Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 18:49link do post | adicionar aos favoritos
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 04:26link do post | adicionar aos favoritos

 

 

O jornal “Ourém e o seu Concelho”, em editorial publicado na primeira página de quinta-feira, dia 17 (edição em papel), alertava os oureenses para o facto de já ter terminado o “estado de graça” do actual presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, e que, consequentemente, já deveriam ser visíveis mudanças no plano da gestão do município, mudanças essas que era suposto romperem com o estilo de liderança a que estávamos habituados quando o PSD estava no poder.

E dava conta do facto de não ter havido, no ano passado, iluminação de Natal, com o pretexto (real) de que não havia recursos e que a Câmara estava endividada muito para além das suas capacidades, mas que agora, por ocasião das Festas da Cidade, já houve dinheiro para entreter os munícipes e dar-lhes de borla muitas festas, muitos foguetes e muita garraiada.

Por outro lado, insurgia-se também contra o facto de a Câmara ter gasto setenta e cinco mil euros numa auditoria externa para apurar o verdadeiro buraco das contas do município, e até agora, ao contrário do que foi prometido, ainda não se sabe qual o verdadeiro alcance do défice da autarquia.

Quanto a nós, devemos notar, porém, que o resultado dessa auditoria foi já apresentado na reunião camarária da passada terça-feira, dia 15, e que anda muito perto dos cinquenta e quatro milhões de euros.

É certo que Paulo Fonseca, actual presidente da Câmara Municipal de Ourém, apresentou aos oureenses, por altura das últimas eleições, um caderno de encargos ambicioso para o nosso concelho, que assentava em quatro grandes objectivos principais: criar um município com qualidade de vida, um município com afirmação externa, com pujança empresarial e com excelência social.

É certo, também, que não é em apenas oito meses que o ambicioso programa eleitoral apresentado a sufrágio pelo PS será concretizado, muito menos se levarmos em conta a pesada dívida herdada do anterior executivo. Mas, ficará sempre a dúvida quanto aos critérios usados para definir as prioridades de investimento e as despesas da autarquia: se as vacas estavam magras em Dezembro, passaram a estar gordas em Junho? De onde veio tanta palha? Patrocínios? Contrapartidas? Ou tratar-se-á de um presente envenenado em tempo de Festa?

Ainda para mais, quando sabemos que uma das primeiras medidas do actual executivo camarário foi aprovar um novo Regulamento e Tabela Geral de Taxas e Outras Receitas do Município, justamente para encaixar mais receitas e controlar o défice da autarquia. É que não podemos ignorar o facto de que, no geral e em determinadas rubricas, este novo Regulamento é mais gravoso para os munícipes e para as empresas do que aquele que vigorava anteriormente.

É legítimo então perguntar: só porque celebramos o dia da cidade, fazemos uma pausa no rigor das contas da Câmara? Afinal, o que é mais relevante para a nova maioria: o folclore carnavalesco, as festas e os foguetes, os comes e bebes, que também custam dinheiro, e muito, ou a concentração de esforços na resolução efectiva do problema do endividamento larvar da Câmara de Ourém e a repartição dos sacrifícios por todos?

Não queremos com isto dizer que o Dia da Cidade não deveria ser condignamente celebrado…

O que não podemos é andar a pedir por um lado e a esbanjar por outro.

 

Entretanto, há ainda uma questão que já começa a ser notada e não raro comentada: não podemos ter um presidente, sobretudo numa altura destas e quando o município mais precisa dele, que nunca se vê, gasta demasiado tempo a “geminar”, que entra na Câmara pela garagem, que não passeia pelas ruas, que não recebe os presidentes de Junta e os munícipes no seu gabinete, que manda os assessores assessorar e que, enfim, está “algumas” vezes ausente…

Confessamos que, noutros tempos, eram raros os dias que não víssemos os seus antecessores “pavonearem-se” por todo o lado. Algumas vezes não os víamos, mas sabíamos que eles andavam por aí…

É que o povo quer mais, e começa a estar farto de tanto folclore e de tantos fados e guitarradas…  

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 01:42link do post | adicionar aos favoritos

 

Mais um crime ambiental está prestes a ter lugar em Ourém, outro, entre muitos, que se têm cometido ao longo dos anos na nossa querida cidade.

Não se trata do crime pífio e monstruoso cometido há uns anos na Praça Dr. Agostinho Albano de Almeida, que a descaracterizou e desflorestou a pretexto das “excelentes” obras de modernização da cidade, que vieram romper com a nossa história e dar-nos um espaço nu cheio de nada. A nossa identidade oureense ficou mais pobre, perdemos um espaço acolhedor com o qual nos identificávamos, e tudo graças a homens de vistas curtas, incompetentes, oportunistas e gente falsa.

Não se trata também do crime pífio e monstruoso cometido na Praça Dona Maria II por altura das obras da nova Câmara de Ourém, em cujo contexto ela agora se insere, e onde mais uma vez homens de vistas curtas e incompetentes assassinaram um conjunto de árvores de grande porte para pôr mais pedras e alcatrão.

