Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.11.10 às 23:28link do post | adicionar aos favoritos

 

Falar em grandes obras no concelho de Ourém, nos últimos dez a quinze anos, é falar obrigatoriamente da construção do Itinerário Complementar nº 9 (vulgo IC9), uma obra de envergadura anormal para o que estávamos habituados, mas que, nem por isso, deixou de estar isenta de avanços e recuos que quase a mataram e muitas vezes a adiaram.

Com efeito, muitos têm sido os entraves que foram sendo colocados à construção do IC9 no concelho de Ourém. Vejamos alguns exemplos:

 

a) Decisores políticos incompetentes e incapazes, que não souberam alavancar este projecto e implementá-lo em devido tempo;

 

b) Presidentes de junta (mormente aqueles em que as suas freguesias eram / são atravessadas pelo IC9) que se aliaram àqueles decisores incompetentes na ignorância e nas questiúnculas bairristas subservientes aos interesses particulares;

 

c) Gente influente da nossa praça que achava esta obra simplesmente desprezível e sem qualquer utilidade prática para o nosso concelho;

 

d) Um Plano Director Municipal (PDM) que era (e continua a ser) irrealista, mal concebido e inibidor do nosso desenvolvimento; ou

 

e) A existência de organizações ambientalistas que, armadas em únicas defensoras da natureza, vêem destruição em todo o lado e não perdem uma oportunidade para entravar qualquer projecto que cheire a progresso e a modernidade.

 

O rol de entraves seria naturalmente extenso, mas há, pelo menos, três denominadores comuns em todos eles: incompetência, falta de ambição (visão) e interesses particulares instalados.

Na verdade, fala-se há muito tempo – tempo até demais – na construção do IC9, mas fomo-nos habituando a aceitar naturalmente os seus sucessivos adiamentos, talvez por já não acreditarmos que isso fosse algum dia possível.

Não que isso fosse uma fatalidade inevitável, mas porque já não acreditávamos na capacidade dos decisores políticos para seguir em frente com o projecto, para reivindicar junto dos organismos nacionais, regionais e locais a sua construção e para se baterem afincadamente pelos interesses superiores do concelho.   

Esta desilusão latente dos oureenses foi ganhando expressão à medida que as sucessivas lideranças autárquicas se iam sucedendo, sem que se vislumbrasse qualquer luz ao fundo do túnel ou um sinal claro de que as coisas podiam ou estavam a mudar.

Não, em vez disso, o que fomos assistindo foi a um desfile de vaidades pífias e incompetências descomunais, até mesmo ao nível da concertação estratégica de esforços e interesses (legítimos) entre os vários municípios abrangidos por este troço rodoviário.  

À incompetência demonstrada, veio somar-se a falta de ambição e de visão. A visão suficiente para pôr em marcha um projecto desta envergadura, olhando mais para a frente, para o futuro, em vez de ficarmos enredados nas ideias pequenas e provincianas do “orgulhosamente sós” e das “vistas curtas”.

Uma visão que nos teria permitido criar há mais tempo uma nova centralidade para o concelho de Ourém no contexto regional e nacional, sabendo daí retirar todas as potencialidades de investimento e de crescimento que uma infra-estrutura como esta nos pode oferecer.

Mas não. Fizemos tudo ao contrário. Preferimos agir como os anões, que vivem na sua aldeia de pequenos sonhos e se contentam com um mundo de pequenas realidades.  

Aos homens (ou mulheres), sobretudo com responsabilidades políticas, exige-se que tenham ambição e visão de futuro, que tenham iniciativa, criatividade e paixão nas actividades que desenvolvem e deixem um lastro de progresso nos seus mandatos.

Finalmente, quando juntamos à incompetência e à falta de visão de futuro os interesses particulares instalados, então aí é que o caldo fica todo entornado.

É que o exercício de um cargo público não é compatível com a cedência a quaisquer interesses particulares, não é compatível com interesses menores que se sobreponham ao interesse geral, assim como não casa bem com “favores”, “amizades” e corrupção.

A verdade é que, também neste ponto, as forças de bloqueio falaram mais alto e armadilharam a pouca vontade que ainda pendia sobre quem tinha o poder e a obrigação de decidir. Pior que isso, só mesmo os próprios decisores políticos a armadilharem as suas vontades e decisões.

 

Seria bom que todos aqueles que enaltecem agora a obra, mas que contribuíram no passado, directa ou indirectamente, com a sua incompetência, falta de visão e conivência com os interesses instalados para o seu adiamento ou não construção, que todos aqueles anões que tecem veladas críticas destrutivas ao projecto e se circunscrevem apenas à tal aldeia de pequenos sonhos e se contentam com um mundo de pequenas realidades, seria bom que todos eles sentissem vergonha e rezassem um acto de contrição.   

Feitas as contas deste rosário, resta-nos uma certeza: não fossem as trapalhadas estapafúrdias a que fomos assistindo no passado, e já teríamos chegado há mais tempo ao ponto em que nos encontramos hoje.

Um ponto sem retorno, porque o IC9 é agora uma realidade inexorável e que se recomenda.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.11.10 às 18:51link do post | adicionar aos favoritos

 

A nível profissional, terá lugar amanhã a Auditoria Anual ao Sistema de Gestão da Qualidade da empresa onde exercemos a nossa actividade, de acordo com os princípios da Norma ISO 9001:2008, um acontecimento que já se repete há quatro anos e que se vai enraizando nos nossos hábitos e métodos de trabalho.

Tudo em ordem a satisfazer ao máximo as necessidades e expectativas dos nossos clientes, sempre com a preocupação de respeitar as normas e os regulamentos aplicáveis à nossa actividade, num processo gradual de melhoria contínua.

Mas, não é do nosso caso em particular que vos queremos falar hoje.

Trazemos hoje este tema, não só porque o achamos tremendamente pertinente nos dias que correm, mas também porque se trata de um sistema que pode ser aplicado tanto a organizações privadas como públicas.

Na verdade, as câmaras municipais, enquanto entidades públicas, têm vindo a adoptar cada vez mais este modelo de gestão, o qual consiste, em traços gerais, na avaliação levada a cabo por um Organismo Certificador devidamente acreditado, que atesta que determinada organização cumpre todos os requisitos da Norma ISO 9001 e que incorpora nas actividades que desenvolve princípios importantes de gestão relativos, por exemplo, à focalização nos clientes, à liderança, ao envolvimento das pessoas ou à melhoria contínua.

