Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.12.10 às 01:51link do post | adicionar aos favoritos

 

O IMPERADOR PAGA COM A SUA PESSOA

Perante o ardor dos Campanianos em erguerem as sua rotinas, Nero julgou conveniente fazer um gesto destas corajosas populações. Para mais, no próprio ano do desastre, tinha casado com a encantadora Popeia, Poppaea Sabina (Nero matá-la-ia com um pontapé, dois anos mais tarde), uma linda pompeiana pertencente a rica e poderosa família.

Assim sendo, decidiu em 64, um ano após a catástrofe, dar um recital em Nápoles, espectáculo que não deixaria de encorajar os trabalhadores e de consolar os sinistrados, manifestando assim quanto o imperador partilhava as preocupações populares…

No momento em que ia entrar no teatro (estava-se na Primavera de 64), um ligeiro abalo agitou o edifício. Nero nem por isso deixou de dar o seu recital. Não se sabe se os aplausos que recolheu – além dos da claque que sempre o acompanhava nas suas digressões – saudaram o seu talento ou a sua coragem. Seja como for, o facto é que, mal deixou a cena, o teatro, abalado nos seus fundamentos (talvez já desde o sismo de 63), ruiu fragorosamente. Este breve incidente sísmico não teve repetições e a reconstrução continuou em ritmo acelerado, tanto em Herculano como em Pompeia, onde a vida retomou o seu curso; no entanto, a maioria das crianças nascidas após o sismo nunca haveria de atingir a idade adulta!

Os trabalhos dos sismólogos modernos permitem-nos supor que a actividade subterrânea do Vesúvio tivera como efeito a produção, no interior do cone, de gases e de matérias em fusão que buscavam um orifício de escape; mas a sua pressão era ainda muito fraca para provocar a ruptura da crosta terrestre e, como o próprio cone estava obstruído desde a Pré-História por uma «rolha» de lava solidificada, a deflagração verificou-se debaixo da terra traduzindo-se no exterior por violentos abalos.

Aliás, Pompeia era agitada com bastante frequência desta forma, sem que no entanto os borborigmos subterrâneos tivessem adquirido jamais semelhante amplitude.

(Continua...).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 06.12.10 às 21:47link do post | adicionar aos favoritos

PARA UMA CIDADE NOVA, ARTES NOVAS E NOVAS TÉCNICAS

Esquecer! Todos tentavam fazê-lo, menos o banqueiro Cecílio Jucundo. No dia fatal, retido no Fórum pelos seus negócios, tinha prometido aos deuses Lares, em troca da sua vida, um imponente sacrifício, que os seus meios, aliás, lhe permitiam. Teve a sorte de conservar a vida, mas os deuses protectores não alargaram a sua generosidade até à casa do banqueiro, que ficou em ruínas; assim, quando Cecílio Jucundo a manda reconstruir, encarrega um artista de esculpir um baixo-relevo para o novo átrio e nele manda representar algumas cenas do sinistro de que fora testemunha. Mas, por endinheirados que fossem, os Pompeus não tinham possibilidades de reconstruir sozinhos a sua cidade; por isso, enviaram a Roma um grupo de emissários, escolhidos entre os edis e os notáveis da cidade, encarregado de solicitar o auxílio do imperador e do Senado. Nero era favorável, mas o Senado achou as despesas muito elevadas. Sem que disso se apercebessem, estava em jogo a última oportunidade dos Pompeus.

Estes insistiram e mandaram nova delegação, composta pelas mais elevadas personagens da cidade.

O Senado acabou por ceder e decretou a reconstrução de Herculano e de Pompeia. Visto que nada ou quase nada restava, surgiu a tentação de elaborar uma espécie de plano urbanístico, ou, pelo menos, de unificar o aspecto exterior das novas construções. Foi resolutamente adoptado o estilo romano contemporâneo: como, por ocasião do sismo, os últimos vestígios oscos e samnitas haviam desaparecido quase por completo, com raras excepções, os construtores voltaram costas ao passado e enveredaram por um caminho novo.

