Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 13:30link do post | adicionar aos favoritos
 

Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores, PT), José Serra (Partido da Social Democracia Brasileira, PSDB) e Marina Silva (Partido Verde, PV), um deles será eleito amanhã o próximo presidente da República do Brasil.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 03:05link do post | adicionar aos favoritos

 

Portugal abanou quando o governo proclamou a redução de 5% na massa salarial bruta dos funcionários públicos.

A cadavérica e desossada liderança da CGTP (Confederação-Geral dos Trabalhadores Portugueses – permitam-me a explicação do acrónimo, já que o Blog é seguido internacionalmente), saiu a terreiro com a ameaça frontal de uma greve geral, piscando olhinhos à sua congénere UGT (União Geral de Trabalhadores), no sentido de ambas promoverem a maior greve geral no país de que há memória, já para Novembro.

Pergunto eu: quando Sócrates, não há muitos anos atrás, anunciou em plena campanha eleitoral o aumento, se a memória não me falha, de 2,9% nos salários da função pública, o que era, aliás, à época um aumento muito acima da inflação, onde estavam os sindicatos e, mais em concreto, o que estava a fazer o Sr. Carvalho da Silva (Secretário-Geral da CGTP há “duzentos anos”) para não se aperceber desse aumento? Veio para a rua, de sobreaviso, alertar para o problema que era o governo estar a prometer mais do que podia, e a contribuir para a pré-falência do Estado, situação com que estamos hoje todos confrontados?

Alguém viu alguma dessas raposas velhas, mal cheirosas até, preocupar-se com o facto de a despesa pública aumentar por causa desse aumento irresponsável e eleitoralista?    

Não. As velhas raposas retiram-se para as suas tocas, o governo cumpriu o que prometeu (quem promete, só lhe fica bem cumprir o que promete) e, no Estado, quem ganhava 1.500, passou a ganhar mais 50, quem ganhava 2000, passou a ganhar mais 60, quem ganhava 3000, passou a ganhar mais 90, quem ganhava 4000, passou a ganhar mais 120, e por aí em diante…

São pequenos bolos como estes que, todos juntos, fazem um bolo de noiva enorme.

Significa isto que, se eu não tenho dinheiro para pagar um bolo de noiva enorme aos meus convidados, então só me resta oferecer um pastel de bacalhau a cada um.

O pior, porém, é quando aparecem aqueles (ou aquelas) que não são convidados. É nesta altura que o caldo se entorna, porque não há comida que chegue para todos.

E falo dos bois, perdão, dos “boys”, que também são uns brutos a comer. Aqueles que aparelham o Estado e sorvem a riqueza do país. Aqueles que sabem da podridão dos seus padrinhos, mas que se falarem perdem a manjedoura ou a oportunidade de estar no próximo casamento.

Agora imaginem o Estado a ter de aturar esta gente toda e, pior do que isso, a ter de sustentar a sua frenética e provinciana vontade de comer.

Eu diria que mais vale sustentar mil burros a pão-de-ló. Era mais barato e o país agradecia.

Vai daí, o que temos assistido no passado, ontem e hoje, é que quem mama do Estado é feliz.

Não importa qual é a teta que deita mais leite, o que interessa é que vá pingando.

Se o Estado não tem dinheiro para fazer cantar um cego? O que é isso? Nós estamos bem, os outros que se lixem! Primeiro nós, o clã dos chupistas, depois os outros, que trabalham para nós!

Não, meus caros leitores.

Os 5% em relação aos quais hoje tanto se chora, não significam o Estado a entrar na bolsa dos portugueses.

Acho que é o contrário. Penso que é o Estado a reivindicar aquilo que uma leva de irresponsáveis, incompetentes e inúteis têm roubado (ou levado que outros roubem) estes anos todos dos cofres do Estado, dos nossos bolsos, porque o Estado somos todos nós.

O que está em causa não é o facto de vir agora um qualquer governo exigir aos portugueses que se sujeitem aos sacrifícios que nos têm sido pedidos. Qualquer governo, com olhos na testa e com sentido de estado, só poderia chegar a essa conclusão.

O que está em causa é que, enquanto uns se deleitavam pornograficamente a comer o bolo da nossa noiva chamada República e, por causa disso, a engordar o Estado de uma forma absolutamente deselegante, egoísta e rasca, outros contentavam-se, à força, a ficar com as sobras ou a roer um qualquer osso que sobrasse.

Não são os 5% que me preocupam, até porque, mais uma vez o digo, esse é o imposto que esta corja maldita nos impôs.

Continuo a achar que o Estado, num espectacular assalto de que todos temos memória, tem sido delapidado ao longo de todos estes anos, obrigado que foi a alimentar esta seita maldita de vociferantes bem-falantes, mas, na mesma linha, pérfidos e bacocos, os quais, se ninguém meter travão, hão-de vir num futuro, que não é longínquo, a emagrecer ainda mais o nosso Estado.

Nós, portugueses, que somos o Estado, só temos de reclamar o que nos tem sido deliberadamente roubado e, nessa altura, que bom vai ser poder assistir à abertura do verdadeiro banquete, aquele que vai trazer à maioria dos convidados a certeza de que não mais voltaremos a precisar de sustentar nenhum burro (ou centenas deles) a pão-de-ló, ou melhor, a peso de ouro.

 

Sou, atenciosamente, João Carlos Pereira


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 00:52link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 00:34link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 00:24link do post | adicionar aos favoritos

 

Na passada quarta-feira, dia 29 de Setembro, o primeiro-ministro José Sócrates convocou o Secretariado e a Comissão Política Nacionais do PS para lhes comunicar as medidas de austeridade que o governo aprovou, que se destinam a reduzir o défice orçamental, e que constam do PEC 3.