 

Trata-se, de facto, de uma mais-valia para as organizações, porquanto a sua produtividade sai reforçada (pela estruturação dos seus processos) e bem assim a sua imagem fortalecida pelo prestígio inerente à própria Certificação.

E as câmaras municipais podem e devem usufruir destes benefícios. Através da Certificação da Qualidade, serviços como as actividades de “Instrução e Pagamentos de Actos”, a “Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos”, a “Gestão da Limpeza Urbana”, a “Adjudicação de Empreitadas”, a “Reparação e Manutenção de Viaturas”, a “Autorização de Obras de Edificação” ou o “Licenciamento de Operações de Loteamento e Obras de Urbanização” constituem bons exemplos de áreas onde as câmaras municipais podem melhorar o desempenho dos seus processos.

Esta optimização dos processos internos permite às câmaras oferecer não só serviços de maior qualidade aos cidadãos, como também fazer uma gestão mais eficiente dos recursos de que dispõem.

Aliás, há até quem defenda que a Certificação das autarquias de acordo com a Norma ISO 9001 é cada vez mais importante, principalmente porque o que se visa é uma melhoria contínua dos serviços prestados aos cidadãos, sustentada numa demonstração de confiança e empenho por uma organização e por uma gestão cada vez mais transparente e profissional.

A verdade é que a Administração Pública, em geral, e as câmaras municipais, em particular, sentem, cada vez mais, a necessidade de equilibrar a prestação de um serviço de qualidade aos cidadãos com os custos que lhes estão associados e com as receitas que geram ou obtêm.

Por outro lado, as organizações, sejam públicas ou privadas, para além da Certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade, podem obter ainda certificações, nomeadamente, no âmbito da “Gestão Ambiental”, da “Segurança Ocupacional”, da “Responsabilidade Social” ou da “Segurança Alimentar”.

 

A terminar, formulamos daqui votos para que a Câmara Municipal de Ourém, na pessoa do seu presidente, Paulo Fonseca, siga, entre outros, os exemplos dos municípios da Guarda, Castanheira de Pêra, Celorico de Basto, Guimarães, Lisboa, Nelas, Porto, Batalha, Cantanhede, Mira, Trancoso ou Vila Nova de Gaia, e implemente também o seu Sistema de Gestão da Qualidade – a bem de TODOS, e pela prestação de um verdadeiro serviço público eficiente e de qualidade.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.11.10 às 01:12link do post | adicionar aos favoritos

 

A Héstia Editores, com o apoio da Câmara Municipal de Ourém – Divisão de Acção Cultural, acaba de lançar um excelente livro que retrata a História de Ourém e do seu concelho.

Sob o título “Ourém – Uma História de Séculos, com Novos Horizontes…”, esta obra convida-nos a viajar no tempo e a descobrir não só o nosso passado, mas também o nosso presente, num acervo de temas que vão desde a história e a cultura, passando pelas lendas e tradições, pelo património edificado e a sua riqueza arquitectónica, até ao associativismo e a história das freguesias do concelho.

Com prefácio do presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, este livro que agora é publicado representa mais um documento histórico de inegável riqueza, que passa a estar disponível aos oureenses, através do qual as gentes de Ourém podem (re)encontrar a sua singular identidade, ficar a conhecer-se melhor e a compreender com outros olhos a sua terra. 

Doravante, iremos recuperar aqui, aleatoriamente, alguns dos textos que compõem este livro, com autorização expressa do seu Coordenador Geral, António Veiga, a quem desde já agradecemos a compreensão, a simpatia e a amabilidade.

Por fim, resta-nos dirigir os mais sinceros parabéns a toda a equipa que tornou possível este projecto que agora é divulgado, com votos simultâneos de igual sucesso em publicações futuras.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 29.10.10 às 22:58link do post | adicionar aos favoritos

 

As boas notícias são sempre boas notícias e, independentemente de quem as protagoniza, achamos sempre justo dar-lhes o relevo merecido, tendo como único objectivo o superior interesse do nosso concelho.

Referimo-nos ao anúncio da abertura de uma Loja do Cidadão em Ourém, em 2012.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ourém (CMO), Paulo Fonseca, o projecto visa “providenciar que, no mesmo espaço, os cidadãos possam ter acesso a uma série de serviços que facilitem a sua vida e que, numa só deslocação, possam solucionar os seus problemas, de forma moderna e eficaz”.

Ao que tudo indica, o actual edifício das Finanças vai ser requalificado para que ali também possa funcionar a Loja do Cidadão, um local onde, como se sabe, as pessoas e as empresas têm acesso, de uma assentada, a um número significativo de serviços, como a emissão do Cartão de Cidadão, Passaporte, número de contribuinte, declarações de variada natureza, entre outros, sem necessidade de se deslocarem a múltiplos serviços públicos, com todos os inconvenientes e perdas de tempo que essa circunstância acarreta.

Outra das novidades é o facto de a CMO estar a agilizar a possibilidade de também vir a funcionar naquele espaço um balcão da Segurança Social e dos Correios.

Como parece evidente, a concretizar-se, este projecto irá ser uma mais-valia para todos os oureenses, sobretudo para aqueles que têm de se deslocar à cidade de Ourém para poder usufruir desses serviços e tratar dos seus assuntos pessoais.

Se acrescentarmos a isto o facto de a CMO pretender levar os transportes públicos de passageiros até àquela zona, então juntar-se-á o útil ao agradável, e a medida terá ainda mais impacto e projecção para as populações do concelho.

Não podemos, assim, deixar de nos congratular com esta boa notícia.

 

(Ver fonte da fotografia e da notícia aqui).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.10.10 às 19:38link do post | adicionar aos favoritos

 

1. No passado dia 17 de Setembro, na rentrée do Jornal “Notícias de Ourém” após umas merecidas férias, ao desfolharmos o jornal fomos surpreendidos por uma agradável novidade, na página 15, na “coluna da esquerda”, com um texto de opinião de Carina João, fatimense e deputada do PSD à Assembleia da República pelo distrito de Santarém.