Antes de tudo, era preciso apaziguar os deuses, cuja cólera fora evidente, e agradecer àqueles que, com a sua protecção, lhes tinham salvo a vida. Foi, entretanto, solicitado aos templos que haviam ficado de pé que acolhessem as divindades momentaneamente desalojadas. Júpiter, Juno e Minerva, reduzidos às dimensões de maquetas de cerâmica – as suas estátuas colossais tinham caído – foram instalar-se em casa do seu colega heleno Zeus. Quanto a Apolo, ficou ao ar livre, enquanto os deuses Lares tomaram sob sua protecção a cidade destroçada: construíram-lhes à pressa um enorme átrio, enquadrado por dois nichos, no centro da cidade. Ísis, foi a primeira a ser realojada.

Era, pois, necessário, para abrigar rapidamente as pessoas sem tecto e pôr de novo em movimento as indústrias anteriormente tão florescentes, andar depressa sem, no entanto, se meterem em despesas demasiado elevadas.

 

Começaram por servir-se dos materiais de recuperação, aplicando-os desde logo nos edifícios comuns: os templos, o Fórum, as termas; os particulares e os funcionários municipais usaram largamente da «cunha» para conseguirem os serviços dos arquitectos e dos operários, disputados a peso de ouro. Certos proprietários, duramente atingidos no plano financeiro pelo desaparecimento dos seus haveres, resignaram-se a abrir loja de uma forma menos discreta do que dantes: as salas destinadas ao negócio deixaram de ser tão cuidadosamente isoladas da zona residencial, da casa, e mais de um Pompeu sacrificou um pouco da sua intimidade ao desejo de refazer a sua fortuna.

Esta construção quase total forneceu ocasião para uma ruptura com o passado. Ao mesmo tempo que se substituía o estilo puro e simples da ocupação grega por um estilo romano onde o estuque pintado, o tijolo colorido e o abuso dos ornatos acentuavam a carácter «novo-rico» ou «arrivista» da cidade, eliminavam-se todos os vestígios de um passado político mais ou menos agitado. Este desejo de cortar com o passado traduziu-se até na existência de funcionários encarregados de apagar as mais insignificantes inscrições oscas ou samnitas. Pompeia reconstruída será «romana». Aliás, muitos romanos ricos adquiriram por uma bagatela villas danificadas para depois mandarem reconstruí-las, empenhando-se em multiplicar os exemplos de uma decoração de estilo moderno, onde o sarapintado só cedia o passo à abundância dos mais diversos motivos. Data desta época, por exemplo, a preocupação em adaptar a decoração das salas à sua finalidade: naturezas mortas para o triclínio ou sala de jantar, cenas da mitologia para as salas de recepção, rústicas para o átrio, sem omitir os frescos impudicamente sugestivos para as salas reservadas aos prazeres do amor. Preocupavam-se, além disso, em voltar a utilizar da melhor maneira os materiais recuperáveis; parece que o conseguiram, pois o conteúdo dos vazadouros públicos (descoberto e examinado minuciosamente) era composto apenas por materiais ligeiros e frágeis: telhas partidas, tijolos quebrados, cascos de louça, com exclusão de qualquer pedra ou laje que pudesse voltar a servir.

 

As paredes que apenas estavam rachadas foram consolidadas com o auxílio de anéis horizontais, com motivos em tijolo; as abóbadas em perigo foram sustidas por pilastras e arcos em tijolo, cujos tons vão do amarelo-palha até ao havana, passando pelo famoso vermelho-coral um pouco baço, chamado «vermelho pompeiano». As colunas da Grande Palestra, por seu turno, serão postas em pé e soldadas ao soco por meio de uma camada de chumbo derretido. O tijolo é utilizado por todo o lado: ligado por finas camadas de cimento, alternado em motivos decorativos com a pedra e o tufo, confere à paisagem uma nota colorida, quente, alegre, contrastando com o azul do céu, novamente sereno.

Herculano, mais duramente atingida, porque mais próxima do suposto epicentro do sismo, mesmo assim ergueu-se primeiro das suas ruínas. A presença de ricos proprietários entre os seus habitantes favoreceu esta rápida ressurreição.

