Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.10.10 às 23:27link do post | adicionar aos favoritos

 

Faleceu hoje, aos 87 anos, a actriz portuguesa Mariana Rey Monteiro. Teve a sua primeira aparição na televisão na telenovela "Vila Faia" (1982). Filha de Robles Monteiro e de Amélia Rey Colaço, teve a sua estreia, sob a direcção dos seus pais, no Teatro Nacional D. Maria II. Enquanto actriz, mas sobretudo enquanto mulher, cultivou ao longo da sua vida as sementes da generosidade e da bondade. A dedicação e o amor que punha em tudo o que fazia, fizeram dela uma actriz de excelência. O teatro e todos nós ficaremos mais pobres com a sua perda.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.10.10 às 23:01link do post | adicionar aos favoritos

 

O líder do Partido Social Democrata (PSD), Pedro Passos Coelho, tem andado nos últimos dias com os olhos postos no céu e a rezar para que Deus e Todos os Santos o ajudem a descalçar a bota do Orçamento do Estado para 2011 (OE 2011).

Irá o PSD viabilizar ou não o OE 2011 é o tabu do momento, já que o outro tabu, o da recandidatura presidencial de Cavaco Silva, irá ser finalmente desvendado no próximo dia 26 de Outubro, pelas 20h00, no Centro Cultural de Belém.

Por seu lado, esta quarta-feira, Passos Coelho e o PSD deram um passo em frente no afastamento desta neblina que paira sobre a aprovação do Orçamento, o qual irá ser discutido e votado na generalidade nos dias 2 e 3 de Novembro no parlamento.

Falando aos jornalistas, o líder social-democrata afirmou que o PSD encontra-se disponível para despender um derradeiro esforço de concertação para viabilizar o OE 2011, abrindo caminho para uma eventual viabilização, o que não deixa de ir ao encontro das opiniões já formuladas por notáveis do seu partido (desde Marcelo Rebelo de Sousa, passando por Manuela Ferreira Leite, Pacheco Pereira e Paulo Rangel, acabando em Durão Barroso – todos defendendo o superior interesse nacional), mas lá foi deixando em cima da mesa um acervo de propostas / condições sem as quais a posição do PSD poderá ser extremada ou radicalizada.

As propostas, já apresentadas na Assembleia da República, reflectem as preocupações do PSD e terão de ser asseguradas pelo governo, sob pena de os deputados laranjas não se absterem e chumbarem o OE 2011.

Os pressupostos são os seguintes:

 

1. O Governo deve assegurar a verdade e a transparência das contas públicas, ao qual se exige que preste efectivamente contas acerca da real situação financeira do país, aumentando as garantias da sua monitorização independente;

 

2. O Governo deve promover uma maior equidade na distribuição dos sacrifícios, cortando mais na despesa do Estado, nomeadamente ao nível dos consumos intermédios e das transferências para o sector empresarial do Estado, de forma a penalizar menos as pessoas;

 

3. O Governo deve canalizar essas poupanças para diminuir o agravamento fiscal, seja ao nível da subida do IVA (deve subir apenas 1% - passar para 22 em vez de 23%; alguns bens de primeira necessidade, como o leite com chocolate, as margarinas, etc. devem continuar a ser taxados a 6%), seja ao nível das despesas sociais das famílias para efeitos de dedução no IRS das despesas de saúde, habitação e educação;

 

4. O Governo deve pôr um travão nas novas obras públicas e parcerias público-privadas, não permitindo adicionais agravamentos dos encargos daí resultantes, no sentido de não onerar ainda mais e por mais tempo as futuras gerações.

 

Resta dizer que o PSD viabilizará o OE 2011, contribuindo com a sua já mais que provável abstenção, se estas medidas forem acolhidas pelo Governo.

Não obstante, a verdade que prevalece no meio desta trapalhada toda é que não só a celeuma criada em torno da aprovação do Orçamento do Estado para 2011 revela a incapacidade e a irresponsabilidade dos decisores políticos, como também as trocas de galhardetes e as mútuas acusações travadas entre PS e PSD, que não nos levam a parte nenhuma nem nos resolvem os problemas, são prejudiciais à democracia e engrossam cada vez mais a desconfiança dos portugueses e o seu afastamento em relação à política. 


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.10.10 às 23:50link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 15.10.10 às 23:57link do post | adicionar aos favoritos

 

O país, o mundo, mas sobretudo os jornalistas, estavam ansiosos pela chagada da pen à Assembleia da República contendo o Orçamento do Estado para 2011.