Não, não são destes crimes que vos queremos falar hoje.

Do que se trata agora, é de duas palmeiras com cerca de 25 anos, que apenas precisam de “carinho e água”, e de alguém que lhes preste um pouco de atenção.

São duas palmeiras que estão em risco de morrer, pela ganância de meia dúzia de pessoas ambientalmente medíocres, provincianas, oportunistas e falsas.

Do que se trata agora, é de fazer o mesmo que se fez com a palmeira que está junto ao Cinema de Ourém: preservá-la e defendê-la das mãos de abutres e ambientalistas de algibeira.

Do que se trata agora, é de preservar duas palmeiras que não fazem mal a ninguém.

O que está agora em causa, é preservar duas espécies inofensivas para a saúde humana, para que não se repitam os mesmos crimes ecológicos que têm ocorrido em Ourém, e que tão criticados têm sido por estes mesmos ambientalistas de algibeira que agora as querem matar.

E o mais penoso e chocante, é que o abate destas duas palmeiras tem unicamente em vista criar 2 (dois) simples lugares de estacionamento para 2 (dois) míseros automóveis. É verdade – aniquilam-se dois seres vivos com cerca de 25 anos, para que meia dúzia de pessoas ambientalmente inúteis, medíocres, provincianas, oportunistas e falsas possam pôr os seus carritos à portinha de sua casa.

São estes mesmos pseudo intelectuais medíocres e oportunistas da nossa terra, camuflados de doutores e engenheiros, a quem muitas vezes demos de comer e que a troco nos deram uma mão cheia de nada, que agora querem matar estas duas inofensivas palmeiras.

 

 

 

 

 

 

PS 1: Para quem as quiser conhecer ou visitar, dirija-se, por favor, ao Prédio da ex-Caixa Geral de Depósitos (Rua Alexandre Herculano) – onde agora está uma loja chinesa –, entre no túnel junto à “Condóptica” e veja com os seus próprios olhos.

 

PS 2: António Aleixo disse: “Sei que pareço um ladrão, mas há muitos que eu conheço, que sem parecer o que são, são aquilo que eu pareço”.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 01:28link do post | adicionar aos favoritos

 

Esta “ilha” retratada nas fotos em baixo é em Ourém, fica envolta pela Av. D. Nuno Álvares Pereira, a Norte, a Carvalho Araújo, a sul, a Dr. Silva Neves, a nascente, e, finalmente, a poente, a Av. dos Bombeiros Voluntários. O quarteirão de terreno em causa, segundo consta, pertence à minha amiga Virgínia Verdasca. Pois bem, a questão simples e objectiva que se coloca é esta: quando, em 1983, a minha família foi intimada pela Câmara Municipal de Ourém a construir ou a vender o terreno que faz gaveto com a Av. D. Nuno Álvares Pereira e a Rua Alexandre Herculano, e em que no passado esteve a Caixa Geral de Depósitos, por que razão, volvidos agora quase 30 anos, ainda continuam a existir clareiras em pleno centro urbano da cidade, como se fosse a coisa mais natural do mundo? O caricato é que a Câmara Municipal de Ourém, cujo presidente era o Prof. Mário Albuquerque, só permitia na avenida a construção de três pisos, razão pela qual o projecto inicial do nosso prédio só contemplava esses mesmos três andares. No entanto, o prédio contíguo (do Centro Comercial Estrela D’Ouro), em construção também à época, edificou o 4º e, finalmente, o 5º piso, para nosso espanto e perplexidade. Perante tal facto, solicitámos esclarecimentos junto do Senhor presidente da Câmara Municipal, Prof. Mário Albuquerque, e sabem o que ele disse? Informou que não sabia que o prédio do Centro Comercial Estrela D’Ouro (mesmo em frente à Câmara Municipal!) já ia no 5º andar. Então, disse-nos: façam o mesmo, ou seja, construam também cinco andares no vosso prédio.

Hoje, 19 de Junho de 2010, passados que estão cerca de 30 anos sobre a intimação da Câmara de Ourém para construirmos ou vendemos o referido terreno, por que razão ainda constatamos este tipo de clareiras no centro da cidade? Qual é o critério? A conta bancária? A cor do cartão de militante partidário? Há ou não aqui dois pesos e duas medidas? Claro que há, infelizmente…

 

 

 

 

 

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 00:44link do post | adicionar aos favoritos

Vale a pena fazer hoje uma referência, a todos os títulos justa, ao que ficou conhecido por “Comissões Administrativas”, as quais tiveram a incumbência de gerir as autarquias locais no período que mediou o 25 de Abril e as primeiras eleições da era democrática, realizadas em 12 de Dezembro de 1976.

Estávamos, então, num período revolucionário, e era necessário garantir a máxima estabilidade das nossas instituições.

Em Ourém, com o afastamento do Dr. Carlos Vaz de Faria e Almeida, até então Presidente da Câmara Municipal, a Comissão Administrativa da nova Câmara (1974-1976) integrou as seguintes personalidades:

 

Presidente: Tenente-Coronel Rodrigues (Ourém);

Vogal: Abílio Figueiredo (Freixianda);

Vogal: Armando Leitão Pereira (Ourém);

Vogal: Joaquim Barreirinho (Fátima);

Vogal: Joaquim Marcelino Espada (Ourém).