À sua nova coluna, que já aqui mereceu referência, deu a autora o título de “Actualidades”, fazendo antever que os oureenses, no sentido mais lato do termo (abrangendo, por isso, todo o concelho), passariam agora a dispor de um contraponto à “coluna da direita”, protagonizada há já algum tempo por António Gameiro, urqueirense e igualmente deputado à Assembleia da República pelo distrito de Santarém, mas eleito pelas listas do PS.

Confessamos que vimos com bons olhos esta nova coluna de opinião, não só porque, na nossa terra, parece reinar uma certa timidez que leva as pessoas a não expressar, frontal e publicamente, as suas ideias ou opiniões, mas também porque a pluralidade de pontos de vista é enriquecedora para o debate e o confronto de ideias.

E a propósito disto, é um facto que muito poucas pessoas têm a coragem de dizer o que pensam, sobretudo quando estão amarradas a qualquer poder instalado ou numa posição de subserviência em relação a esse mesmo poder. Outras ainda, passado o frenesim das campanhas eleitorais, eclipsam-se e nunca mais ouvimos falar delas.

Coarctadas da sua liberdade de expressão, estas pessoas acabam por tornar-se acéfalas, sombras ambulatórias do poder, apêndices partidários ou meras caixas de ressonância dos seus líderes partidários.

Para além disso, é legítimo, pelo menos para quem está de fora, pensar que estas figuras simbólicas nada nos têm para contar, que não seja um discurso alinhado ao milímetro com as “cassetes” que ouvem.

É por isso que já fazia falta, muita falta aliás, termos no nosso concelho os pontos de vista do maior partido da oposição (quer a nível nacional, quer local), para não sermos obrigados a comer sempre do mesmo prato.

Não obstante tudo isto, e apesar de a coisa prometer, devemos dizer que, afinal, a montanha pariu um rato.

 

 

2. Na verdade, Carina João, que já vai nas suas terceiras actualidades, começou-nos por falar da proposta de revisão constitucional apresentada pelo PSD, tecendo rasgados elogios à actuação e às opções preconizadas pelo seu líder, isto é, Pedro Passos Coelho (outra coisa não seria de esperar, a menos que pertencesse à ala dos dissidentes social-democratas). Ora, não pondo em causa a necessidade óbvia de rever a Constituição, adaptando-a às novas realidades que vivemos, pensamos, contudo, que o momento escolhido não foi o mais oportuno, já que as energias e capacidades dos partidos políticos deviam estar antes direccionadas (e aqui incluímos o governo) para a resposta à crise económica e social que enfrentamos. Foi um disparate e uma irresponsabilidade flagrantes trazer, nesta altura, para o debate político esta questão, como se o país não tivesse coisas mais urgentes e importantes para fazer e decidir. E se alguém pensa que a revisão constitucional é o éden que Portugal precisa para encontrar todas ou algumas das respostas para os seus actuais problemas, estará sem dúvida a levitar no espaço sideral.

Para que essa revisão constitucional fosse altamente profícua para os interesses nacionais, que é como quem diz, para os interesses de milhares de portugueses que andam a sentir na pele a incompetência e o desvario irresponsável e criminoso de quem nos tem governado nos últimos anos, seria necessário termos políticos sérios e honestos, orientados por um verdadeiro sentido de estado e missão pública, e isso, infelizmente, no nosso país é já uma espécie em vias de extinção. E os que ainda resistem nesta selva de pedra, não estão para compactuar com carreiristas balofos nem misturar-se com estas seitas malandras.

A primeira actualidade de Carina João foi, por isso, uma mão cheia de nada, um embuste político, uma caixa de ressonância do que vai ouvindo pela São Caetano à Lapa e por São Bento, não trazendo novidade nem tão-pouco profecia.

 

3. Na semana seguinte, ficámos atónitos ao abrir o “Notícias de Ourém” e não ver lá Carina João na sua “coluna da esquerda”! Pensámos: mas que passagem tão fugaz teve esta jovem e humilde senhora. Afinal, onde se meteu ela? Terá desistido? Teriam sido censuradas as suas actualidades?

Não queríamos acreditar, e claro que ficámos tristes, muito tristes e decepcionados. Não era justo ficarmos apenas com o preciosismo da revisão constitucional… A coisa prometia, e agora nada. Bolas, mas que raio se teria passado?

Foi então que no dia 1 de Outubro as dúvidas se dissiparam pois, ao abrirmos o jornal na mesma página 15, lá estava ela, sorridente e feliz, a preto e branco bem sabemos, mas com um semblante muito feliz. Uau, vociferámos logo, vamos ter mais actualidades!

Desta vez, era a educação e a qualificação dos portugueses. Tema sério e importante, sem dúvida, mas estávamos curiosos e ansiosos pelas novidades.

Mais uma vez, constatámos que a montanha pariu um rato, e o discurso da jovem deputada, alinhado milimetricamente com o dos seus pares, estava carregado de emoção e despejava ódios e rancores na forma como os socialistas andam a tratar a educação em Portugal.

Foi numa viagem a Taiwan (e logo pensámos: eis o motivo da ausência da sua “coluna da esquerda” naquela semana), viagem essa à custa certamente do erário público, que é como quem diz de todos nós, que Carina João, entrosando com o Ministro dos Negócios Estrangeiros local (mas que chiquíssimo), descobriu a poção mágica do sucesso para a educação: a aposta nas pessoas, na sua educação e qualificação!

Ora aí está a pólvora que nos faltava, como se um país pudesse evoluir e criar riqueza com cidadãos estúpidos, burros e embrutecidos.

Parece-nos por demais evidente que se um país não apostar fortemente na educação, instrução e qualificação das pessoas, não irá passar da cepa torta nem impulsionar o seu crescimento económico, social, cultural, científico ou político.

Enquanto preferirmos gastar no supérfluo e não investirmos naquilo que gera riqueza, seja de que ordem for, continuaremos a ser um povo acéfalo, oportunista, invejoso e medíocre. Salvo as honrosas excepções, que também as há, felizmente.

Claro que é mais fácil e conveniente atirar as pedras para o quintal do vizinho, sacudir a água do capote e dizer: a culpa é de quem está no poder. Este chavão é conhecido, mas revela a hipocrisia das pessoas.