(Continua…).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.12.10 às 18:43link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 04.12.10 às 22:31link do post | adicionar aos favoritos

UMA ADVERTÊNCIA DO DESTINO

Enquanto assim desfrutavam a calma e a prosperidade, afastados das peripécias sangrentas que periodicamente agitavam o Império, os habitantes de Pompeia e de Herculano foram objecto de uma advertência do destino, precursora de uma tragédia sem precedentes na História do homem.

Meio-dia, 5 de Fevereiro de 63 D.C.. Nero reinava havia já dois anos e sentia desabrochar nele o grande artista lírico que em breve iria exibir em público.

Os habitantes de Pompeia e de Herculano iam justamente sentar-se à mesa quando, de repente, a terra começou a tremer. Por vagas, diversos abalos agitavam o solo de Leste para Oeste, do Vesúvio para o mar. Os edifícios mais elevados – um arco de triunfo no Fórum, o templo de Apolo e o de Ísis – ruem, as habitações abrem fendas. As canalizações que distribuíam água pela cidade rebentam subitamente. Rebanhos com várias centenas de cabeças somem-se no abismo, outros animais fogem espavoridos; os habitantes, assustados e admirados (ninguém se recordava de ter havido um tremor de terra durante o Inverno), correm para os campos, e muitos endoidecem com o terror.

Em Herculano, como em Pompeia, os estragos são importantes: apenas restam algumas villas relativamente poupadas; a cidade foi destruída quase por completo.

Os que não puderam fugir, ficaram sepultados debaixo dos escombros; a própria cidade de Nápoles sentiu o abalo. Felizmente, embora devastador, o sismo foi de curta duração e em breve os habitantes de Herculano e de Pompeia, ainda sob uma sensação de terror, arriscaram-se a regressar às suas casas, ou ao que delas restava.

Surgiu então um delicado problema: uma vez que as duas cidades estavam praticamente aniquiladas, deviam reconstruí-las ou, pelo contrário, os sobreviventes deveriam convencer-se a mudar de domicílio? Trágica verificação – parece que nunca foi encarada a possibilidade de um novo sismo, de uma nova catástrofe; o problema foi posto apenas em termos financeiros e técnicos: onde encontrar os materiais e a mão-de-obra qualificada, necessária à reconstrução? A segurança futura dos habitantes não foi – parece – evocada por ninguém. Os génios subterrâneos, os gigantes agrilhoados, tinham manifestado a sua cólera, nada mais; nem por um instante veio à mente dos infelizes sinistrados que o impassível e majestoso Vesúvio, coroado de pâmpanos e de oliveiras, fosse o responsável pelo drama que acabavam de viver, pelo terrível cataclismo que tinha engolido os seus parentes e os seus haveres.

Ligados às duas cidades, a esta paisagem apesar de tudo pacífica, a esta Campânia florida e alegre, os Pompeus e os seus vizinhos Herculanianos tiveram apenas uma preocupação, quando a calma voltou: reconstruir, apagar, esquecer.

(Continua...).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.11.10 às 01:12link do post | adicionar aos favoritos

 

A Héstia Editores, com o apoio da Câmara Municipal de Ourém – Divisão de Acção Cultural, acaba de lançar um excelente livro que retrata a História de Ourém e do seu concelho.

Sob o título “Ourém – Uma História de Séculos, com Novos Horizontes…”, esta obra convida-nos a viajar no tempo e a descobrir não só o nosso passado, mas também o nosso presente, num acervo de temas que vão desde a história e a cultura, passando pelas lendas e tradições, pelo património edificado e a sua riqueza arquitectónica, até ao associativismo e a história das freguesias do concelho.

Com prefácio do presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, este livro que agora é publicado representa mais um documento histórico de inegável riqueza, que passa a estar disponível aos oureenses, através do qual as gentes de Ourém podem (re)encontrar a sua singular identidade, ficar a conhecer-se melhor e a compreender com outros olhos a sua terra. 

Doravante, iremos recuperar aqui, aleatoriamente, alguns dos textos que compõem este livro, com autorização expressa do seu Coordenador Geral, António Veiga, a quem desde já agradecemos a compreensão, a simpatia e a amabilidade.

