Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.08.10 às 00:17link do post | adicionar aos favoritos

Num estudo realizado pela revista norte-americana “Newsweek” e agora divulgado, Portugal é o 27º melhor país do mundo para se viver.

Foram analisadas cinco grandes áreas de um conjunto de 100 países, desde a Educação e a Saúde, passando pela Qualidade de Vida e pelo Dinamismo Económico, até ao Ambiente Político.

O pódio é partilhado pela Finlândia, em primeiro lugar, depois a Suiça, em segundo lugar, e a Suécia, em terceiro lugar.

Portugal obtém uma pontuação final de 76,29 pontos, contra os 89,40 pontos da Finlândia, sendo que na área da Educação ocupa o 37º lugar, na Saúde o 23º, na Qualidade de vida o 27º, no Dinamismo Económico o 42º e no Ambiente Político o 23º lugar.

Já a Finlândia, nas mesmas áreas, ocupa, respectivamente, o 1º, 17º, 4º, 8º e 5º lugares.

Por seu lado, o Japão é o 9º melhor país para se viver, os Estados Unidos o 11º, a Alemanha o 12º, o Reino Unido o 14º, a França o 16º, a Espanha o 21º e o Brasil o 48º.

Curiosamente, a Grécia ocupa o 26º lugar, uma posição acima de Portugal.

O pior país para se viver, segundo a “Newsweek”, é o Burkina Faso, que alcança apenas 33,59 pontos e ocupa na Educação o 100º lugar, na Saúde o 96º, na Qualidade de Vida o 100º, no Dinamismo Económico o 86º e no Ambiente Político o 79º lugar.

Vale a pena dar uma vista de olhos a este estudo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 16.08.10 às 17:44link do post | adicionar aos favoritos

 

O Eurostat (Gabinete de Estatísticas da União Europeia) divulgou sexta-feira passada os números do 2º trimestre deste ano relativos ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos países da Zona Euro e do conjunto da União Europeia.

Segundo aquele organismo, no 2º trimestre de 2010 a economia europeia cresceu 1,0% em relação ao 1º trimestre deste ano, enquanto que, comparando com o mesmo período do ano anterior, ou seja, o 2º trimestre de 2009, o PIB da Europa cresceu 1,7%.

As mesmas taxas de crescimento verificam-se no núcleo dos dezasseis países que constituem a Zona Euro.

Quanto à performance individual dos vários países, há a registar no 2º trimestre de 2010, em relação ao 1º trimestre, as taxas de crescimento da Lituânia (2,9%), da Alemanha (2,2%), da Estónia (2,0%) e da Eslováquia e da Suécia (ambas com 1,2% de crescimento).

Já quando comparado com o trimestre homólogo de 2009, o 2º trimestre de 2010 revela taxas de crescimento do PIB ainda mais expressivas, de salientar os 4,9% da Eslováquia, os 3,7% da Alemanha, os 3,6% da Suécia e os 3,5% da Estónia.

No que se refere ao crescimento das economias portuguesa, italiana, francesa, espanhola, grega e inglesa, as taxas são as seguintes:

-Comparação com o trimestre anterior (1º trimestre de 2010):

Reino Unido (1,1%), França (0,6%), Itália (0,4%), Portugal e Espanha (0,2%) e Grécia (-1,5%).

-Comparação com o trimestre homólogo do ano anterior (2º trimestre de 2009):

França (1,7%), Reino Unido (1,6%), Portugal (1,4%), Itália (1,1%), Espanha (-0,2%) e Grécia (-3,5%).

Importa agora ver mais de perto o caso português.

Como vimos, os indicadores do Eurostat apontam para um crescimento da economia portuguesa no 2º trimestre deste ano de 0,2%.

A mesma fonte revela que o PIB português cresceu 0,2% no 3º trimestre de 2009, retraiu no último trimestre de 2009 (-0,1%) e cresceu 1,1% no 1º trimestre de 2010.

Constata-se, igualmente, que a nossa economia teve, no 3º trimestre de 2009, um crescimento negativo de 2,3% relativamente ao período homólogo de 2008, manteve essa tendência, embora menor, no 4º trimestre de 2009, ou seja, -1,0% do que em igual período de 2008, recuperou no 1º trimestre deste ano, com um crescimento de 1,8% em relação ao 1º trimestre de 2009 e, finalmente, apresenta um crescimento no 2º trimestre de 2010 de 1,4%, quando comparado com o mesmo trimestre de 2009.

