Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 00:24link do post | | adicionar aos favoritos

 

Na passada quarta-feira, dia 29 de Setembro, o primeiro-ministro José Sócrates convocou o Secretariado e a Comissão Política Nacionais do PS para lhes comunicar as medidas de austeridade que o governo aprovou, que se destinam a reduzir o défice orçamental, e que constam do PEC 3.

Em declarações aos jornalistas presentes no Largo do Rato, onde se localiza a sede nacional do Partido Socialista, Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, à pergunta se o governo não poderia ter ido mais longe no corte das despesas, de forma a evitar mais um aumento de impostos, respondeu no seu habitual tom inusitado, execrável e jocoso que mais cortes na despesa, para além dos anunciados, só se fosse no papel, nos alfinetes e nos clipes.

 

Inadmissível no tom e reles no conteúdo, esta afirmação parece confirmar o que temos vindo a defender em relação ao ministro da defesa: que é uma figura cinzenta, irresponsável e que goza com a situação difícil em que se encontra o país e a maioria dos portugueses.

Aliás, também o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, já havia afirmado no parlamento há alguns dias atrás que a redução do défice pelo lado da despesa estava quase no seu limite, que não vislumbrava em que é que se podia reduzir mais em termos de despesas e que não era possível cortar mais, por exemplo, nas despesas com a segurança social, com a saúde ou com as pensões.

Pela nossa parte, deixamos seguidamente um texto, sob o título “Propostas para minimizar o peso da despesa do Estado nas contas públicas” que fizemos publicar no nosso anterior Blog, que foi escrito na sequência de um apelo feito pelo nosso conterrâneo e amigo Francisco Vieira, e que passamos a reproduzir na íntegra:

 

“Há dias, numa "rede social", Francisco Vieira secundava um "levantamento popular", que já se vem notando no país há algum tempo, a favor da apresentação de propostas que visem o corte nas despesas do Estado. Não querendo nós apropriar-nos aqui dessas propostas, permitimo-nos, no entanto, elencá-las numa simples reflexão sintética daquelas que, de acordo com um já largo espectro da população, poderiam ser as próximas medidas de austeridade a apresentar a Bruxelas e aos portugueses. Assim, cavalguemos no seguinte:

1º Extinção dos Governos Civis;
2º Redução de 230 para 180 deputados na Assembleia da República;
3º Imposição da regra de 10 para 1 nas entradas na Administração Pública (ou seja, pelo menos, por cada 10 funcionários que saiem, só entra 1);
4º Reduzir o número de ministros, secretários de estado, "subs", assessores, secretárias, conselheiros, adjuntos de conselheiros e por aí em diante;
5º Trocar as flores naturais nas cerimónias oficiais por flores de plástico (como a França já fez);
6º Cortar as viagens em primeira classe de quaisquer titulares de cargos públicos, com excepção dos titulares dos órgãos de soberania;
7º Reduzir ou extinguir quaisquer ajudas de custo, benefícios, benesses e outras coisas tal;
8º Extinguir as reformas vitalícias;
9º Redimensionar a frota automóvel, reduzindo a quantidade e a qualidade da mesma;
10º Cortar nos investimentos inúteis e desnecessários, como já começam a ser as autoestradas;
11º Extinguir serviços e institutos públicos replicados, ineficientes e que só servem para empregar "boys" e clientelas;
12º Extinguir empresas municipais, obrigando as câmaras a integrá-las na sua estrutura e a afectar-lhes os seus recursos;
13º Retirar da Constituição da República Portuguesa o princípio despesista e clientelar da instituição em concreto de regiões administrativas;
14º Privatizar empresas públicas deficitárias, procurando salvaguardar sempre o princípio da subsidiariedade, em que ao Estado cumpre "apenas" velar por aqueles sectores que a iniciativa privada não cumpre tão bem e de forma universal, como a saúde, a educação, a protecção social, a energia...
15º Aceitar a "recomendação" de Bruxelas de acabar com as "Golden Shares" em empresas estratégicas e, com isso, poupar em prémios chorudos de administradores nomeados e medíocres, que chocam e escandalizam o comum dos mortais;
16º Indexar à universalidade dos funcionários públicos um sistema de avaliação de desempenho justo e moralizante, que sirva de referência para aumentos salariais, promoções ou outros;
17º Extinguir juntas de freguesia em concelhos de grande densidade populacional, que apenas replicam serviços e absorvem recursos públicos, começando por algumas em Barcelos;