Por fim, resta-nos dirigir os mais sinceros parabéns a toda a equipa que tornou possível este projecto que agora é divulgado, com votos simultâneos de igual sucesso em publicações futuras.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 00:25link do post | adicionar aos favoritos

 

Passando um olhar pela história, o dia 12 de Outubro traz-nos à memória alguns acontecimentos da vida política, social e cultural, não só portuguesa como também internacional, que passamos seguidamente a assinalar por ordem cronológica:

 

- 12 de Outubro de 1492, Cristóvão Colombo chega à ilha de São Salvador, nas Bahamas, convencido de que atingira a Índia.

 

- 12 de Outubro de 1798, nasceu D. Pedro IV de Portugal (Pedro I do Brasil), 28º Rei de Portugal e 1º Imperador do Brasil (faleceu a 24-09-1834).

 

- 12 de Outubro de 1810, na sequência das Invasões Francesas, o exército francês chega às Linhas de Torres Vedras. O 9º Corpo do exército francês, sob o comando do General Drouet D’Erlon, saiu de Valladolid em direcção a Portugal.

 

- 12 de Outubro de 1822, o Brasil declara oficialmente a sua independência em relação a Portugal. Pedro I do Brasil é proclamado Imperador.

 

- 12 de Outubro de 1862, casamento, em Lisboa, de D. Luís I com D. Maria Pia de Sabóia.

 

- 12 de Outubro de 1935, nasceu Luciano Pavarotti, tenor (cantor lírico) italiano (faleceu a 6-09-2007).

 

 

- 12 de Outubro de 1943, no decurso da Segunda Guerra Mundial, Portugal divulga a assinatura do Acordo Luso-Britânico que concede ao Reino Unido instalações militares nos Açores.

 

- 12 de Outubro de 1964, Leonid Brejnev substituí Nikita Khrushchev como secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética.

 

- 12 de Outubro de 1972, agentes da PIDE/DGS matam a tiro o estudante do Instituto Superior Técnico, José Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, na sequência de uma reunião de protesto contra a repressão policial.

 

- 12 de Outubro de 2002, em Bali, Indonésia, ocorre um atentado terrorista, que mata 202 pessoas e fere outras 209.

 

- 12 de Outubro de 2003, Michael Schumacher torna-se hexacampeão mundial de Fórmula 1, ao chegar em oitavo lugar no grande prémio do Japão, superando o recorde de Juan Manuel Fangio

 

- 12 de Outubro de 2007, morreu Paulo Autran, actor brasileiro (nasceu a 7-09-1922).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 06.10.10 às 22:12link do post | adicionar aos favoritos

 

Passando um olhar pela história, o dia 6 de Outubro traz-nos à memória alguns acontecimentos da vida política, social e cultural, não só portuguesa como também internacional, que passamos seguidamente a assinalar por ordem cronológica:

 

- 6 de Outubro de 1846, João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun, futuro Duque de Saldanha, toma posse como primeiro-ministro de Portugal, substituindo Pedro de Sousa Holstein.

 

- 6 de Outubro de 1923, Manuel Teixeira Gomes substitui António José de Almeida no cargo de Presidente da República portuguesa.

 

- 6 de Outubro de 1989, faleceu a actriz norte-americana Bette Davis (nasceu a 5-04-1908).

 

- 6 de Outubro de 1992, tiveram início as transmissões da televisão portuguesa SIC.

 

- 6 de Outubro de 1999, faleceu a fadista portuguesa Amália Rodrigues (nasceu a 1-07-1920).

 

- 6 de Outubro de 2002, canonização de Josemaría Escrivã, fundador da Opus Dei.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.10.10 às 03:07link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.10.10 às 02:26link do post | adicionar aos favoritos

 

Celebra-se hoje os cem anos da Implantação da República em Portugal.

Da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, José Relvas proclamou ao país a República, a 5 de Outubro de 1910.

Seguiu-se a nomeação de um Governo Provisório, chefiado por Teófilo Braga, a quem foi pedia a incumbência de governar Portugal até que fosse aprovada uma nova Constituição (que viria a ocorrer em 1911).

 

A revolução republicana traduziu-se num golpe de estado organizado pelo Partido Republicano Português, o qual destronou o Rei D. Manuel II e pôs termo à monarquia constitucional vigente em Portugal desde 1820.