Verifica-se, assim, um crescimento do nosso PIB há já dois trimestres consecutivos, embora essas taxas de crescimento ainda estejam aquém da média comunitária: em relação ao 2º trimestre do ano, Portugal tem uma taxa de 0,2% contra 1,0% de crescimento na média da União, enquanto que na comparação com o trimestre homólogo do ano anterior Portugal apresenta uma taxa de crescimento de 1,4% contra 1,7% da média comunitária.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.08.10 às 23:31link do post | adicionar aos favoritos

Talvez os factos e curiosidades que expomos abaixo ajudem a explicar e a compreender a fraca competitividade das nossas empresas, o mau desempenho de muitos dos nossos empresários e o não aproveitamento de bons recursos humanos que ainda vão proliferando por aí:

 

-75% das equipas directivas não têm uma proposta de valor para os clientes articulada de forma clara;

-85% das equipas directivas gasta menos de uma hora por mês a discutir a estratégia;

-60% das organizações não relacionam estratégia e orçamentação;

-92% das organizações não reportam o desempenho de indicadores estratégicos;

-Menos de 5% dos colaboradores, em média, compreendem a estratégia;

-A taxa de insucesso das estratégias ronda os 70 a 90%, sobretudo por causa da deficiente implementação.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 03.08.10 às 19:52link do post | adicionar aos favoritos

Foto: Tiago Petinga / LUSA, via JN

 

Portugal, a partir de ontem, está mais seguro.

Eis que chegou o primeiro dos dois submarinos que o nosso país comprou aos alemães, um “brinquedo” (chamado “Tridente”) que custou uns “míseros” 513 milhões de euros, a preços de hoje, valor que, multiplicado por dois, dá “apenas” 1.026 milhões de euros.

A boa nova coincidiu com o anúncio de cortes nas prestações sociais não contributivas (nomeadamente, no rendimento social de inserção e no abono de família pré-natal e para crianças e jovens), que vai permitir ao Estado arrecadar cerca de 90 milhões de euros até ao final de 2010, e cerca de 200 milhões em 2011.

A factura dos submarinos, essa, terá de ser paga nos próximos anos e, claro está, só há duas vias possíveis: pela via das receitas, o que significa novo aumento de impostos, ou pela via das despesas, o que significa reduzir os gastos do Estado.

Há ainda uma “terceira via” possível, que é distribuir o esforço financeiro tanto pelas receitas como pelas despesas – uma espécie de 50/50.

Mas, a questão não está agora, quanto a nós, no problema – que não deixa de ser da maior importância no futuro – de saber como vamos saldar a dívida do “Tridente” e do “Arpão” (o nome do segundo submarino que ainda está para vir), está antes no facto de saber se estes dois pesos pesados militares são úteis ao país e se Portugal necessitava efectivamente deles.

Salvo melhor opinião, acreditamos que este regabofe de despesa pública era perfeitamente evitável.

Acresce que o negócio que envolveu a sua aquisição [que começou no governo de António Guterres, passou pelo de Durão Barroso e terminou (?) no de José Sócrates] está longe de ser transparente e pacífico.

Parece já ser normal no nosso país que qualquer negócio que envolva o Estado português (entenda-se o governo, pelos vistos qualquer que ele seja), degenera sempre numa indecifrável teia de ramificações, intermediários, contrapartidas, favorecimentos, derrapagens de custos…

Será que as forças armadas portuguesas dispõem de todos os meios ou equipamentos e não têm sectores que carecem de uma intervenção mais urgente e com uma utilidade mais visível aos olhos de todos nós?

Quem não se recorda de, ainda há poucos anos, surgir a polémica dos helicópteros Puma da FAP (Força Aérea Portuguesa) que estavam inoperacionais por falta de peças necessárias à sua manutenção?

Esta aquisição multimilionária era mesmo imprescindível?

Ou será que só faltavam mesmo às nossas forças armadas estes dois submarinos para ter todos os meios e equipamentos de que uma força militar necessita para se equiparar aos demais países ditos desenvolvidos?