Pré-anunciada a sua entrega para as 22h30 de hoje, os órgãos de comunicação social acamparam no parlamento, em especial as televisões, para não perder o momento simbólico, e há muito esperado, que é a entrega formal da proposta de Orçamento do Estado ao presidente da Assembleia da República.

E logo o Orçamento do Estado para 2011, o mais austero dos últimos 25 anos…

Mas, com o passar dos minutos, contados ao segundo a partir das 22h30, sem que o Ministro das Finanças nem a pen aparecessem, começaram a questionar-se sobre os motivos que motivavam o atraso.

Onde está a pen, quando é que a pen chega, o que conterá a pen, será que a pen vai funcionar? … Eis as perguntas que aguardavam resposta.

Até que, pelas 23h25, lá chegou o Ministro com a famigerada pen e a multidão acalmou e pôde finalmente respirar de alívio.

Até nós estávamos nervosos, não fosse um vírus ter-se entranhado na pen e “deletado” todo o seu conteúdo.

A menos que fosse um vírus que se alimentasse de impostos ou que “deletasse” as despesas, pois assim ficaríamos todos mais aliviados e agradecidos.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 14.10.10 às 21:44link do post | adicionar aos favoritos

 

Terminou ontem a “aventura” dos 33 mineiros (trinta e dois chilenos e um boliviano) que, a 5 de Agosto, ficaram presos numa mina (mina de São José) a cerca de 700 metros de profundidade, um final de história feliz que foi acompanhado por todo o mundo, num misto de ansiedade e de esperança, que levou a Comunidade Internacional a dirigir os holofotes e a ajuda para aquele que viria a ser o maior e mais complicado resgate da história.

Durante os 17 primeiros dias de cativeiro, estes homens apenas puderam contar com o seu engenho e a sua sorte. Sobreviveram graças à ingestão de meio copo de leite, meio biscoito, duas latas de atum e água que recolhiam da própria mina a cada 48 horas. Mas, a sua determinação, o seu discernimento e a sua capacidade de organização e persistência, levou-os também a procurar um refúgio maior do que o inicial, mas a maior profundidade, o que permitiu encontrar uma galeria com cerca de dois quilómetros de comprimento, na qual se instalaram e permaneceram até serem resgatados, o que se verificou ontem, dia 13 de Outubro, decorridos que foram 69 dias.

A “calma” e a capacidade de organização demonstradas, permitiram-lhes estabelecer rotinas de “vida normal”, apesar de estarem a setecentos metros abaixo do solo, circunstância que evitou que entrassem em colapso físico e mental.

Para essa situação de aparente normalidade muito contribuiu a presença de homens mais experientes que lideraram eficazmente todo o grupo, estabelecendo procedimentos tão básicos como o racionamento da comida, a fim de manter os homens minimamente nutridos e para evitar a ruptura de mantimentos (não sabiam quando e se eram resgatados), o descanso dos mineiros nos mesmos períodos do dia, tal como o fariam se estivessem à superfície, ou o exercício físico.

 

Não imaginavam, contudo, que lá em cima se desenrolava a maior missão de salvamento da história, uma equipa composta por centenas de técnicos e voluntários que, desde o primeiro minuto e dia após dia, nunca desistiu e manteve sempre a perseverança e a esperança de encontrar estes 33 bravos homens com vida.

O mega acampamento montado prontamente no local do incidente foi, de resto, logo chamado de “Esperança” (nome também escolhido por um dos mineiros para a sua filha nascida já depois do cativeiro), justamente o sentimento que nunca faltou à equipa de salvamento, composta na linha da frente não só pelos melhores técnicos do Chile, como também por voluntários, especialistas da NASA, entre outros, para além das próprias autoridades chilenas, cujo Presidente da República, Sebastián Piñera, disponibilizou desde a primeira hora todos os recursos necessários para a difícil tarefa de salvamento, pedindo inclusivamente ajuda internacional que foi imediatamente disponibilizada, para além de ter sido uma figura constante no local e observadora da evolução dos trabalhos.

A acrescer a tudo isto, estiveram também as famílias dos mineiros soterrados, que não arredaram pé do local nem por um segundo, contribuindo para engrandecer o acampamento, quer com a sua ajuda material, quer com a sua simples manifestação de fé espiritual.