Cara Carina João, nós também sentimos vergonha de ter tido uma ministra da educação, já lá vai muito tempo (um tempo tão antigo que, a avaliar pela sua “tenra idade”, se calhar ainda nem sequer tinha nascido), que nos impôs, no final do 12º Ano, a nós e a outros milhares de jovens deste país, uma prova de acesso ao ensino superior, errática na substância e injusta na forma, que determinou que 12 anos da nossa vida escolar tivessem um peso / importância para o Ministério da Educação de apenas 30%, ao passo que às três horas de duração da prova foi atribuída uma ponderação de 70%! Este instrumento educativo foi denominado de PGA (Prova Geral de Acesso – ao ensino superior, entenda-se), e claro que o efeito social directo desta inolvidável medida, da autoria da sua incondicional Mestra Manuela Ferreira Leite, aquela que só fala (na) verdade, fez com que milhares de jovens, cheios de sonhos e projectos, batessem com o nariz na porta das universidades e engrossassem o caudal dos descontentes com o sistema de ensino deste pequeno país à beira-mar plantado.

Ora, hoje o ensino em Portugal não está melhor nem pior do que o ensino desse tempo: progrediu-se numas coisas, mas também se regrediu noutras. Culpados? Há-os, sem dúvida. Quem são? Social-democratas, socialistas e democratas cristãos, ou seja, os que nos têm governado nos últimos 36 anos. Significa isto, em bom português, chamar os bois pelos nomes.

Não adianta, portanto, sacudir a água do capote, ou fazer discursos redondos e evasivos como o seu, estimada Carina João.

A História é um repositório de verdades demasiadamente irrefutáveis e sérias, o qual não se coaduna com verborreias populistas, disparates ou discursos fantasiosos ou hipócritas.

 

 

4. Chegados a 15 de Outubro, percebemos então que a “coluna da esquerda” era um espaço de reflexão quinzenal, facto que nos tranquilizou, pois já estávamos a imaginar que as actualidades de Carina João eram meras intermitências políticas que ressonavam ao sabor do vento.

Desta vez, fomos bafejados com um texto cujo título, “O Pântano de Sócrates”, altamente sugestivo como se vê, fazia adivinhar o que por ali vinha.

Aonde é que já tínhamos ouvido esta expressão? Pensámos nós…

E não foi preciso fazermos um exercício mental extraordinário para nos lembrarmos que António Guterres, no seu segundo governo, apresentou a sua demissão precisamente porque já não aguentava o pântano que se vivia nessa altura no país.

Mas, antes de Guterres, já Cavaco Silva havia deixado o país em maus lençóis e, depois de Guterres, tivemos Durão Barroso, autor da igualmente celebérrima expressão “o país está de tanga”, o mesmo que passou a pasta a Santana Lopes e fugiu para ir ocupar a presidência da Comissão Europeia, já para não falar deste último que, de tantas trapalhadas e asneiras que fez, acabou com um cartão vermelho do Presidente da República Jorge Sampaio, que se viu obrigado a dissolver o parlamento e a convocar eleições antecipadas.

Como vê, estimada Carina João, de asneiras e de disparates estamos nós todos fartos, e o pântano de que nos fala é apenas o resultado de sucessivos (des) governos incompetentes e imbecis que temos tido em Portugal nos últimos vinte e cinco anos.

Quando ouvimos falar hoje o Presidente da República Cavaco Silva no aproveitamento estratégico do Mar para o nosso desenvolvimento e crescimento económico, com o qual estamos absolutamente de acordo, convém, no entanto, que o país não se esqueça de que foi o mesmo Cavaco Silva, na altura primeiro-ministro, que, face ao deslumbramento dos milhões vindos da CEE, acabou com o que restava da nossa agricultura, das pescas, da marinha mercante, das minas (abandonadas e fechadas), da indústria, etc., etc., etc..

Quem não se lembra, aliás, dos famosos cheques chorudos que o país recebeu precisamente para acabar, por exemplo, com a agricultura? Há até quem afirme que esse abandono custou a Bruxelas uns “míseros” 600 milhões de euros, preço demasiado elevado para o nosso país, já se si com uma economia terceiro-mundista, e agravada por ter ficado dependente apenas do turismo e do comércio e serviços.

Carina João refere ainda que “este governo vai deixar-nos a maior dívida pública dos últimos 160 anos”, mas esquece-se, deliberadamente ou não, que o mundo, e Portugal por arrastamento, experimentaram a maior crise económico-financeira dos últimos 100, para a qual os governos (não só o português) não souberam encontrar as melhores respostas para lhe fazer frente.

Ora, independentemente das opções políticas que cada governo europeu e mundial adoptou para fazer face a esta crise, cujos efeitos nefastos ainda hoje se fazem sentir, a verdade é que, e nisso o PS tem razão em continuar a lembrar aos portugueses, às debilidades estruturais internas veio juntar-se as consequências do liberalismo económico desregrado, da desregulação dos mercados financeiros e da inércia com que os estados foram observando o funcionamento, e o posterior dasabamento, do modelo económico até agora tido como perfeito e inabalável.

Aqui reside a mudança de paradigma reivindicada por todos aqueles para quem a passividade dos estados, face ao poder económico e financeiro, já há muito deixou de ter qualquer significado e razão de ser. Só muito tarde os governos se “aperceberam” do falhanço deste modelo económico e, quando isso aconteceu, já era tarde de mais.

Deste modo, ao contrário do que Carina João nos quer fazer crer, as debilidades estruturais do país não são uma consequência única e exclusiva do governo de José Sócrates, mas antes o acumular de trapalhadas e irresponsabilidades cometidas pelos decisores políticos ao longo dos últimos 25 anos.

 

Se Cavaco Silva, enquanto primeiro-ministro, derreteu a nossa agricultura, as nossas pescas ou a nossa marinha mercante (temas agora falsamente caros para quem tem demasiadas culpas no cartório), também António Guterres não lhe ficou atrás, o qual teve a “ingenuidade” de pensar que o país iria conseguir suportar eternamente um aumento significativo da despesa apenas com base nos rendimentos gerados pelo comércio e pelo turismo, actividades que acrescentam pouco valor à nossa economia e das quais nenhum país pode viver por muito tempo.

