Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 19:15link do post | adicionar aos favoritos

 

Apesar dos dias soalheiros que temos tido nos últimos dias, com temperaturas amenas para a época, a verdade é que, principalmente de manhã, ao final da tarde e à noite, as temperaturas baixam consideravelmente, o que nos convida a vestir um agasalho e a procurar ambientes mais resguardados.

No que ao ensino diz respeito, registamos com agrado que, felizmente, muitas escolas do nosso concelho já estão apetrechadas com modernos equipamentos de aquecimento, que permitem à comunidade escolar que delas dependem – professores, alunos, auxiliares, etc. – usufruir de um ambiente acolhedor e reconfortante, o que só ajuda à aprendizagem dos alunos e à motivação de todos os profissionais que ali exercem as suas actividades.

Outras escolas, porém, não têm a mesma sorte, têm sido esquecidas por quem tem responsabilidades nesta matéria e não dispõem dos recursos necessários e eficazes para proporcionar salas igualmente acolhedoras e reconfortantes. E, quando assim é, torna-se evidente que não se consegue tirar o máximo rendimento das pessoas.

Existem até escolas que dispõem de lareira, mas, surpreendentemente, falta a lenha para lá pôr!

Num concelho onde predomina a floresta, e da qual tanto se fala, é lamentável que, a esta altura do campeonato (leia-se do decurso do ano escolar – já estamos quase em Novembro!), as entidades responsáveis pelo fornecimento de lenha às escolas e jardins de infância ainda andem a organizar-se para prover esta lacuna.

Enquanto isso, meninos e meninas, professores, educadores, auxiliares de educação, entre outros, já andam a rapar frio nas escolas porque falta o aquecimento, seja combustível, seja uns míseros troncos de lenha.

O engraçado (sem ter graça nenhuma) é que, dizem as “más-línguas”, no tempo da “outra senhora”, bastava telefonar para a Câmara e no outro dia a lenha aparecia nas escolas.

Claro que, quando temos o cuzinho quentinho nos nossos confortáveis gabinetes, temos propensão a esquecer que existem outros lá fora a ranger os dentes e a tilintar de frio.

Por isso, fazemos daqui em apelo veemente à Câmara Municipal de Ourém para que, em vez de se preocupar com tanto folclore e com tantas festas, preocupe-se mais com o aquecimento das (nossas) suas crianças!

Queremos lenha… já!


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 17:33link do post | adicionar aos favoritos

 

O “Jornal de Notícias” divulgou há algumas semanas um estudo que teve por objectivo definir o Ranking das Escolas Secundárias, o qual teve por base os “resultados da primeira fase de exames dos alunos internos do Ensino Secundário”.

Como critério base para a definição do Ranking, o “JN” definiu, num universo de 608 escolas, “a nota das oito disciplinas com o maior número de exames: Português, Biologia e Geologia, Matemática A, Física e Química A, Geografia A, História A, Economia A e Matemática Aplicada às Ciências Sociais”.

Ainda segundo o “JN”, a “classificação da escola é obtida a parir da média das notas de exame [Média CE] às oito disciplinas escolhidas, independentemente do número de alunos envolvidos”.

 

Dos resultados apurados, há a destacar o primeiro lugar alcançado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, uma escola privada, com a Média CE de 14,98.

No TOP 10, apenas se encontra uma escola pública, localizada em Braga, o Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, que ocupa o 7º lugar com uma Média CE de 14,24.

No que respeita ao concelho de Ourém, destaca-se o Colégio São Miguel, uma escola privada, no 42º lugar e com uma Média CE de 12,41; a Escola Secundária de Ourém, pública, ocupa a posição número 198 com uma Média CE de 10,95; e, finalmente, o Centro de Estudos de Fátima – CEF, estabelecimento privado, não vai além da 224ª posição com uma Média CE de 10,85.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 02:12link do post | adicionar aos favoritos

 

Carlos Cunha, ex-presidente da Câmara Municipal de Alcanena e ex-Governador Civil de Santarém, faleceu ontem prematuramente aos 52 anos de idade.

Destacado socialista do distrito, tendo também sido presidente da Federação Distrital de Santarém do Partido Socialista, Carlos Cunha foi, ao longo da sua vida, um homem que nunca baixou os braços aos desafios que foi encontrando pela frente.

Há um ano, fez questão de marcar presença na tomada de posse do seu camarada e amigo Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém.

Quis o destino que Carlos Cunha estivesse presente no anúncio da primeira candidatura de Paulo Fonseca à Câmara Municipal de Ourém, em 1997 (foto abaixo), e na sua tomada de posse, já como presidente, em 2009.

Cruzámo-nos várias vezes com Carlos Cunha nas andanças políticas, e guardamos com saudade o homem que agora nos deixou.

(1997) Carlos Cunha está entre Ferro Rodrigues e Sérgio Sousa Pinto, à direita.   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 00:38link do post | adicionar aos favoritos

 

Há cerca de três meses, o Procurador-Geral da República, o substituído temporário Pinto Monteiro, declarou que os seus poderes assemelhavam-se aos de Sua Majestade a Rainha de Inglaterra.

António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, disse esta semana que a redução de vencimentos na função pública, à qual os Juízes também não escapam, não era uma expropriação, uma nacionalização ou um empréstimo, era, isso sim, um confisco arbitrário que só os reis faziam.

Por seu lado, o grevista João Palma, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, afirmou há duas semanas que a Lei do Orçamento do Estado para 2011, caso continue a prever a redução de 5% da massa salarial na função pública, levará os Juízes para a rua no próximo dia 24 de Novembro, uma vez que, na sua opinião, esta medida é imprópria de um Estado de Direito e violadora de princípios constitucionais fundamentais.

 

Pelas declarações desta tríplice aliança, percebemos agora que os Juízes portugueses querem é voltar ao tempo da monarquia, mas, como não têm coragem de o assumir frontalmente, despejam para a opinião pública pedaços de enigma dissimulados sob a vetusta toga negra que envergam.

Reis e rainhas, príncipes e valetes convergem para os castelos das magistraturas, fortalezas que se erguem sobre um povo desarmado e subserviente.

Esta natureza “real” da justiça, de tão “principesca” que é, surge aos olhos estupefactos de uma classe política inoperante e conivente. E, “Aqui D’El Rei” que se tocam nos interesses ou nos “direitos adquiridos” desta classe – não só caía o Carmo e a Trindade, como também os cavaleiros do reino viriam apressadamente lançar as suas setas mortais ao mais desprevenido dos inimigos.

Já o povo, na sua funesta sina de obediência, nada mais tem do que um conjunto arcaico de armas com que pode fazer valer os seus direitos e erguer bem alto, tanto quanto lhe seja possível, a sua mais que legítima indignação.

Agora, ao comemorarmos os cem anos da implantação da República em Portugal, é um golpe baixo fazerem-nos recordar que o nosso país poderia muito bem voltar a ser uma monarquia de direito constitucional.

Mas, acaso o destino nos atraiçoe, pelo menos Rainha já temos, Pinto Monteiro; resta saber se o Rei será João Palma ou António Martins. Venha o Diabo e escolha.

 

Nota: Esta é uma história de ficção. Qualquer semelhança com a realidade terá sido mera coincidência.


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