Esperemos que estas duas beldades não acabem mergulhadas no fundo do mar e levem consigo todos os enigmáticos intervenientes directos e indirectos no negócio (ou será negociata?) …


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 16.07.10 às 21:42link do post | adicionar aos favoritos

 

O debate do “Estado da Nação” fez disparar, como seria de esperar, as criticas em duas frentes, com a Oposição a dizer que o Primeiro-Ministro e o Governo continuam a viver no "país das maravilhas", e com os socialistas a tecer rasgados elogios à confiança e à firmeza de Sócrates, e à justeza das medidas de austeridade anunciadas para fazer face à crise, e que visam, através do aumento dos impostos e da redução da despesa do Estado, reduzir o défice e o endividamento públicos.

Na prática, o Governo precisa de encaixar nos cofres do Estado qualquer coisa como 2,1 mil milhões de euros até ao final de 2010, para atingir a meta dos 7,3% de défice.

Do nosso ponto de vista, o que importa agora saber é se estas medidas são, só por si, suficientes para baixar o défice no curto / médio prazo, se são suficientes para criar expectativas positivas nos mercados e para relançar a tão almejada recuperação económica do país.

Tudo depende do ângulo com que olhamos esta crise e entendemos os seus fundamentos ou características intrínsecas.

Para Sócrates, esta crise atingiu todos os países da Zona Euro, e toda a Europa está a reagir em conjunto a este ataque especulativo à dívida soberana, o que explica o facto de o pacote de medidas, aprovado entre o Governo e o PSD – mas sob o olhar atento de Bruxelas e, em particular, da Alemanha –, serem essenciais para fazer face às dificuldades reais do país.

Num ponto, o Primeiro-Ministro tem razão: estas medidas vão ao encontro do esforço que está a ser realizado em toda a Europa, em especial na Zona Euro, para fazer face a este descalabro financeiro e económico, numa tentativa de salvar a Europa e o Euro (vejam-se os casos da Espanha, com 11,2% de défice em 2009, do Reino Unido, com 11,5%, da Grécia, com 13,6%, ou a Irlanda, com 14,3% de défice em 2009).

O Primeiro-Ministro já afirmou mesmo taxativamente que, caso seja necessário, os efeitos das medidas anticrise prolongar-se-ão até 2013, muito para lá do final de 2011, que foi a meta acordada com o PSD.

O que Sócrates parece ignorar neste momento, é que a realidade económica e social dos vários países europeus é diferente, e mais diferente se torna quanto mais olhamos para as economias periféricas da Europa, como a portuguesa, a espanhola ou a grega, que estão mal preparadas e ainda não fizeram todo o trabalho de casa.

De facto, a crise que hoje atravessamos em Portugal (falando apenas no caso português) não é alheia nem está imune ao que se passa no resto da Europa e do mundo.

A crise financeira mundial de 2008, a que se juntou uma crise económica e social sem precedentes, mostraram à evidência o quanto a nossa economia é frágil e o paradoxo em que está assente o nosso modelo de desenvolvimento económico.

Mas, a nossa crise, em particular, é igualmente endémica, sistémica ou estrutural, ou seja, está-nos no sangue e, por mais de trinta anos, o país não conseguiu ultrapassá-la e, muito menos, resolvê-la.

Ao longo destes anos, os défices orçamentais foram, sucessiva e erradamente, contrabalançados pelo lado das receitas, ao invés de cortes cirúrgicos e eficientes na despesa.

Se acaso, uma família tem, em dado momento, o seu orçamento deficitário, é mais correcto endividar-se junto da banca para financiar o seu défice ou, pelo contrário, o que importa é reduzir nas despesas?

Está bom de ver que esta família hipotética tem de cortar nas despesas, pois o recurso ao endividamento só gera mais endividamento.

Ora, é precisamente isto que o Estado português tem feito, isto é, equilibrar as contas através do aumento das receitas em vez de reduzir drasticamente as despesas. E Bruxelas sabe disso, daí a razão por que o Governo e o PSD se entenderam neste ponto, quanto às medidas de austeridade aprovadas.

E daí a razão também por que o PEC 1 não convenceu Bruxelas e os mercados, o que obrigou o Governo a tomar medidas extraordinárias (PEC 2) e a procurar um entendimento com o maior partido da Oposição.

Apesar de, a nível internacional, se terem tecido elogios às medidas anticrise aprovadas, também é certo que a pergunta que formulávamos há pouco, mantém toda a actualidade: serão suficientes para alavancar a tal “recuperação económica” de que o país precisa como de pão para a boca?