A luz e a boa nova veio ao fim de 17 dias de cativeiro, com a equipa de resgate a localizar os mineiros e a anunciar ao mundo que todos estavam vivos.

 

A partir daí, foi uma corrida contra o tempo, com os técnicos a tentarem traçar os melhores planos de salvamento para trazer à superfície, sãos e salvos, todos aqueles 33 homens.

A abertura de um pequeno orifício até à galeria onde se encontravam os mineiros, permitiu estabelecer uma preliminar comunicação com eles e enviar nos longos dias que se seguiram a alimentação e as bebidas suficientes para os manter minimamente nutridos e saudáveis.

Enquanto isso, as equipas de resgate esforçavam-se ao máximo por encontrar a melhor solução para chegar até eles e tirá-los com segurança do longo buraco em que se encontravam.

Perante a falha do Plano A, seguiu-se a fase do Plano B, que viria a ser triunfal para o resgate dos mineiros.

 

Para o efeito, procedeu-se à abertura de um buraco de dimensões reduzidas, com o diâmetro estritamente necessário para que a “Cápsula”, milagrosa e engenhosa, construída sob a superintendência da NASA (que todos tivemos oportunidade de conhecer), pudesse caber e descer até aos 700 metros, a qual foi simbolicamente apelidada de Fénix 2 e pintada com as cores da bandeira do Chile.

O prazo das operações de resgate, que inicialmente se previa mais dilatado, para desespero de todos, sobretudo das famílias, foi sendo encurtado à medida que os trabalhos iam avançando.

Até que, chegados ao dia 13 de Outubro de 2010, o pesadelo começou a dar lugar à euforia, à emoção e à felicidade, quando começaram a surgir à superfície, um a um, os mineiros por quem as famílias, os amigos, os socorristas e o mundo inteiro tanto esperavam.

 

O mundo recorda agora aquele momento mágico, carregado de simbolismo e emoção, e recorda de sobremaneira o segundo mineiro a respirar o ar da liberdade, o jovem de 39 anos, de seu nome Mário Sepúlveda, que viria a transformar-se na estrela do acampamento “Esperança”, ao conquistar toda a comunicação social presente, quer nacional quer internacional, com as suas brincadeiras e com os seus dotes de animador!

Contra todas as expectativas, este mineiro revelou uma personalidade alegre ao sair da “Cápsula”, e a atitude positiva com que enfrentou o cativeiro e o posterior resgate contagiaram e emocionaram toda a gente.

Mário Sepúlveda emergiu das profundezas revelando uma energia extraordinária, saudando e cumprimentando os presentes como se fosse uma verdadeira estrela de rock.

Por tal feito, é já um fenómeno na Internet, nomeadamente na Rede Social Facebook, onde a sua página conta já com uma legião fiel de seguidores, os quais, carinhosamente, associaram este mineiro ao personagem dos jogos de vídeo “Super Mário” que, à semelhança dele, também sai do interior de um tubo estreito situado na terra.

 

Uma das missões de Sepúlveda no interior da mina era a gravação de todos os vídeos dos seus companheiros, e é da sua autoria o primeiro vídeo que chegou à superfície para gáudio de todos, que veio confirmar que todos os 33 mineiros estavam bem.

Não quero que me tratem como artista, nem como animador, mas como o Mário Sepúlveda mineiro”, declarou.

Recorde-se que o último mineiro a ser retirado da mina chegou à superfície faltava 5 minutos para as dez da noite (hora chilena, 1h55 em Portugal).

 

Um pequeno senão no final de toda esta odisseia, prontamente notado pela comunicação social, que reputou de aproveitamento político, foi o facto de o presidente chileno, Sebastián Piñera, após o resgate do último mineiro, e ainda com os seis elementos da equipa de resgate, que foram em auxílio dos mineiros, no interior da mina, a 700 metros de profundidade, ter declarado o fim da missão e se regozijado com o sucesso da mesma. Piñera não esperou que esses elementos fossem trazidos, sãos e salvos, para cima, e logo foi cantando o hino nacional e fazendo um discurso emocionado, saudando e agradecendo a coragem e a determinação de todos os que estiveram envolvidos neste complexo trabalho de resgate, e homenageando a bravura e a tenacidade dos novos heróis nacionais.

