Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 14.01.12 às 01:06link do post | | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 00:53link do post | | adicionar aos favoritos

 

O Relatório “Índice da Fome no Mundo 2010”, divulgado ontem, traça um cenário negro para vinte e cinco países, nos quais “o aumento da forme é alarmante”.

Nepal, Tanzânia, Cambodja, Sudão, Zimbabué, Burkina Faso, Togo, Guiné-Bissau, Ruanda, Djibuti, Moçambique, Índia, Bangladesh, Libéria, Zâmbia, Timor-Leste, Níger, Angola, Iémen, República Centro-Africana, Madagáscar, Ilhas Comores, Haiti, Serra Leoa e Etiópia são os vinte e cinco países que, a par de outros, compõem a “lista-negra” agora divulgada, onde a pobreza, os conflitos e a instabilidade política constituem os principais factores responsáveis por acentuarem a fome no mundo.

Para chegar a estas conclusões, foram tidos em conta em cada país não só a proporção da população com subnutrição, como também o baixo peso infantil e as taxas de mortalidade infantil.

Destacam-se desta lista quatro países que pertencem à CPLP – a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa –, o que faz ressurgir a questão do espaço da lusofonia e dos laços de solidariedade em relação a estes povos, que são “caros” a Portugal, sobretudo em relação a este flagelo da fome que leva a que morram por ano centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.

 

 

No começo do século XXI, é incompreensível para nós que ainda haja pessoas que morram por não terem nada para comer ou por estarem mal nutridas.

Sobretudo, quando nos lembramos que a manutenção de uma guerra consome recursos financeiros incalculáveis, já para não falar das vidas humanas que ceifa.

Apesar de conhecermos as respostas, ainda assim vale a pena perguntar: quantas vidas teriam sido salvas no planeta se os recursos (ou parte deles) gastos com a guerra do Iraque e do Afeganistão tivessem sido canalizados para auxílio destas vítimas inocentes que não têm nada para além da própria miséria em que vivem?

Quando assistimos, no final de 2008, ao desmoronar do sistema financeiro norte-americano que viria, por arrastamento, a contagiar a Europa e o resto do mundo, quando assistimos aos Estados, através dos seus governos, despender quantias incalculáveis de dinheiro para acudir a este mesmo sistema financeiro que deu azo a que à crise financeira se sucedesse uma crise económica e social sem paralelo na história, e de que ainda hoje se fazem sentir por todo o lado os seus efeitos nefastos, quando o que vemos por esse mundo fora é um gritante alheamento, por parte dos países ditos desenvolvidos, em relação às tremendas dificuldades e carências dos países mais pobres, quando o que vemos é a Comunidade Internacional a demitir-se das suas responsabilidades solidárias de ajuda e assistência a estas populações famintas e as ONG’s a tentarem desesperadamente suprir a responsabilidade dessa Comunidade Internacional, quando assistimos a isto tudo e a muito mais, só nos apetece ter vergonha do mundo em que vivemos, não porque o mundo nos desperte qualquer sentimento de repulsa ou desilusão, mas porque os decisores políticos não têm feito o trabalho que deviam, mas apenas olhado para os seus interesses particulares em vez de olharem para os interesses da comunidade que governam.

 

Basta olharmos para Angola e Moçambique, dois países com imensos recursos e com excelentes capacidades de suprirem as suas próprias necessidades, para descobrirmos que existem nestes países sociedades a duas velocidades, onde a opulência de uma minoria contrasta com a pobreza da maioria, onde os recursos só são reprodutivos para alguns e onde o fosso que separa estas duas espécies de sociedades equivale à distância que separa a Terra da Lua.

A culpa é de todos e não é de ninguém. Como sempre, há-de morrer solteira.

Só que, no relógio do tempo, a cada segundo que passa morre uma pessoa com fome no mundo.

E isso devia envergonhar todos aqueles para quem a vida humana é uma simples estatística ou uma nota de rodapé num qualquer relatório sobre a fome no Planeta Terra. Até quando?

   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.10.10 às 18:16link do post | | adicionar aos favoritos

 

O Large Hadron Collider (LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo, localizado na Suíça, teve um custo de cerca de 4000 milhões de euros, estende-se por um perímetro de 27 quilómetros e, no seu interior, estão alojados um total de 9300 magnetos supercondutores.

Para além de ser o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC é também um dos maiores sistemas criogénicos, no qual a temperatura dos magnetos supercondutores atinge os 271 graus negativos, para os quais utiliza cerca de 10.080 toneladas de nitrogénio líquido e 60 toneladas de hélio líquido.

O LHC produz igualmente calor, fenómeno que ocorre quando se dá a colisão de dois protões, gerando-se uma quantidade de calor de aproximadamente 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol.

Este acelerador de partículas colossal tem capacidade para detectar e gravar cerca de 600.000.000 de colisões de protões por segundo e medir a deslocação de partículas e o tempo dessa deslocação.

 

A capacidade gigantesca de armazenamento de toda a informação é garantida por um sistema informático de dimensões invulgares, que lhe permite recolher e armazenar toda essa quantidade de informação, gerada por cada uma das experiências efectuadas pelo LHC num espaço de um ano, em cerca de 100.000 DVD’s de dupla camada.

Mas, para que serve o LHC? Entre outras coisas, para tentar explicar a origem da massa das partículas elementares, tarefa que é levada a cabo por cerca de 2.000 físicos de trinta e cinco nacionalidades diferentes, distribuídos por dois laboratórios: o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).

Este projecto já levou vários cientistas a questionar-se sobre a segurança do mesmo, acreditando que este acelerador de partículas pode originar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro, que levaria à destruição da Terra.

 

Outros ainda, defendem que estas experiências podem conduzir à formação de “strange quarks”, ou seja, podem originar uma reacção em cadeia e a criação de “matéria estranha”, a qual, por sua vez, pode possuir a característica de converter matéria ordinária em matéria estranha, acabando por gerar uma nova reacção em cadeia que transformaria irreversivelmente todo o planeta.    

A despeito destas considerações, os físicos Stephen Hawking e Lisa Randall, de reconhecido mérito internacional, consideram aquelas teorias francamente absurdas já que todas as experiências realizadas no LHC foram cuidadosamente estudadas e revistas, pelo que não acarretam riscos para o planeta.

 

Além disso, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, o seu tamanho seria alguns milhões de vezes menor do que um grão de areia, e não viveria mais do que 1x10^-27 segundos uma vez que, por se tratar de um buraco negro, emitiria radiação e evaporar-se-ia.

Mesmo que o buraco negro se mantivesse estável, ainda assim ele continuava a ser inofensivo, desde logo porque, tendo sido criado à velocidade da luz (ou seja, 300.000 Km por segundo), ele atravessaria as paredes do LHC em menos de um segundo e afastar-se-ia em direcção ao espaço.

O buraco negro só permaneceria na Terra se a sua velocidade fosse reduzida para 15 km por segundo.

Neste caso, ele iria para o centro do planeta devido à sua gravidade, mas também aqui continuava a ser inofensivo.

Os cientistas argumentam ainda que o buraco negro, para representar perigo, seria necessário que adquirisse massa. No entanto, com o tamanho de um protão, o buraco passaria pela Terra sem tocar em nada, podendo encontrar um protão para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Ora, para atingir um miligrama, era necessário mais tempo do que a idade actual do universo.

 

Poderá consultar o site do CERN para obter informações adicionais sobre este projecto científico.


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