 

Carta escrita por D. Manuel II, a bordo do iate real “Amélia”, e dirigida ao primeiro-ministro:

 

Meu caro Teixeira de Sousa. Forçado pelas circunstâncias vejo-me obrigado a embarcar no yacht real “Amélia”. Sou português e sê-lo-ei sempre. Tenho a convicção de ter sempre cumprido o meu dever de Rei em todas as circunstâncias e de ter posto o meu coração e a minha vida ao serviço do meu País. Espero que ele, convicto dos meus direitos e da minha dedicação, o saberá reconhecer! Viva Portugal! Dê a esta carta a publicidade que puder. Sempre muito afectuosamente, Manuel R., yacht real “Amélia”, 5 de Outubro de 1910”.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 19.09.10 às 18:11link do post | adicionar aos favoritos

 

Segundo reza a história, é a única e maior Catedral gótica italiana ao bom estilo francês, cuja construção foi lenta dado que os artistas italianos foram-se negado a concluí-la precisamente por não ter características romanas.

Em Milão, a beleza exuberante da Duomo causa-nos perplexidade.

A sua construção, que durou 500 anos, começou em 1386 e só veio a terminar no século XIX.

O objectivo inicial era fazer da Catedral o “abrigo” de toda a população da cidade que, à época, rondava as 40.000 pessoas.

Daí o seu nome, Duomo de Milão, isto é, a Casa de Milão.

Para além das inúmeras obras de arte que enchem esta Catedral, é possível apreciar ainda a estátua de São Bartolomeu a carregar a própria pele, as cerca de 3500 estátuas e figuras que a decoram, os seus vitrais que retratam mais de 3600 figuras, assim como subir às suas torres e apreciar uma bela vista da cidade de Milão.

Sendo uma das maiores do mundo, a Catedral de Milão é a terceira depois da Catedral de São Pedro e da Catedral de Sevilha.

Os seus imponentes 157 metros de comprimento e 109 de largura, com uma altura que chega aos 45 metros, fazem da Catedral de Milão um ex-libris e um ponto obrigatório de passagem para quem se desloca a esta linda cidade.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.09.10 às 12:46link do post | adicionar aos favoritos

 

Faz hoje nove anos que tiveram lugar na América os atentados do 11 de Setembro (9/11 na terminologia americana), um golpe baixo que consistiu, como todos infelizmente sabemos, no desvio de aviões comerciais por piratas do ar, tendo como objectivo fazê-los despenhar contra alvos previamente definidos e estratégicos, símbolos do poder americano no mundo, como o World Trade Center, o Pentágono e, especula-se, o Capitólio e a própria Casa Branca.

Como se sabe também, apenas o World Trade Center e o Pentágono foram atingidos.

Porém, o Voo 93 da United Airlines, desviado por quatro terroristas que o queriam transformar num míssil guiado para destruir o Capitólio ou a Casa Branca, levaria os seus quarenta bravos passageiros e tripulantes a impedirem que se atingisse o alvo.

Depois de tomarem conhecimento dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, um grupo de passageiros comuns decidiu lutar contra os terroristas.

A corajosa revolta acabou por levar à queda fatal do avião em Shanksville, nos campos da Pensilvânia, a apenas vinte minutos de voo de Washington.

Os atentados no seu conjunto provocaram a morte de milhares de pessoas, sobretudo no World Trade Center, cujas

Torres Gémeas viriam a desmoronar-se com a violência dos embates, arrastando consigo outros edifícios e tornando a zona num autêntico campo de batalha, num amontoado de destroços e numa sepultura de proporções descomunais para milhares de pessoas inocentes, que apenas “cometeram o erro” de estar no local errado à hora errada.

Recordamo-nos perfeitamente desse dia 11 de Setembro de 2001. As televisões interromperam a sua programação para dar conta do incidente.

Sim, incidente no singular, pois que as primeiras notícias surgiram como um aparente acidente que levaria um avião comercial a despenhar-se contra uma das Torres Gémeas do World Trade Center.

Com o passar dos minutos, um segundo avião (que se vê na foto) embatia na outra Torre Gémea, causando a perplexidade e a incompreensão dos americanos e do resto do mundo.