São estes novos heróis que prenderam a nossa atenção durante 69 angustiantes dias que vão agora iniciar uma nova vida, repleta de presentes e convites de toda a espécie, desde viagens a telemóveis de última geração, passando por quantias em dinheiro, até às conferências que irão dar para explicar como conseguiram superar este terrível desafio, ou a disponibilidade para se submeterem a testes e análises de variada natureza, de forma a contribuírem para a evolução da ciência.

Certo é que, apesar de tudo, o mundo pôde assistir em directo a uma empreitada colossal, nunca antes experimentada nestes moldes, e que perdurará certamente na nossa memória colectiva por largos anos.

 

Nota: caso pretenda conhecer melhor, um a um, estes 33 novos heróis, clique aqui.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 13.10.10 às 00:35link do post | adicionar aos favoritos

 

Portugal foi ontem eleito membro não-permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), para o biénio 2011-2012.

Trata-se de uma vitória da diplomacia portuguesa que merece ser saudada e que cumpre aqui registar.

Recorde-se que a ONU, com sede em Nova Iorque (EUA), é uma organização internacional que tem por objectivo principal facilitar a cooperação em matéria de direito e segurança internacionais, desenvolvimento económico, progresso social, direitos humanos, assim como a realização da paz mundial.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 23:22link do post | adicionar aos favoritos

 

 

 

 

 


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 23:11link do post | adicionar aos favoritos

 

O embate de hoje na Islândia ditou a vitória da Selecção Nacional por 3 bolas a uma.

Cristiano Ronaldo, Raul Meireles e Hélder Postiga foram os marcadores de serviço, num encontro em que Portugal partiu como favorito.

A Islândia rendeu-se à superioridade da Selecção das Quinas, embora ainda tenha dado o ar da sua graça, conseguindo empatar o jogo.

No final do encontro, o Seleccionador Nacional Paulo Bento elogiou o trabalho dos jogadores e a sua persistência na busca dos objectivos definidos para esta partida, para os quais dirigiu todo o mérito das vitórias alcançadas nos dois últimos jogos.

Claro que ainda há muito trabalho pela frente, mas uma coisa é certa: Paulo Bento conseguiu imprimir um novo ritmo de jogo à Selecção Nacional, conseguiu gerir melhor os recursos e incutir uma nova atitude e uma nova ambição aos jogadores, trouxe novamente Portugal às vitórias e contribuiu para ultrapassar o clima de mal-estar que se vinha vivendo nos últimos tempos na Selecção a propósito do “caso” Queirós.

Portugal ocupa agora o 2º lugar do Grupo H na qualificação para o Euro 2012, e está, por isso, de parabéns.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 00:53link do post | adicionar aos favoritos

 

O Relatório “Índice da Fome no Mundo 2010”, divulgado ontem, traça um cenário negro para vinte e cinco países, nos quais “o aumento da forme é alarmante”.

Nepal, Tanzânia, Cambodja, Sudão, Zimbabué, Burkina Faso, Togo, Guiné-Bissau, Ruanda, Djibuti, Moçambique, Índia, Bangladesh, Libéria, Zâmbia, Timor-Leste, Níger, Angola, Iémen, República Centro-Africana, Madagáscar, Ilhas Comores, Haiti, Serra Leoa e Etiópia são os vinte e cinco países que, a par de outros, compõem a “lista-negra” agora divulgada, onde a pobreza, os conflitos e a instabilidade política constituem os principais factores responsáveis por acentuarem a fome no mundo.

Para chegar a estas conclusões, foram tidos em conta em cada país não só a proporção da população com subnutrição, como também o baixo peso infantil e as taxas de mortalidade infantil.

Destacam-se desta lista quatro países que pertencem à CPLP – a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa –, o que faz ressurgir a questão do espaço da lusofonia e dos laços de solidariedade em relação a estes povos, que são “caros” a Portugal, sobretudo em relação a este flagelo da fome que leva a que morram por ano centenas de milhares de pessoas em todo o mundo.

 

 

No começo do século XXI, é incompreensível para nós que ainda haja pessoas que morram por não terem nada para comer ou por estarem mal nutridas.

Sobretudo, quando nos lembramos que a manutenção de uma guerra consome recursos financeiros incalculáveis, já para não falar das vidas humanas que ceifa.

Apesar de conhecermos as respostas, ainda assim vale a pena perguntar: quantas vidas teriam sido salvas no planeta se os recursos (ou parte deles) gastos com a guerra do Iraque e do Afeganistão tivessem sido canalizados para auxílio destas vítimas inocentes que não têm nada para além da própria miséria em que vivem?

