Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 07.08.10 às 19:05link do post | adicionar aos favoritos

 

A primeira-dama norte americana, Michelle Obama, como é do conhecimento geral, encontra-se em Marbella, sul de Espanha, a desfrutar de quatro dias de férias para descansar e relaxar.

Acompanhada da sua filha mais nova, Sasha, e de um staff de mais de setenta pessoas, constituído por amigos e elementos da segurança, julgamos que Michelle Obama vai ter umas curtas férias que serão tudo menos sossegadas.

E isto, apesar de a praia privada que serve o hotel onde está hospedada estar só por conta da comitiva presidencial e, por isso, com acesso vedado aos outros hóspedes.

Aproveitando ao máximo o tempo da sua efémera estadia em terras de nuestros hermanos, Michelle Obama já aproveitou para dar uns passeios pelo centro de Marbella, almoçar num restaurante perfeitamente banal e fazer umas compras, não só para Sasha, como também para si, cujas preferências recaíram sobre dois vestidos que, a avaliar pela loja em questão, certamente foram adquiridos por um bom preço.

Mais uma vez, Michelle Obama mostra ao mundo que o facto de ser esposa do homem teoricamente mais poderoso do planeta não a inibe de ser a pessoa simples que é, de trato fácil e que não tem qualquer pejo em comer à mão uma corriqueira fatia de pizza.

Não esqueçamos que Michelle Obama cresceu numa família, os Robinsons, da classe operária, num bairro da comunidade afro-americana situada no sul de Chicago.

Tendo-se formado em Princeton e Harvard, Michelle Robinson cruzou-se pela primeira vez com o actual presidente dos EUA num escritório de advogados em Chicago onde trabalhava e, curiosamente, a primeira impressão que teve de Barack Obama foi que ele era um homem muito convencido, muito vaidoso e presunçoso, para além de ter um nome deveras esquisito!

A sua simplicidade deriva, por certo, das suas raízes e do facto de ter sido sempre uma mulher lutadora, com os pés bem assentes na terra, uma espécie de âncora e a voz da razão do agora presidente norte-americano.

As suas mini férias na Europa acabam por trazer à luz do dia um pouco da personalidade de Michelle Obama, estabelecendo uma ponte entre a sua vida incógnita nos bairros afro-americanos de Chicago e as luzes da ribalta que a eleição do seu marido lhe proporcionou.

Até agora, e não apenas por ter criado uma horta na Casa Branca que faz questão de cuidar pessoalmente, Michelle Obama não tem decepcionado e tem estado à altura de todas as nossas expectativas.    


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 07.08.10 às 01:03link do post | adicionar aos favoritos

 

Este foi um projecto antigo que nasceu de meia dúzia de jovens albicastrenses que fizeram o favor de expressar a sua veia poética numa altura, 1984, em que fazer poesia, segundo alguns, era um mito e um privilégio de “pessoas letradas”, de homens e mulheres distantes que deveriam viver noutro mundo, quem sabe…

Havia, mesmo assim, vozes novas, nessa praça velha.

No entanto, estes intervenientes fizeram estes escritos a título plural.

Foi uma aposta ganha e um novo desafio através da revelação de pequenas “estórias”.

Foi, por exemplo, a história de um grupo de pessoas que se conheciam do fluir da cidade e do tempo.

Encontravam-se, às vezes, em manifestações culturais diversas: fosse no teatro, nas exposições ou no cinema.

Tinham interesses e necessidades culturais próximas.

Mas, com o tempo, foram descobrindo que tinham algo mais em comum: gostavam, afinal, de poesia.

Alguns tinham já ousado, em edição de autor, contactar com o público; outros, por seu lado, aguardavam pacientemente uma oportunidade.

Houve um dia em que alguém lançou a hipótese de se reunirem e lerem os seus trabalhos.

A ideia, que bom são as ideias, germinou e rapidamente cresceu e foi acto.

Surgiram outros interessados.

Leram-se poemas, trocaram-se sugestões, agarraram-se algumas ideias perdidas.

O convívio sugeriu o contacto directo com o público

O velho celeiro da Ordem de Cristo, ali à Praça Velha – o novo espaço do Grupo de Animação Cultural, Amato Lusitano – foi o primeiro palco.

Foi uma noite quente.

Os novos poetas sentiram-se apoiados.

A ideia de alargar o público foi ganhando força: tentar uma publicação colectiva e continuar a propor Serões com a poesia, naquele ou noutros espaços.

Estiveram na Cadeia de Castelo Branco.

Levaram, com o abraço fraterno, sonhos de liberdade com mais amor. Trouxeram alguma dor no olhar e os ouvidos mais despertos.

A tal publicação colectiva, a Colectânea, aqui está: recolha de vozes, sem idade, exprimindo sensibilidades e olhares diferentes; são registos de emoções, protestos, apreensões, problemas do quotidiano.

Às vezes, simples apontamentos, desabafos, gritos reprimidos…

As VOZES NOVAS aqui estão. Delas não vamos falar, nem dos poemas. Isso é a tarefa dos leitores.

Em jeito de saudação, deixamos aqui um outro aviso à “Navegação” que, hoje, nos apeteceu fazer chegar às vossas mãos:

 

“Neste rio apressado dentro de mim,

Sou um momento presente, cadente,

Cisne branco, deselegante,

Limo, nenúfar, verde rosa,

Corrente castor,

Que represa o rio que corre em mim”.

 

Zézinha D’Almeida e Friends

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