É claro que, como muito bem admite o Governo, as medidas que foram anunciadas podem ter efeitos recessivos na economia: o aumento dos impostos e a consequente diminuição do rendimento disponível das famílias pode conduzir a uma retracção do consumo, o que parece ser também um dos objectivos do Governo, de forma a gerar maiores taxas de poupança no país.

Por outro lado, a maior dificuldade de o Estado se financiar nos mercados internacionais (não devemos esquecer a descida do “rating” da República promovido pelas principais agências de notação internacionais), o que leva, por arrastamento, a que os bancos e, por sua vez, as empresas e as famílias sintam o mesmo efeito, advém da desconfiança dos mercados, o que conduz a juros mais elevados para quem se pretende financiar, e a mais estagnação no investimento, desembocando, inevitável e finalmente, no aumento do desemprego.

Menos rendimento disponível, menos investimento e mais desemprego (recorde-se que a taxa já ultrapassou a barreira dos dois dígitos), conduzem à estagnação da economia, quando não raro a uma recessão, como aquela que vivemos em 2009, e cujos efeitos ainda se fazem sentir em grande espectro.

Ora, é tudo isto (e mais alguma coisa) que as medidas de austeridade pretendem evitar.

Neste momento, o problema central não é, pois, salvar a Europa e o Euro. Do que se trata é de salvar primeiro as economias europeias no seu conjunto, para que estas possam, por sua vez, alavancar a Europa e dar estabilidade ao Euro.

Em relação ao sucesso ou insucesso destas medidas, em relação à justiça e à oportunidade das mesmas, em relação à eventual necessidade de as reforçar num futuro próximo (antes de 2013), em relação ao redimensionamento da estrutura da despesa pública, passando pelos efeitos da tão propalada reforma da administração pública, são tudo temas que deixaremos para tratar noutra ocasião.

Até lá, esperemos que impere o bom senso e o interesse nacional.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 13.07.10 às 15:29link do post | adicionar aos favoritos

 

Goste-se ou não, concorde-se ou não, é sempre enriquecedor passar os olhos pelas habituais crónicas semanais de Mário Soares no DN Online.

Esta semana, Soares traz-nos os temas da crise europeia, das duas iniciativas do PS realizadas na semana passada - as Jornadas Parlamentares e a Conferência Internacional, subordinada ao tema "As soluções do Socialismo Democrático para a Crise Económica" -, mas também uma reflexão sobre a NATO e a sua utilidade no mundo de hoje, para além do tema de Cuba e dos prisioneiros por mero delito de opinião.

Mário Soares, lembra ainda no final as mortes de Jorge Fagundes, reputado advogado e professor na Faculdade de Direito, e de Matilde Rosa Araújo, escritora de reconhecido mérito, em particular no campo da literatura infantil.

Vale, pois, a pena perder 10 ou 15 minutos nesta leitura.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.06.10 às 00:23link do post | adicionar aos favoritos

A crise que vivemos actualmente, e desde há cerca de três anos a esta parte, continua a surpreender no que aos números diz respeito. Desta feita, ao que consta, o número de ricos, em Portugal, e de milionários, no resto do mundo, aumentou! Segundo as últimas novidades, já são dez milhões no planeta que gozam deste estatuto diferente - estatuto esse que lhes confere um cartão VIP na auto-estrada da falta de ética, e em que as portagens são mera via verde para a corrupção e para a especulação. Parece que estes são bafejados pela "sorte", que vêem as suas contas aumentar, enquanto que o resto dos humanos conta os tostões para ver se consegue sobreviver no dia seguinte. Enquanto isso, as populações continuam a "acreditar" nesta espécie de políticos e de líderes, e a todo tempo a "empranhar" pelos ouvidos. Os discursos cá dentro, mas também na europa e no resto do mundo, não têm sumo, sejam eles de pseudo-políticos, de economistas passadistas, de reguladores de algibeira ou de "oportunistas de carteira" e de casino. Quanto a nós, os que sobramos, temos de continuar a acreditar, senão, é chegado o momento de fazer justiça. Só não vê quem não quer. O pior cego é aquele que precisamente não quer ver, e se demite da sua função de regular, e se conforma com a situação ou em ver os combóios simplesmente passar.  

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