Quando assistimos, no final de 2008, ao desmoronar do sistema financeiro norte-americano que viria, por arrastamento, a contagiar a Europa e o resto do mundo, quando assistimos aos Estados, através dos seus governos, despender quantias incalculáveis de dinheiro para acudir a este mesmo sistema financeiro que deu azo a que à crise financeira se sucedesse uma crise económica e social sem paralelo na história, e de que ainda hoje se fazem sentir por todo o lado os seus efeitos nefastos, quando o que vemos por esse mundo fora é um gritante alheamento, por parte dos países ditos desenvolvidos, em relação às tremendas dificuldades e carências dos países mais pobres, quando o que vemos é a Comunidade Internacional a demitir-se das suas responsabilidades solidárias de ajuda e assistência a estas populações famintas e as ONG’s a tentarem desesperadamente suprir a responsabilidade dessa Comunidade Internacional, quando assistimos a isto tudo e a muito mais, só nos apetece ter vergonha do mundo em que vivemos, não porque o mundo nos desperte qualquer sentimento de repulsa ou desilusão, mas porque os decisores políticos não têm feito o trabalho que deviam, mas apenas olhado para os seus interesses particulares em vez de olharem para os interesses da comunidade que governam.

 

Basta olharmos para Angola e Moçambique, dois países com imensos recursos e com excelentes capacidades de suprirem as suas próprias necessidades, para descobrirmos que existem nestes países sociedades a duas velocidades, onde a opulência de uma minoria contrasta com a pobreza da maioria, onde os recursos só são reprodutivos para alguns e onde o fosso que separa estas duas espécies de sociedades equivale à distância que separa a Terra da Lua.

A culpa é de todos e não é de ninguém. Como sempre, há-de morrer solteira.

Só que, no relógio do tempo, a cada segundo que passa morre uma pessoa com fome no mundo.

E isso devia envergonhar todos aqueles para quem a vida humana é uma simples estatística ou uma nota de rodapé num qualquer relatório sobre a fome no Planeta Terra. Até quando?

   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 00:25link do post | adicionar aos favoritos

 

Passando um olhar pela história, o dia 12 de Outubro traz-nos à memória alguns acontecimentos da vida política, social e cultural, não só portuguesa como também internacional, que passamos seguidamente a assinalar por ordem cronológica:

 

- 12 de Outubro de 1492, Cristóvão Colombo chega à ilha de São Salvador, nas Bahamas, convencido de que atingira a Índia.

 

- 12 de Outubro de 1798, nasceu D. Pedro IV de Portugal (Pedro I do Brasil), 28º Rei de Portugal e 1º Imperador do Brasil (faleceu a 24-09-1834).

 

- 12 de Outubro de 1810, na sequência das Invasões Francesas, o exército francês chega às Linhas de Torres Vedras. O 9º Corpo do exército francês, sob o comando do General Drouet D’Erlon, saiu de Valladolid em direcção a Portugal.

 

- 12 de Outubro de 1822, o Brasil declara oficialmente a sua independência em relação a Portugal. Pedro I do Brasil é proclamado Imperador.

 

- 12 de Outubro de 1862, casamento, em Lisboa, de D. Luís I com D. Maria Pia de Sabóia.

 

- 12 de Outubro de 1935, nasceu Luciano Pavarotti, tenor (cantor lírico) italiano (faleceu a 6-09-2007).

 

 

- 12 de Outubro de 1943, no decurso da Segunda Guerra Mundial, Portugal divulga a assinatura do Acordo Luso-Britânico que concede ao Reino Unido instalações militares nos Açores.

 

- 12 de Outubro de 1964, Leonid Brejnev substituí Nikita Khrushchev como secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética.

 

- 12 de Outubro de 1972, agentes da PIDE/DGS matam a tiro o estudante do Instituto Superior Técnico, José Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, na sequência de uma reunião de protesto contra a repressão policial.

 

- 12 de Outubro de 2002, em Bali, Indonésia, ocorre um atentado terrorista, que mata 202 pessoas e fere outras 209.

