Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.03.11 às 22:17link do post | adicionar aos favoritos

 

Já se esperava que, com o chumbo do PEC 4 no parlamento, o primeiro-ministro José Sócrates apresentasse a sua demissão. Isso mesmo foi referido pelo próprio nas diversas entrevistas e conferências de imprensa que foi dando nos últimos tempos.

Agora, com uma crise política em cima de uma crise económico-financeira, espera-se que todos os partidos com assento parlamentar não fujam com o rabo da seringa e não deixem de assumir as suas responsabilidades.

É que, nesta altura em que a economia do país, das empresas e das famílias se encontra tremendamente esfarrapada, não há coisa pior do que, mais uma vez, assistirmos à culpa morrer solteira.

A verdade, a triste e nua verdade, é que a culpa não é só do PS ou do PSD, ou só dos partidos da Oposição: a culpa é de todos e de cada um deles.

Qualquer que seja o partido que saia vencedor das próximas eleições terá forçosamente que demonstrar e provar aos portugueses que não só mudarão as moscas, como também a porcaria não será a mesma.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.03.11 às 18:55link do post | adicionar aos favoritos

 

Elizabeth Taylor, uma das primeiras estrelas de Hollywood que o mundo viu nascer, faleceu hoje aos 79 anos de idade.

Mundialmente famosa pela excelente carreira artística que construiu ao longo de décadas, a sua vida privada ficaria, porém, exposta ao mundo pelas várias polémicas que protagonizou, de entre as quais os seus oito casamentos, feito que lhe granjeou o epíteto de “destruidora de lares” ou de “viúva negra”.

Na verdade, apaixonou-se aos dezassete anos pelo seu parceiro no filme “Um lugar ao sol” (1949), Montgomery Clift, do qual viria a ser grande amiga até à morte deste, em 1966.

Elizabeth Taylor também foi muito próxima de Rock Hudson, que viria a falecer em 1985 infectado com o vírus da SIDA. A partir de então, Liz Taylor veste a camisola pela luta contra a SIDA, ajudando a criar a American Foundation for Aids Research, e chegando mesmo a criar a sua própria fundação de pesquisa contra a doença.

Outra das suas célebres amizades foi o Rei da Pop, já igualmente desaparecido em 2009, Michael Jackson, amizade que durou mais de vinte anos. Liz chegou mesmo a defender o seu amigo em tribunal num dos processos em que Michael Jackson foi acusado de abuso sexual.

Mas, a vida de Elizabeth Taylor ficou também indelevelmente marcada pela sua vida amorosa e pelos oito maridos com quem contraiu matrimónio, o primeiro dos quais ocorreria em 1950, com o milionário Conrald Hilton Júnior, o herdeiro da famosa rede de hotéis Hilton, e que durou uns efémeros sete meses.

Seguidamente, casou-se com o actor inglês Michael Wilding, um matrimónio que duraria sete anos e do qual nasceram dois filhos.

Veio depois, nas palavras de Liz Taylor, o seu primeiro grande amor, o produtor milionário Mike Todd, que viria a sucumbir num acidente aéreo.

O comediante Eddie Fisher, amigo de Mike Todd, viria também a contrair matrimónio com Elizabeth Taylor, mas cedo foi substituído por Richard Burton, com quem Liz Taylor contracenou em 1963 em “Cleópatra”. O romance, que começou mesmo quando Liz ainda era casada com Fisher, contribuiu para a fama e os epítetos que caracterizaram a sua vida, nomeadamente pelo alcoolismo de Burton, um vício ao qual Liz ficou também associada.

 

Durante os quinze anos que se seguiram, Liz Taylor voltou a casar duas vezes e divorciou-se outras tantas.  

Já na década de 80 do século passado, estando casada com o Político John Warner, a saúde de Elizabeth Taylor começa a ser notícia após engordar mais de trinta quilos, principalmente os seus problemas com o álcool e os fortes analgésicos que tomava.

Sofrendo das sequelas de uma queda de cavalo quando tinha apenas doze anos – da qual fracturou a coluna –, Elizabeth Taylor não escondia a sua forte dependência daquele tipo de expedientes. De resto, em virtude desta e de outras lesões que sofreu, foi comum vê-la, nos últimos cinco anos da sua vida, de cadeira de rodas.

Para além disso, em 1997 foi operada a um tumor benigno no cérebro, facto que a levaria a usar perucas até à sua morte, mas não sem que tivesse sido vista publicamente, em diversas ocasiões, totalmente careca.

 

Já em 2004 foi-lhe diagnosticada uma insuficiência cardíaca congestiva, uma patologia que impede o coração de bombear sangue em quantidade suficiente para chegar aos outros órgãos. Razão pela qual em 2009 foi novamente operada para substituir uma válvula defeituosa no coração.

O mesmo coração que parou hoje, aos setenta e nove anos de idade.

Independentemente daquilo que foram os altos e baixos da sua vida pessoal, o mundo perdeu hoje uma diva e uma estrela de cinema que continuará certamente a brilhar no céu. O que dela disseram:

“Uma das mulheres mais bonitas do cinema, Elizabeth Rosemond Taylor nasceu em 1932 em Londres, Inglaterra. A actriz, que ficou famosa pelos belos olhos cor de violeta, iniciou a sua carreira artística aos dez anos e coleccionou prémios pelas suas actuações, entre eles um Óscar pela sua participação em «Quem tem medo de Virgínia Woolf?»”.

 

Quadro “Liz” (1963) de Andy Wahrol


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.03.11 às 00:04link do post | adicionar aos favoritos

 

Não podíamos deixar de nos associar, neste momento de consternação, à dor sentida por milhares, senão mesmo milhões de portugueses que nutriam por Artur Agostinho uma estima e um respeito imensos, não só pelo profissional que foi, mas também e sobretudo pelo homem de respeito, de coragem, de valores profundamente arreigados que soube subliminarmente transmitir aos outros ao longo dos seus noventa anos de vida.

O seu falecimento ontem deixou o país órfão do homem dos “sete ofícios”, que passou pelo teatro, pelo cinema, pela televisão, pela rádio, que deixou materializados nos nossos ouvidos os seus comentários desportivos, onde deu prevalência à verdade, à simplicidade e ao rigor que sempre o caracterizaram.

Já na derradeira etapa da sua vida, aliou a paixão que sentia pelas letras à sua faceta de escritor, deixando para a memória do tempo as suas próprias memórias enquanto Ser íntegro, de uma generosidade contagiante e de uma bondade rara.

Já homem feito, com a sua vida a bater quase nos sessenta, “exilou-se” por vontade própria, como gostava de afirmar, no Brasil, terra que o apaixonou e que o acolheu de braços abertos. Numa terra longínqua da sua Pátria e sem pedir nada a ninguém, como era seu hábito, logo encontrou quem lhe estendesse a mão e o convidasse a fazer parte de diversos órgãos de informação, rádios, jornais e televisão, onde deixou o seu cunho pessoal, onde criou e sedimentou amizades e onde o seu papel de jornalista e comentador foi tantas vezes reconhecido e elogiado.

Portugal teve, pois, o privilégio de ver nascer um homem cuja altivez de carácter, bondade e generosidade teve, tem e há-de continuar a ter a força de contagiar várias e sucessivas gerações de portugueses.

Pela nossa parte, Artur Agostinho ficará para sempre guardado no nosso “livro de recordações”, cujas páginas albergam todos aqueles para quem o destino, não tendo sido sempre generoso, ainda assim permitiu que deixasse uma marca indelével nos nossos corações.

O nosso bem-haja e até sempre.


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