 

Esta equipa, teve o mérito de dar o pontapé de saída no desenvolvimento de Ourém e do seu Concelho, em prol das suas gentes e das suas ambições. Foram os primeiros a ter nas mãos os destinos da nossa terra, depois de 48 anos de um “Portugal Amordaçado”, parco em desenvolvimento e deliberadamente tornado incauto. E Ourém não escapava à regra.

Pondo as mãos na massa com uma vontade repleta de sonhos e projectos, esta equipa lançou obras com visão de futuro, como sejam aquilo que é hoje conhecido por Feiras e Mercados, o pavilhão gimnodesportivo junto à Escola Secundária de Ourém (ESO), entre outros.    

Mesmo havendo uma forte pressão dos comerciantes da época contra a deslocalização do mercado para a nova zona de feiras (onde ainda hoje se encontra) – recorde-se que o mercado semanal realizava-se nessa época na praça da República (praça abaixo da igreja) –, mesmo havendo vozes discordantes a dizer que iriam perder dinheiro e clientela se o mercado mudasse de sítio, mesmo assim aquela equipa seguiu em frente com o seu projecto, porque tinha uma visão de futuro para a sua terra, porque queria apostar na sua terra, porque queria o bem-estar das suas gentes. Alguém vê hoje outra localização para o mercado?

Em relação ao pavilhão gimnodesportivo junto à ESO, as vozes discordantes e apáticas, na opinião de uns, as múmias, na opinião de outros, diziam que bastava um recinto básico para a prática dos desportos escolares, sem bancadas, sem balneários adequadamente equipados, sem condições para a prática de outras modalidades, como o hóquei em patins, modalidade cara à nossa cidade e ao nosso Concelho, enfim, sem quase nada. Mais uma vez, esta equipa teve visão de futuro ao mandar erguer um pavilhão com capacidade para a prática de várias modalidades desportivas, e com público na assistência incluído.

Este, é um pedaço da nossa história que nos cumpre a todos manter vivo. Esta, é uma história entre as “estórias” que temos para contar. Não condenemos os governantes por terem apagado um pedaço da sua história. Não os levemos ao altar dos sacrifícios. Mas deixemos-lhes o outro lado da sua história.    

Posto isto, fica o desabafo honesto e de protesto face a tão quezilenta memória dos nossos governantes. É que nunca se tem uma segunda oportunidade de causar uma boa primeira impressão. É, pois, tempo de virar a página e de mostrar também ao povo oureense o outro lado da sua história. Já agora, alguém tinha ouvido falar nesta comissão administrativa? Pois é, o tempo voa. Mas existiu.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.06.10 às 00:33link do post | adicionar aos favoritos

 

A história da nossa cidade, então denominada Vila Nova de Ourém, traz-nos à memória muitas lembranças boas, outras nem tanto, e ainda outras que, por tão marcantes, nunca nos saiem da cabeça.

Há uma, em particular, que recordo com saudade.

Eram os tempos da Escola Secundária de Ourém, já lá vão 21 anos, e do seu presidente do Conselho Directivo (CD), prof. Marques Pereira, meu professor de português no 11º Ano, de quem tenho saudades e agradeço pelo 17 que me deu no final do ano!

Homem bem-humorado (as suas aulas de literatura portuguesa eram sempre envoltas de um grande à-vontade e de um simbolismo e misticismo marcantes), justo e pedagogo, era nesta qualidade de “autoritas democrata” que fazia chegar à comunidade escolar os seus “sermões” e ensinamentos.

Quando as aulas eram interrompidas, havia forte probabilidade de ser o Presidente do CD a trazer novidades.

Essas novidades, por vezes, não eram boas. Quando a porta se abria e surgia o semblante do prof. Marques Pereira, estava o caldo entornado. Era uma questão de tempo, até se ficar a saber quem seria o próximo a ser suspenso da escola.

Naquele tempo ainda havia autoridade, ainda havia respeito pela figura do professor, mas, como em tudo, existiam sempre excepções à regra.

Depois de ler a lista com o nome, ou com os nomes, dos prevaricadores, e de enumerar as correspondentes penas (1, 2, 3 … dias de suspensão), fazia sempre um sermão que contava a história do cesto das maçãs.

Segundo ele, quando existem maçãs podres no cesto da fruta, com o tempo, as maçãs boas começam a apodrecer. Então, é necessário tirar as maçãs podres do cesto, para que as boas não se estraguem.

A lógica da maçã é, por isso, intemporal. E quando ele se retirava da sala, os alunos podiam retirar as suas próprias ilações. Quem queria, claro.

Por meu lado, continuo até hoje a recordar as suas palavras.

Já agora, também foi com o prof. Marques Pereira que aprendi que as mulheres dos nossos amigos são as “esposas”; as nossas são as “mulheres”! Um abraço professor e até qualquer dia. 

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