 

- 12 de Outubro de 2003, Michael Schumacher torna-se hexacampeão mundial de Fórmula 1, ao chegar em oitavo lugar no grande prémio do Japão, superando o recorde de Juan Manuel Fangio

 

- 12 de Outubro de 2007, morreu Paulo Autran, actor brasileiro (nasceu a 7-09-1922).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.10.10 às 22:09link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.10.10 às 18:16link do post | adicionar aos favoritos

 

O Large Hadron Collider (LHC) é o maior acelerador de partículas do mundo, localizado na Suíça, teve um custo de cerca de 4000 milhões de euros, estende-se por um perímetro de 27 quilómetros e, no seu interior, estão alojados um total de 9300 magnetos supercondutores.

Para além de ser o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC é também um dos maiores sistemas criogénicos, no qual a temperatura dos magnetos supercondutores atinge os 271 graus negativos, para os quais utiliza cerca de 10.080 toneladas de nitrogénio líquido e 60 toneladas de hélio líquido.

O LHC produz igualmente calor, fenómeno que ocorre quando se dá a colisão de dois protões, gerando-se uma quantidade de calor de aproximadamente 100.000 vezes a temperatura do núcleo do sol.

Este acelerador de partículas colossal tem capacidade para detectar e gravar cerca de 600.000.000 de colisões de protões por segundo e medir a deslocação de partículas e o tempo dessa deslocação.

 

A capacidade gigantesca de armazenamento de toda a informação é garantida por um sistema informático de dimensões invulgares, que lhe permite recolher e armazenar toda essa quantidade de informação, gerada por cada uma das experiências efectuadas pelo LHC num espaço de um ano, em cerca de 100.000 DVD’s de dupla camada.

Mas, para que serve o LHC? Entre outras coisas, para tentar explicar a origem da massa das partículas elementares, tarefa que é levada a cabo por cerca de 2.000 físicos de trinta e cinco nacionalidades diferentes, distribuídos por dois laboratórios: o JINR (Joint Institute for Nuclear Research) e o CERN (Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire).

Este projecto já levou vários cientistas a questionar-se sobre a segurança do mesmo, acreditando que este acelerador de partículas pode originar uma catástrofe de dimensões cósmicas, como um buraco negro, que levaria à destruição da Terra.

 

Outros ainda, defendem que estas experiências podem conduzir à formação de “strange quarks”, ou seja, podem originar uma reacção em cadeia e a criação de “matéria estranha”, a qual, por sua vez, pode possuir a característica de converter matéria ordinária em matéria estranha, acabando por gerar uma nova reacção em cadeia que transformaria irreversivelmente todo o planeta.    

A despeito destas considerações, os físicos Stephen Hawking e Lisa Randall, de reconhecido mérito internacional, consideram aquelas teorias francamente absurdas já que todas as experiências realizadas no LHC foram cuidadosamente estudadas e revistas, pelo que não acarretam riscos para o planeta.

 

Além disso, se um buraco negro fosse produzido dentro do LHC, o seu tamanho seria alguns milhões de vezes menor do que um grão de areia, e não viveria mais do que 1x10^-27 segundos uma vez que, por se tratar de um buraco negro, emitiria radiação e evaporar-se-ia.

Mesmo que o buraco negro se mantivesse estável, ainda assim ele continuava a ser inofensivo, desde logo porque, tendo sido criado à velocidade da luz (ou seja, 300.000 Km por segundo), ele atravessaria as paredes do LHC em menos de um segundo e afastar-se-ia em direcção ao espaço.

O buraco negro só permaneceria na Terra se a sua velocidade fosse reduzida para 15 km por segundo.

Neste caso, ele iria para o centro do planeta devido à sua gravidade, mas também aqui continuava a ser inofensivo.

Os cientistas argumentam ainda que o buraco negro, para representar perigo, seria necessário que adquirisse massa. No entanto, com o tamanho de um protão, o buraco passaria pela Terra sem tocar em nada, podendo encontrar um protão para somar à sua massa a cada 30 minutos a 200 horas. Ora, para atingir um miligrama, era necessário mais tempo do que a idade actual do universo.

 

Poderá consultar o site do CERN para obter informações adicionais sobre este projecto científico.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.10.10 às 20:02link do post | adicionar aos favoritos

 

O nosso país de costumes brandos e terceiro-mundistas ganhou mais uma preciosidade para arrecadar nos anais da História.

Segundo o “Jornal de Notícias”, o “Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ameaçou ontem, sexta-feira, impugnar a Lei do Orçamento do Estado de 2011, caso esta seja viabilizada com os cortes salariais que o Governo anunciou para a função pública”.

