Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.09.12 às 12:02link do post | | adicionar aos favoritos

Em tudo há um antes e um depois... e este foi, sem dúvida, um desses acontecimentos. Paz a todos os que pereceram neste dia.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 27.09.10 às 20:03link do post | | adicionar aos favoritos

 

Até há bem pouco tempo, quem se dirigisse a Fátima e percorresse as principais artérias da cidade era confrontado com um cenário que tinha tanto de religioso como de carnavalesco.

Referimo-nos às principais ruas comerciais, onde os lojistas prolongavam a venda dos seus produtos nos passeios públicos, tornando a circulação pedonal nessas zonas francamente difícil, para além de constituir um cenário visual que em nada abonava a favor da imagem com que ficavam os visitantes que vinham até Fátima.

O ridículo chegava (e chega, só que agora estão dentro das lojas) ao ponto de se vender de tudo um pouco, desde santos, medalhas e imagens de Nossa Senhora, passando pelas bolas de futebol, cachecóis do Benfica, do Sporting e do Porto, acabando nos baldes, nas pás e nos tractores para as crianças brincarem na praia.

A oferta era variada, mas às vezes muito pouco religiosa. Aliás, a trilogia bem portuguesa do “Fado, Futebol e Fátima”, encontrava aqui o seu expoente máximo, a sua raiz ou o seu embrião. Era perfeitamente normal encontrar num qualquer passeio uma imagem religiosa rodeada por uma bola de futebol e por uma caneca com a cara de um qualquer fadista famoso.

Para pôr fim a este desfile carnavalesco de bugigangas, a Câmara Municipal de Ourém (CMO), e bem, legislou no sentido de obrigar os lojistas a retirarem os seus mostruários dos passeios, desimpedindo-os para os devolver às pessoas.

A medida já deu azo a que, pelo menos, um fiscal da CMO fosse agredido por um lojista, por não concordar com as novas regras que obrigam os comerciantes a expor entre portas todos os seus tarecos e quinquilharias.

Pela nossa parte, para além de concordarmos com a medida, ainda iríamos mais longe: decretávamos a proibição de misturar alhos com bugalhos, sagrado com profano, futebol com religião…

Não se trata de perseguir os lojistas e de coarctar a sua liberdade de venda, trata-se apenas de não conspurcar a imagem que Fátima granjeou desde 1917, poluindo os objectos religiosos que a dignificam e que lhe dão identidade própria, com objectos de uma vida mundana que ficavam bem à venda lá para os lados da feira da ladra.  

Para além disso, as barracas montadas em plenos passeios públicos são uma imagem pouco digna de ser ver, sobretudo para aqueles milhões que visitam Fátima todos os anos e que cá deixam o precioso dinheiro que faz girar a economia da cidade e do concelho.


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