18º Definir regras rigorosíssimas nos concursos públicos, a todos os níveis da administração, para evitar as famosas e criminosas derrapagens orçamentais, em que há luvas para todos, todos saíem a ganhar, e o “Zé Povinho” é que se lixa;

19º Indexar os aumentos salariais na função pública à inflação, à produtividade e à conjuntura do momento, proibindo expressamente os aumentos eleitoralistas e acima da inflação em ano de eleições;

20º Incentivar os funcionários a poupar em recursos escassos, como a água, a energia, o papel…;

21º Reduzir os gastos em telecomunicações, incentivando o uso do telemóvel pessoal e a utilização dos meios públicos com ponderação e bom senso.

22º Restringir as nomeações políticas ou os favores de carácter pessoal, subordinando-as a critérios claros de curriculum, competência e idoneidade…”.

 

 

Notas finais: houvesse vontade política desta gente trapalhona, trapaceira e oportunista, e de certeza absoluta que não era preciso sacrificar mais os portugueses com aumentos de impostos e outras coisas tais.

 

José Ortega y Gasset disse: “Quando a política se entroniza na consciência e preside a toda a nossa vida mental, converte-se numa doença gravíssima”.

 

Nós reformulamos a citação: quando a política se entroniza na consciência de gente corrupta e sem escrúpulos, converte-se num mal insofismável para os cidadãos.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.08.10 às 17:55link do post | | adicionar aos favoritos

 

Em entrevista esta segunda-feira ao jornal “i”, o Ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, tirou mais uma da cartola e, em vez de sair um coelho, saiu o brilhante anúncio de que Portugal vai ter espiões militares no Afeganistão e no Líbano.

À pergunta sobre se o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas lhe havia pedido que fossem enviadas células de informações militares para os teatros em que Portugal opera, respondeu que “essa necessidade foi identificada nos teatros de operações especialmente sensíveis do ponto de vista das informações e vai ser suprida”.

Certamente para gáudio dos terroristas da Al-Qaeda, por exemplo, Santos Silva acrescentou que “dentro da recomposição da força portuguesa no Afeganistão no próximo Outono já está incluída a primeira célula de informações”.

Por fim, anunciou “discretamente” que “sem querer ser precipitado, pensamos que também no Líbano devemos dispor desse tipo de instrumento”.

As suas declarações causaram um reboliço tal que já houve quem viesse lembrar o caso da divulgação de uma lista de agentes do antigo Serviço de Informações Estratégicas de Defesa e Militares em 1999, o que originou a demissão do então Ministro da Defesa, Veiga Simão.

Por nossa parte, achamos que deveria ter imperado o bom senso.

Vamos lá ver: mas alguém no seu perfeito juízo e com o mínimo sentido das responsabilidades, vai dizer que vai enviar espiões (ou célula de informações, que vai dar ao mesmo) para um cenário de guerra?

A Al-Qaeda também anunciou ao mundo que tinha espiões e terroristas espalhados por vários países com o objectivo de, às tantas horas do dia 11 de Setembro de 2001, desviar uns aviões para os despenhar contra as Torres Gémeas, contra o Pentágono e sabe-se lá mais contra quê?

Alguém vai anunciar no café que está a espiar a vida e a casa do seu vizinho para, na primeira oportunidade, a assaltar?

Estamos mesmo a ver: olhe vizinho, como não gosto de si, e com o objectivo de assaltar a sua casa e matá-lo a si e a toda a sua família, eu espio toda a sua vida, todos os dias, excepto aos fins de semana, das 9h00 às 13h00, regresso de almoço às 14h30 e fico até às 20h00. Se me quiser encontrar, a minha localização é 39º 39’ 20” Norte e 8º 34’ 07” Oeste. Ah, estou vestido com um camuflado verde, tenho óculos escuros e uma espingarda na mão direita e um bloco de apontamentos com caneta na mão esquerda!

Esta história seria plausível?

A malta terrorista do Afeganistão e do Líbano que se cuide: os espiões portugueses estão a chegar… pum…


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