A ameaça foi materializada numa carta repugnante, radical e obtusa que a direcção do sindicato fez chegar aos seus associados, na qual apelava à sua mobilização em prol da impugnação judicial da Lei do Orçamento do Estado de 2011 caso esta continue a prever a redução de 5% da massa salarial na função pública.

A ser publicada nestes moldes, o SMMP considera que esta lei é imprópria de um Estado de Direito e violadora de princípios constitucionais fundamentais”.

Esta posição reaccionária tanto mais choca quanto é sabido que a existência de sindicatos num órgão de soberania é não só de legalidade duvidosa como também socialmente imoral e incompreensível.

Como se a situação que envolve a aprovação do Orçamento do Estado para o próximo ano já não fosse complexa, dada a situação de crise económica e social que vivemos, com a irresponsabilidade latente dos partidos políticos em não definirem uma posição clara em nome do interesse nacional, preferindo enredar-se em teias opacas e em jogos políticos asnáticos que em nada abonam a imagem e a credibilidade de Portugal junto dos mercados e organismos internacionais, aparece agora o SMMP a agir como força de bloqueio, em sentido completamente desconexo e pernicioso para o país, numa clara tentativa de chantagear o governo, mas brincando irresponsavelmente com a aprovação de um documento de vital importância para a actual situação que enfrentamos.

 

Não está em causa a bondade do PEC 3 e a oportunidade em que foi apresentado ao país, nem a justiça das medidas que o enformam. Isso é matéria para outro debate. Agora, o que sabemos é que se estas medidas duras que atingem os portugueses não forem adoptadas, então será o colapso total.

Perante este esforço abissal de salvação nacional, eis que surge este vil sindicato numa tentativa revolucionária de privar o país do seu orçamento e abrir as portas para uma crise política a juntar à crise económica e social que já temos.

Finalmente, não resistimos a publicar aqui um último excerto dos avisos ignóbeis formulados pelo SMMP: “a desmotivação que as medidas anunciadas trarão aos magistrados, aliada ao congelamento das entradas de novos funcionários e de magistrados do MP, ao aumento do número de jubilações, bem como o desinvestimento no sector, provocarão o colapso do sistema de Justiça”.

O que esta escória parece não ter ainda percebido é que o Sistema de Justiça já entrou em colapso há muito tempo, que é ela própria a chave do problema e uma das razões principais para a descredibilização do Sistema Judicial português.

 

Segundo o “Jornal i”, João Palma, presidente do SMMP, não descarta mesmo a hipótese de aderir à greve geral marcada para 24 de Novembro!

Ora pois, magistrados na rua a reivindicar os seus “direitos adquiridos”.

E que tal o Presidente da República constituir o seu próprio sindicato, ou o Parlamento, ou o Governo, e virem todos alegremente para a rua gritar palavras de ordem e clamar por uma República melhor?

Pelo menos, assim a palhaçada seria total e ninguém teria motivos para se sentir discriminado.

Julgamos que é preciso de uma vez por todas ter vontade e coragem políticas para banir definitivamente a existência de sindicatos afectos a qualquer órgão de soberania em Portugal.

É um escândalo e uma vergonha nacional.  


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.10.10 às 13:56link do post | adicionar aos favoritos

 

António de Oliveira Salazar, ditador da chamada IIª República e figura cinzenta e incontornável da história política portuguesa do século XX, velha raposa omnipresente da história que viria, no dealbar do século XXI, a granjear a simpatia de milhares de portugueses, ao ponto de ter sido, imagine-se, o personagem da História de Portugal que mais votos recebeu num concurso de que todos ainda temos memória, coveiro das elites intelectuais dissidentes de um regime que perdurou no nosso país durante 48 anos, fiel depositário do “lápis azul” que transformava a imprensa da época num campo minado de censura e perseguição política, timoneiro de um barco chamado Portugal onde a pobreza, a iliteracia e a repressão conviviam lado a lado com um séquito reduzido de fiéis seguidores do presidente do conselho – uma “intelectualite” subversiva dos direitos mais elementares e subserviente aos interesses instalados –, começa agora a ser recordado por um acervo de saudosistas antiquados e decadentes como o D. Sebastião que poderia vir salvar o país de cair no precipício em que se encontra. Como se a história se pudesse repetir, ou os enganos fossem a nossa única salvação. Um pormenor? Sem dúvida, mas muito importante.       


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 09.10.10 às 02:45link do post | adicionar aos favoritos
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