Mas, grosso modo, o que os números nos revelam acerca da evolução da economia portuguesa nos últimos 20 anos, é que verificou-se uma expansão elevada na parte final dos anos 80, uma contracção em 1993, crescimento forte na segunda metade dos anos 90 (Guterrismo), quase estagnação nesta década, com nova queda em 2003, e recessão profunda em 2009.

António Guterres, que vivenciou este forte incremento da nossa economia na segunda metade dos anos 90, com um crescimento médio do PIB de 4%, deslumbrou-se com os milhões jorrados de Bruxelas e, em vez de aproveitar este excesso de liquidez para amortizar a nossa dívida pública, preferiu engordar o “monstro” (havendo mesmo muitos, muitos mesmo, “Jobs for the Boys”), desbaratar o dinheiro, incentivar o consumo privado e o endividamento das famílias, de que são exemplos o famoso crédito bonificado à compra de habitação, que levou a que milhares de jovens famílias se endividassem por muitos e longos anos junto da banca, ou o crédito facilitado ao consumo para fins tão diversos desde a compra de automóvel, passando pelos electrodomésticos e mobiliário, até às férias nas Caraíbas.

Portugal estava no seu “melhor”, era um (im) perfeiro “El Dourado”, muito também à custa da nossa entrada no Euro. Mas, vivia-se sobretudo muito acima das nossas possibilidades, e o governo, principal responsável por este descalabro despesista, não soube estar à altura dos acontecimentos e travar aquilo que muitos anteviam como o suicídio colectivo de um país.

Portugal a viver acima das suas possibilidades e a gastar mais do que aquilo que produzia, só podia mesmo estar a caminhar em direcção ao pântano que levou Guterres a bater com a porta e a Durão Barroso a afirmar que “o país estava de tanga”.

 

E Portugal não melhorou com o governo efémero de Santana Lopes, antes pelo contrário, ganhou, isso sim, mais despesismo inútil e muitas trapalhadas. Ao ponto de o próprio Santana Lopes, qual Manuel Pinho do PS, declarar que o país não estava em crise e que se recomendava. Tanto se recomendava, que fechámos o ano de 2005 com um défice de 6,1%. Precisamente esse défice que Sócrates viria a herdar e com o qual foi confrontado no início do seu primeiro mandato.

A história de José Sócrates, essa, também tem mostrado à evidência que nem sempre foram tomadas as melhores opções para fazer face aos problemas que enfrentamos. A governação socialista também está recheada de coisas menos boas e que poderiam muito bem ter sido evitadas, não fosse o autismo / autoritarismo que tem caracterizado a acção política do primeiro-ministro. E não é só José Sócrates e os “boys” do PS (em todos os partidos existem “boys”), que têm contribuído para o descrédito do governo socialista e da política em geral: parte dessa responsabilidade também está do lado as oposições, que não têm sabido (ou querido) estar à altura das responsabilidades que o país tem enfrentado e continua a enfrentar. É que, apesar de ser mais politicamente correcto afirmar que a culpa é exclusivamente do governo, os partidos da oposição não se podem demitir do dever de formarem alternativas credíveis e responsáveis a quem quer que esteja a gerir o país.

Apesar de haver ainda muito para dizer, e porque o texto já vai longo, permita-nos finalmente rebater, estimada Carina João, o último parágrafo das suas actualidades.

Afirma que “a culpa deste descalabro não é da crise. São os socialistas que nos governam. O país das maravilhas de Sócrates, mais não é que o pântano por si alimentado”.

Deixe-nos dizer-lhe que as asneiras de Sócrates, que também as há (como acima ficou demonstrado), são apenas o fim de um rosário que já vai longo e que teve o seu começo há 25 anos atrás.

 

O pântano a que chegámos, não é propriedade exclusiva do actual primeiro-ministro, é fruto de sucessivos erros políticos estratégicos que fomos cometendo ao longo dos últimos anos, graças à irresponsabilidade e à incompetência dos nossos governantes.

E é também por causa de comentários pífios como o seu, permita-nos que o digamos com todo o respeito, que o descalabro há-de continuar, infelizmente, ainda por alguns anos.

Sacudir a água do capote ou tentar passar por entre os pingos da chuva são malabarismos tacticistas a que esta reles classe política já nos vem habituando há muito tempo. E é um hábito com tanto tempo, que para a esmagadora maioria dos portugueses já é normal que assim seja.

Quem a ouvir falar, cara Carina João, fica com a sensação que Portugal nasceu em 2005, o que, como todos sabemos, não é verdade.

Assim sendo, a elevação da política reclama também que haja da sua parte seriedade e honestidade para que, em vez de se esconder atrás de tácticas eleitoralistas execráveis e inverdades flagrantes e malparidas, explique aos oureenses e aos portugueses que o estado a que chegou o nosso país é fruto de uma cadência histórica de actos políticos errados e perfeitamente identificados, de opções duvidosas e com múltiplos protagonistas, aos quais a História de Portugal não deixará certamente de fazer a justa referência. Para que as próximas gerações possam separar o trigo do joio, e saibam verdadeiramente o que é que os políticos e os portugueses dos séculos XX e XXI fizeram pelo seu país e o que é que andaram cá a fazer.

 

5. Continuamos a pensar que seria mais importante vermos nas colunas do “Notícias de Ourém” o trabalho desenvolvido pelos nossos deputados na Assembleia da República em prol do seu concelho, do que extensas dissertações que nada ajudam ao progresso da nossa terra. Partindo do princípio que a maioria da população do concelho de Ourém, sobretudo a mais idosa, não acede com regularidade à Internet (se é que chega a aceder), e cujo único meio de informação local é o jornal, diga-nos lá então, cara deputada, para além das alterações ao traçado do IC9, em que outras matérias de relevante interesse para o nosso concelho tem a senhora participado? Ou a jovem deputada acha que isso não é importante e os oureenses só prestam para lhe pagar o ordenado?


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 19:15link do post | adicionar aos favoritos

 

Apesar dos dias soalheiros que temos tido nos últimos dias, com temperaturas amenas para a época, a verdade é que, principalmente de manhã, ao final da tarde e à noite, as temperaturas baixam consideravelmente, o que nos convida a vestir um agasalho e a procurar ambientes mais resguardados.