 

Agora, com dois aviões despenhados e, ainda por cima, estando nessa manhã de 11 de Setembro de 2001 um dia claro e soalheiro, sendo, por isso, injustificada a rota dos aviões em direcção ao World Trade Center, começou-se rapidamente a especular sobre um possível atentado terrorista. E as certezas vieram com o ataque ao Pentágono, o símbolo máximo da defesa norte-americana.

Agora, não estaríamos perante uma mera coincidência.

Entretanto, com as medidas prontamente adoptadas, entre as quais a de fechar o espaço aéreo e de mandar aterrar os milhares de aviões que ainda se encontravam no ar, apenas um, o Voo 93 da United Airlines, não acatou as ordens das autoridades americanas.

Seguido de perto por caças com ordens para abater o avião ao mínimo sinal de perigo (recorde-se que o Voo 93 estava a apenas vinte minutos de voo de Washington), foram, todavia, os corajosos passageiros e tripulantes, hoje heróis nacionais, que evitaram que o avião atingisse o alvo pretendido pelos terroristas e que a tragédia fosse ainda maior.

Pagaram, com esse seu gesto, um preço demasiado elevado – a própria vida –, mas a sua acção heróica irá perdurar na memória de milhões de pessoas por todo o mundo.   

 

Os ataques foram reivindicados pela célula terrorista da Al-Qaeda e pelo seu líder Osama Bin Laden.

Anti-americano, fanático religioso que vê no “orgulho americano” um perigo para o mundo, inimigo confesso do modus vivendi americano e do seu capitalismo indecoroso e brutal, para além de autor moral de outros atentados contra alvos estratégicos norte-americanos espalhados pelo mundo, Bin Laden, já o era, mas, após os atentados, passou a ser ainda mais o homem mais procurado do mundo, cuja captura é ponto de honra para os americanos e a certeza de que só assim honrarão os milhares de vítimas que ingloriamente pereceram naquele dia nos Estados Unidos.

Não temos dúvidas acerca da brutalidade destes atentados, nem duvidamos de que, a partir daquele dia, o mundo mudou radicalmente – podemos falar num mundo antes do dia 11 de Setembro e num mundo completamente diferente depois do dia 11 de Setembro, com toda a certeza mais instável, efectiva ou iminentemente em guerra permanente, desconfiado, confuso quanto aos valores que devem enobrecer as nações e as culturas, mas também os Homens, um mundo de fanatismos e saparatismos exacerbados, onde os ódios imperam na sua mais desastrada convicção, onde não há paz, nem solidariedade, nem respeito pelos direitos humanos, nem a defesa intransigente, descomplexada e desapaixonada dos mais caros valores da sociedade onde todos estamos inseridos…

O 11 de Setembro de 2001 tem de ter servido para alguma coisa… não pode ter sido em vão. Tem de haver uma lição a ser retirada por todos, e todos temos de nos impor aprender essa lição. Para que não voltem a acontecer mais 11 de Setembros.

A bem do mundo, mas sobretudo da humanidade.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 15.08.10 às 02:18link do post | adicionar aos favoritos

No Peru, a 2.400 metros de altitude, ergue-se a “cidade perdida dos Incas”, mandada construir no século XV por Pachacuti, e denominada de Machu Picchu.

Sendo o Peru considerado o berço da Civilização Inca, Machu Picchu é, por sua vez, a referência natural do Império Inca.

Sendo actualmente Património Mundial da UNESCO, Machu Picchu é, sem dúvida, uma das maravilhas do mundo.

Não só pela sua história, mas também pelo seu misticismo e pela singularidade do engenho do seu povo.

Com a chegada de Cristóvão Colombo e dos espanhóis à América do Sul, este legado da História e a memória do seu povo ficaram gravados para sempre naquelas montanhas.

Hoje, este local e a Civilização que lhe deu origem oferecem à Humanidade um marco de cultura, de inteligência espiritual e técnica que, a par com os Maias, e por que tão breves no tempo são estas Civilizações, constituem tesouros históricos, culturais e civilizacionais dos mais enigmáticos de que há memória.

Ninguém deveria deixar este local por visitar.


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