Em declarações aos jornalistas presentes no Largo do Rato, onde se localiza a sede nacional do Partido Socialista, Augusto Santos Silva, Ministro da Defesa, à pergunta se o governo não poderia ter ido mais longe no corte das despesas, de forma a evitar mais um aumento de impostos, respondeu no seu habitual tom inusitado, execrável e jocoso que mais cortes na despesa, para além dos anunciados, só se fosse no papel, nos alfinetes e nos clipes.

 

Inadmissível no tom e reles no conteúdo, esta afirmação parece confirmar o que temos vindo a defender em relação ao ministro da defesa: que é uma figura cinzenta, irresponsável e que goza com a situação difícil em que se encontra o país e a maioria dos portugueses.

Aliás, também o ministro das finanças, Teixeira dos Santos, já havia afirmado no parlamento há alguns dias atrás que a redução do défice pelo lado da despesa estava quase no seu limite, que não vislumbrava em que é que se podia reduzir mais em termos de despesas e que não era possível cortar mais, por exemplo, nas despesas com a segurança social, com a saúde ou com as pensões.

Pela nossa parte, deixamos seguidamente um texto, sob o título “Propostas para minimizar o peso da despesa do Estado nas contas públicas” que fizemos publicar no nosso anterior Blog, que foi escrito na sequência de um apelo feito pelo nosso conterrâneo e amigo Francisco Vieira, e que passamos a reproduzir na íntegra:

 

“Há dias, numa "rede social", Francisco Vieira secundava um "levantamento popular", que já se vem notando no país há algum tempo, a favor da apresentação de propostas que visem o corte nas despesas do Estado. Não querendo nós apropriar-nos aqui dessas propostas, permitimo-nos, no entanto, elencá-las numa simples reflexão sintética daquelas que, de acordo com um já largo espectro da população, poderiam ser as próximas medidas de austeridade a apresentar a Bruxelas e aos portugueses. Assim, cavalguemos no seguinte:

1º Extinção dos Governos Civis;
2º Redução de 230 para 180 deputados na Assembleia da República;
3º Imposição da regra de 10 para 1 nas entradas na Administração Pública (ou seja, pelo menos, por cada 10 funcionários que saiem, só entra 1);
4º Reduzir o número de ministros, secretários de estado, "subs", assessores, secretárias, conselheiros, adjuntos de conselheiros e por aí em diante;
5º Trocar as flores naturais nas cerimónias oficiais por flores de plástico (como a França já fez);
6º Cortar as viagens em primeira classe de quaisquer titulares de cargos públicos, com excepção dos titulares dos órgãos de soberania;
7º Reduzir ou extinguir quaisquer ajudas de custo, benefícios, benesses e outras coisas tal;
8º Extinguir as reformas vitalícias;
9º Redimensionar a frota automóvel, reduzindo a quantidade e a qualidade da mesma;
10º Cortar nos investimentos inúteis e desnecessários, como já começam a ser as autoestradas;
11º Extinguir serviços e institutos públicos replicados, ineficientes e que só servem para empregar "boys" e clientelas;
12º Extinguir empresas municipais, obrigando as câmaras a integrá-las na sua estrutura e a afectar-lhes os seus recursos;
13º Retirar da Constituição da República Portuguesa o princípio despesista e clientelar da instituição em concreto de regiões administrativas;
14º Privatizar empresas públicas deficitárias, procurando salvaguardar sempre o princípio da subsidiariedade, em que ao Estado cumpre "apenas" velar por aqueles sectores que a iniciativa privada não cumpre tão bem e de forma universal, como a saúde, a educação, a protecção social, a energia...
15º Aceitar a "recomendação" de Bruxelas de acabar com as "Golden Shares" em empresas estratégicas e, com isso, poupar em prémios chorudos de administradores nomeados e medíocres, que chocam e escandalizam o comum dos mortais;
16º Indexar à universalidade dos funcionários públicos um sistema de avaliação de desempenho justo e moralizante, que sirva de referência para aumentos salariais, promoções ou outros;
17º Extinguir juntas de freguesia em concelhos de grande densidade populacional, que apenas replicam serviços e absorvem recursos públicos, começando por algumas em Barcelos;

18º Definir regras rigorosíssimas nos concursos públicos, a todos os níveis da administração, para evitar as famosas e criminosas derrapagens orçamentais, em que há luvas para todos, todos saíem a ganhar, e o “Zé Povinho” é que se lixa;

19º Indexar os aumentos salariais na função pública à inflação, à produtividade e à conjuntura do momento, proibindo expressamente os aumentos eleitoralistas e acima da inflação em ano de eleições;

20º Incentivar os funcionários a poupar em recursos escassos, como a água, a energia, o papel…;

21º Reduzir os gastos em telecomunicações, incentivando o uso do telemóvel pessoal e a utilização dos meios públicos com ponderação e bom senso.

22º Restringir as nomeações políticas ou os favores de carácter pessoal, subordinando-as a critérios claros de curriculum, competência e idoneidade…”.

 

 

Notas finais: houvesse vontade política desta gente trapalhona, trapaceira e oportunista, e de certeza absoluta que não era preciso sacrificar mais os portugueses com aumentos de impostos e outras coisas tais.

 

José Ortega y Gasset disse: “Quando a política se entroniza na consciência e preside a toda a nossa vida mental, converte-se numa doença gravíssima”.

 

Nós reformulamos a citação: quando a política se entroniza na consciência de gente corrupta e sem escrúpulos, converte-se num mal insofismável para os cidadãos.


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