No que ao ensino diz respeito, registamos com agrado que, felizmente, muitas escolas do nosso concelho já estão apetrechadas com modernos equipamentos de aquecimento, que permitem à comunidade escolar que delas dependem – professores, alunos, auxiliares, etc. – usufruir de um ambiente acolhedor e reconfortante, o que só ajuda à aprendizagem dos alunos e à motivação de todos os profissionais que ali exercem as suas actividades.

Outras escolas, porém, não têm a mesma sorte, têm sido esquecidas por quem tem responsabilidades nesta matéria e não dispõem dos recursos necessários e eficazes para proporcionar salas igualmente acolhedoras e reconfortantes. E, quando assim é, torna-se evidente que não se consegue tirar o máximo rendimento das pessoas.

Existem até escolas que dispõem de lareira, mas, surpreendentemente, falta a lenha para lá pôr!

Num concelho onde predomina a floresta, e da qual tanto se fala, é lamentável que, a esta altura do campeonato (leia-se do decurso do ano escolar – já estamos quase em Novembro!), as entidades responsáveis pelo fornecimento de lenha às escolas e jardins de infância ainda andem a organizar-se para prover esta lacuna.

Enquanto isso, meninos e meninas, professores, educadores, auxiliares de educação, entre outros, já andam a rapar frio nas escolas porque falta o aquecimento, seja combustível, seja uns míseros troncos de lenha.

O engraçado (sem ter graça nenhuma) é que, dizem as “más-línguas”, no tempo da “outra senhora”, bastava telefonar para a Câmara e no outro dia a lenha aparecia nas escolas.

Claro que, quando temos o cuzinho quentinho nos nossos confortáveis gabinetes, temos propensão a esquecer que existem outros lá fora a ranger os dentes e a tilintar de frio.

Por isso, fazemos daqui em apelo veemente à Câmara Municipal de Ourém para que, em vez de se preocupar com tanto folclore e com tantas festas, preocupe-se mais com o aquecimento das (nossas) suas crianças!

Queremos lenha… já!


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.10.10 às 17:33link do post | adicionar aos favoritos

 

O “Jornal de Notícias” divulgou há algumas semanas um estudo que teve por objectivo definir o Ranking das Escolas Secundárias, o qual teve por base os “resultados da primeira fase de exames dos alunos internos do Ensino Secundário”.

Como critério base para a definição do Ranking, o “JN” definiu, num universo de 608 escolas, “a nota das oito disciplinas com o maior número de exames: Português, Biologia e Geologia, Matemática A, Física e Química A, Geografia A, História A, Economia A e Matemática Aplicada às Ciências Sociais”.

Ainda segundo o “JN”, a “classificação da escola é obtida a parir da média das notas de exame [Média CE] às oito disciplinas escolhidas, independentemente do número de alunos envolvidos”.

 

Dos resultados apurados, há a destacar o primeiro lugar alcançado pelo Colégio Nossa Senhora do Rosário, no Porto, uma escola privada, com a Média CE de 14,98.

No TOP 10, apenas se encontra uma escola pública, localizada em Braga, o Conservatório de Música de Calouste Gulbenkian, que ocupa o 7º lugar com uma Média CE de 14,24.

No que respeita ao concelho de Ourém, destaca-se o Colégio São Miguel, uma escola privada, no 42º lugar e com uma Média CE de 12,41; a Escola Secundária de Ourém, pública, ocupa a posição número 198 com uma Média CE de 10,95; e, finalmente, o Centro de Estudos de Fátima – CEF, estabelecimento privado, não vai além da 224ª posição com uma Média CE de 10,85.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.10.10 às 22:09link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 03.10.10 às 04:33link do post | adicionar aos favoritos

 

Paulo Fonseca, presidente da Câmara Municipal de Ourém, foi há umas semanas atrás acusado de lhe ter saltado a tampa em plena reunião da Assembleia Municipal por, alegadamente, ter sido interpelado com desonestidade intelectual pelo líder da bancada social-democrata, João Moura, que acusou a gestão socialista de só andar a fazer trapalhadas, facto que fez com que o presidente perdesse a compostura, baixasse o nível da contra-ofensiva e acusasse o seu adversário político de mentir descaradamente, numa simbiose mútua de despautérios inusitados e muito pouco ortodoxos e democráticos.

João Moura afirmou que o executivo socialista estaria agora na sua terceira fase, a da “trapalhada”, sendo que a primeira foi a do “estado de graça” e a segunda a do “vazio de ideias e de conteúdos”.

Como quem não se sente não é filho de boa gente, Paulo Fonseca foi obrigado a apelar à honradez política, mas deixando nas entrelinhas que João Moura era um mentiroso.

Por seu lado, João Moura, em defesa da honra, lá foi dizendo que se sentia ofendido e que a expressão mentir é demasiado forte.

A avaliar pelo filme, não nos restam dúvidas de que as reuniões da Assembleia Municipal são tudo menos monótonas, para além de que se estão a tornar muito exóticas.

Vai daí, surgiram logo vozes críticas que compararam a postura do presidente à do seu antecessor David Catarino, uma espécie de clonagem perfeita no que aos modos austeros, à arrogância e ao descontrolo das palavras no exercício do poder diz respeito.

Sem prejuízo do texto que já publicámos aqui sobre este assunto, interrogamo-nos se não haverá nesta história toda alguma ponta de verdade, até porque olhando para a foto abaixo, há qualquer coisa, que não sabemos bem o que é, mas que não bate certo…

 


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.10.10 às 00:52link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 30.09.10 às 23:59link do post | adicionar aos favoritos

Para quem gosta de desenho e fotografia, ora aqui tem uma excelente sugestão para “Encontrar Ourém”.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.09.10 às 23:59link do post | adicionar aos favoritos

 

Para fechar o capítulo da “Tourada de Ourém”, vieram agora as explicações sobre os verdadeiros motivos que levaram a Câmara Municipal de Ourém (CMO) a cancelar o evento.

A este assunto já tínhamos feito referência num texto que publicámos aqui no passado dia 26 de Agosto.

Para além disso, a edição online do Jornal “O Mirante”, do passado dia 8 de Setembro, já nos dava conta que o local escolhido pela autarquia oureense e as condições de segurança não eram as ideais para a realização do espectáculo.

