito dos recentes episódios lastimáveis e degradantes em torno da justiça e dos poderes do procurador-geral da República Pinto Monteiro, Cavaco Silva, instigado pelos jornalistas a emitir uma opinião sobre o que pensava de tudo isto, limitou-se a dizer que não compete ao Presidente da República pronunciar-se sobre estas matérias.

Ora, sabendo-se que o Presidente da República tem, por exemplo e por diversas vezes, emitido opinião relativamente à situação económico-financeira do país, chegando ao ponto de receber em Belém um grupo de ex-ministros das Finanças para conversarem sobre o assunto, não se compreende então que Cavaco Silva não diga ao país o que pensa sobre os recentes casos que envolvem a justiça portuguesa.

Nem se venha com o argumento de que o poder judicial, sendo um Órgão de Soberania e, por isso, independente e autónomo, está imune aos comentários do Presidente da República.

Por esta ordem de ideias, o Governo também é um Órgão de Soberania, e nem por isso Cavaco Silva se tem escusado a dirigir-lhe recados e indirectas, aliás, diga-se em abono da verdade, algumas vezes legítimas e perfeitamente enquadráveis nos poderes que a Constituição lhe confere.

Para além disso, os seus discursos oficiais, mormente no 5 de Outubro, no 25 de Abril e no 10 de Junho, são autênticos recados e avisos à navegação, uma espécie de orientações à acção governativa que quer impor ou fazer crer que são a melhor alternativa ao rumo que o país tem levado.

A aposta no turismo, nos recursos do mar e nas tecnologias são temas centrais que fazem parte dos seus discursos oficiais, constituindo, assim, exemplos bastantes de que o presidente quando quer fala e imiscui-se em ceara alheia.

Isto não quer dizer, contudo, que o Presidente da República, qualquer que ele seja, se limite a ser uma caixa de ressonância do governo ou um órgão acéfalo, sem opinião e mero espectador passivo das realidades e das políticas do seu país.

Pelo contrário, ele deve ser, por exemplo, o árbitro e o moderador da vida democrática, um espectador atento da vida política, económica, social e cultural do país, um conciliador, um cooperante não só com o Governo, mas também com a Assembleia da República e, por que não, com os Tribunais, e o garante do regular funcionamento das instituições democráticas.

E é precisamente neste ponto que a “porca torce o rabo” (perdoe-se-nos a expressão), ou seja, não compreendemos a posição dúbia que o presidente assume nas várias intervenções públicas que tem fazendo, falando em determinadas circunstâncias e calando-se noutras, porventura quando a actualidade ou os assuntos não lhe estão de feição.

Não pode pois haver dois pesos e duas medidas, e nesta questão que envolve o funcionamento e a credibilidade da justiça no seu conjunto o Presidente da República deveria ter explicado aos portugueses o que pensa de tudo isto, já que, em última instância, o que está em causa é o regular funcionamento das instituições democráticas, as mesmíssimas que a Constituição da República Portuguesa lhe confere o direito e o dever de velar. 

Só assim se compreende que o Alto Cargo que desempenha e as suas funções não possam ficar reféns da sua vontade ambígua e oscilante, nem de uma errante ou conveniente interpretação dos poderes presidenciais.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.07.10 às 22:20link do post | | adicionar aos favoritos

 

O Presidente da República, Cavaco Silva, eleito em 2006, vem exercendo o seu mandato de uma forma, diríamos, sui generis, pelo menos se levarmos em linha de conta a forma como os seus dois antecessores, Jorge Sampaio e Mário Soares, encararam a função presidencial e a interpretação que cada um deles fez dos poderes que a Constituição da República Portuguesa lhes confere.

Com efeito, uma das chancelas com que Cavaco tem carimbado estes quase quatro anos e meio de mandato, é precisamente o facto de ter adoptado o já famoso modelo do “tabu”, muito usado nos anos oitenta e noventa quando era primeiro-ministro, e agora trazido das cinzas para a actualidade.

Para além da sua recandidatura a Belém estar envolta num misticismo atroz, só compreensível à luz de uma estratégia política cobarde e desadequada face aos tempos que vivemos, o presidente vem-nos habituando ao silêncio das suas posições, também ele inapropriado e francamente absurdo: nunca comenta nada quando lhe é directamente perguntado, sobretudo quando está em causa a acção política do governo, ora porque não é o momento ou o local mais adequado, ora porque está no estrangeiro e, à distância, não se pode pronunciar sobre este ou sobre aquele tema da actualidade, ora ainda porque não compete ao Presidente da República emitir opinião sobre isto ou sobre aquilo.

Trata-se, na verdade, de um discurso (ou, melhor dizendo, de um não-discurso) que se torna a todos os títulos enfadonho e que já começa a transparecer que Cavaco Silva não tem opinião sobre coisa nenhuma.

Pode até soçobrar a ideia e a crítica legítima de que o Presidente poderá ver o feitiço virar-se contra o feiticeiro, acaso esteja a exercer o seu mandato com excesso de zelo, ou a fazer uma interpretação fatalmente restritiva dos poderes presidenciais.

Acresce que as famosas comunicações extemporâneas ao país, a que também já nos vem habituando, normalmente acabam por parir um rato, apenas contribuindo, na nossa modesta opinião, para desgastar ainda mais a sua já frágil imagem de acólito prosélito do bem, da moral e dos bons costumes.

Quem não se lembra de dois casos tornados famosos à força: o do veto ao Estatuto Político-administrativo dos Açores (comunicação feita em Julho de 2008) e o da promulgação da Lei que permitiu o casamento entre pessoas do mesmo sexo (em Maio de 2010)?

Sem querer aferir aqui das razões de substância e de princípio que estiveram na base das duas decisões, o importante para este texto é fazer notar que Cavaco Silva optou mal nos dois apontados exemplos.

E optou mal, apesar de as questões não serem de menor importância, não só porque, como já referimos, foram extemporâneas, como também o presidente abriu um precedente inútil e sem aplicabilidade prática, isto é, vir discutir estas questões para a praça pública não constitui uma mais-valia em termos políticos, nem muito menos abonam para uma sua eventual recandidatura.

Para além de que fica a ideia errada que o Presidente da República deve dar publicamente conta de todas as posições que assume, ainda que elas decorram do exercício normal das suas funções.

Ainda para mais, quando sabemos que em situações muito mais periclitantes ou obscuras, o presidente não seguiu a mesma linha de raciocínio, de que são exemplo as alegadas e célebres escutas a Belém.

Por estas e por muitas outras razões, continuamos a acreditar que Cavaco Silva não foi talhado para exercer o mais alto cargo da nação, e não deveria ser, portanto, o próximo presidente de Portugal.

A bem do país e dos portugueses.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.06.10 às 16:06link do post | | adicionar aos favoritos

Sua Excelência o Presidente da República, Cavaco Silva, não interrompeu as suas férias para marcar presença no funeral de José Saramago, enviando apenas uma carta de condolências. Outra atitude não seria de esperar, até porque foi no tempo em que era primeiro-ministro, que um membro do seu governo, Sousa Lara, chumbou a proposta de nomeação do escritor para a atribuição de um prémio literário.

Cavaco esteve, assim, igual a si mesmo, e foi coerente com a sua chocante insensibilidade humana e ética.

Portugal continua, deste modo, e a este nível, mal servido. Não é possível termos um presidente destes, tão saloio e decrépito humanamente, como máximo representante da Nação. Como diriam os nossos irmãos brasileiros, Cavavo Silva é brega, bimbo e fala terrivelmente mal português. Não serve, portanto, para nosso presidente.


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