Daí que a CMO, numa lógica de custo / benefício, tenha decidido pelo cancelamento da tourada, o que não vai invalidar que a autarquia se veja na necessidade de ter de pagar uma indemnização pela rescisão do contrato que celebrou para esta festa, que se estima em certa de doze mil euros.

Também o Jornal “Notícias de Ourém”, na sua edição de sexta-feira passada (dia 24 de Setembro), inteirava os oureenses dessas mesmas razões, apontando ainda o facto de a Oposição do PSD se ter insurgido contra esta “gestão errada do executivo” oureense.

 

Com efeito, os vereadores do PSD lamentaram a forma como este processo foi conduzido desde o início, afirmando que a programação do evento foi feita com “falta de rigor”, o que originou mesmo a apresentação de uma declaração política, na qual ficou demonstrado para memória futura o seu total desagrado em relação a toda esta situação.

Quem parece não ter gostado muito desta tomada de posição foi o vereador socialista Nazareno do Carmo, que lá foi dizendo que se a Oposição do PSD prefere criticar apenas o que corre mal ignorando o que corre bem, então não contem com ele para mais organizações de espectáculos em Ourém.

Pela nossa parte, queremos apenas concluir esta história tauromáquica com duas notas de rodapé.

A primeira, para dizer que o episódio é realmente lamentável. Não compreendemos como é que só em cima da realização do evento houve a preocupação com a definição do local e a ponderação das questões de segurança.

Tal como afirmou o vereador socialista José Alho, este tipo de espectáculos requer uma contratualização com muita antecedência, o que só vem provar que a CMO teve muito tempo para planear as coisas, aliás como era o seu dever. Se não as preparou atempadamente, errou, e só lhe fica bem admitir o erro.

Neste ponto, estiveram bem os vereadores do PSD por não terem deixado passar em branco esta questão, tanto mais que o imbróglio acarretou, como muito bem lembraram, uma pesada factura de doze mil euros para o município que era escusada e perfeitamente evitável, ou não estivesse a CMO na situação financeira difícil que todos conhecemos.

Acresce que foram precisas algumas semanas para que o presidente da Câmara, Paulo Fonseca, viesse assumir toda a responsabilidade pela anulação da tourada, posição que deveria ter assumido e explicado aos oureenses logo que foi tomada a decisão de não realizar o espectáculo.

 

A segunda nota tem a ver com o irascível amuo do vereador Nazareno do Carmo, que não gostou do tom da crítica formulada pelo PSD, batendo com a porta quanto à organização de eventos em Ourém.

É um facto que os gestores de empresas correm riscos, mas não são os únicos. Mas, também é verdade que os bons gestores ou os bons líderes têm de saber assumir, com humildade, os erros que cometem, e aprender com eles. Só assim serão reconhecidos e valorizados pelas equipas que chefiam ou lideram.

Resumindo: tourada houve, mas foi só para alguns. 


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.09.10 às 18:29link do post | adicionar aos favoritos

 

Foi com agrado que lemos na Edição de ontem do “Notícias de Ourém” (página 7) a notícia de que a Câmara Municipal de Ourém (CMO) e a Ambiourém celebraram um protocolo com a associação ACHAR, “que actua numa vasta zona do Ribatejo na área da agricultura e florestas”.

Segundo Paulo Fonseca, presidente da edilidade oureense, o protocolo tem em vista a valorização do pelouro do desenvolvimento rural e florestas.

Na verdade, sendo o concelho de Ourém caracterizado por vastas áreas de floresta, com uma mancha verde vastíssima, e tão fustigado que tem sido nos últimos anos pelos incêndios, é bom que a CMO olhe com olhos de ver para este problema e que aposte na defesa e na prevenção, mas também na preservação e valorização deste bem que não só é de todos como é igualmente precioso.

O passo em frente que agora foi dado pela CMO no âmbito florestal vem ao encontro do facto de a Organização das Nações Unidas ter decretado 2011 como o Ano Internacional das Florestas, o que, a não ter sido propositado, não deixa de ser, contudo, uma feliz coincidência.

Parabéns aos interlocutores deste processo, pois achamos que vale sempre a pena dar conta do bom trabalho que por cá se vai fazendo. É que nesta vida não se pode andar sempre a criticar, também é importante chamar a atenção para as coisas boas que vão aparecendo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 22.09.10 às 18:18link do post | adicionar aos favoritos

 

Foi inaugurado no passado domingo, dia 19, o novo Complexo Desportivo de Caxarias, uma obra que custou, segundo se diz, 900.000 euros à autarquia oureense e que constitui, para o edil socialista, um equipamento de modernização para o nosso concelho.

O relvado sintético e o mini-campo agora inaugurados, assim como todo o complexo desportivo passam a estar à disposição quer dos praticantes das diversas modalidades desportivas que ali se podem praticar, nomeadamente natação, karaté, atletismo e futebol, quer à população em geral.

Esta obra enquadra-se, portanto, num dos objectivos que serviram de base à apresentação, por parte do PS, do “Compromisso Estratégico com a nossa Terra” aquando das últimas eleições autárquicas, objectivo esse que prometia fazer do nosso concelho “um município com qualidade de vida”.

Vemos com bons olhos este tipo de projectos e iniciativas, porquanto o nosso concelho sempre esteve cerceado de uma aposta forte e imparcial no associativismo, na cultura e no desporto.

Por outro lado, não podemos deixar de notar aqui a existência do futuro Regulamento de Atribuição de Subsídios, e o longo calvário que foi a atribuição desses subsídios às diversas colectividades do concelho, as mais das vezes sem lei nem roque, ou sem critérios definidos de forma clara e objectiva, que beneficiaram uns em detrimento de outros, criando assim clivagens abissais entre as várias associações culturais e desportivas existentes, de que serve para má memória futura o exemplo do Clube Atlético Oureense.

 

Finalmente, é bom que todos não nos esqueçamos que houve em tempos na Câmara Municipal, e ainda lá devem estar os papéis (claro, se ninguém os queimou ou furtou) um projecto para a construção de um Estádio Municipal na cidade de Ourém, o qual, se a memória não nos falha, era para ser implementado na zona das feiras e mercados, onde actualmente se encontra localizado o Parque Linear, entre outras infra-estruturas e equipamentos, projecto que sofreu da doença de Alzheimer durante largos anos, foi metido na gaveta e remetido ao esquecimento, para, anos depois, como que por milagre, aparecer na cidade de Fátima.

É bom que a actual maioria na Câmara não se esqueça que o concelho de Ourém é muito grande e não é só Fátima, e que, apesar de muito boa gente pensar o contrário por esse país fora, Ourém sempre foi e continua a ser a sede do concelho e não a “Cidade-Santuário”.

E isso faz toda a diferença…    


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 18.09.10 às 19:06link do post | adicionar aos favoritos

 

A rentrée do “Notícias de Ourém”, após umas merecidas férias, deixou-nos particularmente satisfeitos por termos constatado que os deputados oureenses à Assembleia da República, eleitos pelo distrito de Santarém, aparecem agora lado a lado, com colunas distintas, a falar-nos de “Actualidades”, no caso de Carina João, e de um sortido de temas sobre o concelho e o país, coluna embora não epigrafada, no caso de António Gameiro.

Aos dois apresentamos desde já as nossas mais sinceras e cordiais felicitações por terem aceite tal desafio, o que acaba também por revelar que ambos estão animados por um verdadeiro espírito democrático de partilha de pontos de vista e de confronto salutar de ideias.

Agora que se inicia este “frente-a-frente” político, que coloca na coluna da esquerda o PSD e na coluna da direita o PS, impõe-se, todavia, fazer duas análises acerca destas colunas de opinião, uma relativa à forma, e outra relativa à substância.

Quanto à forma, nada temos a apontar. A cada uma das reflexões foi atribuído um terço de página, numa lógica equitativa, o que achamos justo, e ambas têm um cariz claramente partidário, arreigadas à ideologia que representam e formalmente dependentes das respectivas forças partidárias, pese embora o facto de parecerem reflectir as opiniões pessoais dos seus autores.

Há ainda a referir o facto de António Gameiro ter optado por se socorrer de frases célebres de outros autores para, de forma recorrente e sistemática, terminar as suas reflexões.

Trata-se de um pormenor formal que embeleza e enriquece o texto, com a particularidade de pôr os leitores a reflectir sobre o que acabaram de ler, ainda que por vezes essas frases estejam carregadas de simbolismo e/ou de “indirectas”.

Quanto à substância, a realidade impõe que olhemos para estas duas colunas com outros olhos, mais perscrutantes, diríamos nós, ou vistas por outro prisma.

 

 

Na verdade, a coluna da direita, a de António Gameiro, tem vindo, ao longo do tempo, a evidenciar um conjunto de pontos de vista que abordam, como dissemos atrás, várias vertentes da vida política, económica, social e cultural do concelho e do país.

Mas, há em quase todos eles, e já são muitos, um denominador comum: o facto de estarem ao serviço da actual maioria camarária, ou não fosse uma constante verificarmos que o que ali se diz são autênticos elogios directos ao trabalho desenvolvido pelo executivo do PS na Câmara Municipal de Ourém.

Até parece que o actual executivo precisa de uma figura supostamente “independente” para promover a sua gestão, uma espécie de “relator principal” da Câmara, um promotor público da imagem do presidente, fiel guardador da honra do convento e astuto arauto das boas novas socialistas.

Para além disso, verificamos, não raro, que as reflexões do nosso estimado amigo António Gameiro acabam por desancar no trabalho feito pela anterior gestão municipal promovida pelo PSD, desferindo muitas vezes duros golpes sobre os seus adversários políticos, através de um discurso que, achamos, está muito próximo daquilo a que se chama comummente bota-abaixo ou crítica fácil.

Temos para nós que a crítica pela crítica não gera soluções para os problemas com que estamos confrontados, não abonam a favor do próprio nem são uma mais-valia para o concelho.

E não está em causa a veracidade (pois que ela existe) de alguns ataques que são proferidos, mas antes a oportunidade e a maneira como são feitos.

Se, para afirmarmos as nossas ideias, precisamos de andar constantemente a rebuscar no passado os podres social-democratas em termos da gestão da autarquia oureense, ficará sempre a ideia, para quem está de fora, que os seus autores têm tudo menos ideias para o nosso concelho.

O que está feito, está feito, e os oureenses não precisam que lhes relembrem semanalmente que tiveram uma Câmara que cerceou o desenvolvimento da sua terra por longas e angustiantes décadas.

Diferente seria se os agora ilustres colunistas, Carina João e António Gameiro, enveredassem por outro caminho.

 

Dizemos isto, porque, a avaliar pelas “Actualidades” que Carina João nos trouxe no seu primeiro texto, ou seja, a proposta de Revisão Constitucional apresentada pelo PSD, os seus contornos e o seu alcance, estamos em crer que a sua coluna irá também desembocar numa “feira de vaidades”, numa promoção partidária das políticas do PSD, baseada em elogios precários e que só muito indirectamente resolvem os problemas concretos dos oureenses.

E qual é esse caminho?

Bem, esse caminho é aquele que é calcorreado pelas estradas do nosso concelho, pelos meandros dos nossos problemas, pela vida quotidiana de todos nós oureenses.

É um facto que Carina João e António Gameiro foram eleitos deputados pelo círculo de Santarém e são oureenses.

É nessa qualidade que, do nosso modesto ponto de vista, deviam outorgar as suas colunas, preocupando-se mais em explicar aos oureenses o que andam a fazer pelos corredores de São Bento em prol do concelho de Ourém, do que propriamente desfiarem um “rosário” que pertence a outros “campeonatos”.

Seria certamente mais importante e profícuo para todos nós que os nossos deputados nos dissessem semanalmente quais foram as iniciativas que levaram a cabo na Assembleia da República tendo em vista o progresso do concelho de Ourém.

Dir-nos-ão que basta clicarmos no site da Assembleia da República ou termos um perfil no Facebook para nos inteirarmos das vossas iniciativas parlamentares. É verdade. Mas, não é menos verdade que nem todos têm o privilégio de dominar as novas tecnologias, e a curta distância a que está um clique para alguns, transforma-se num oceano intransponível e incompreensível para muitos outros, precisamente aqueles para quem o jornal ou as conversas de café são os únicos meios de que dispõem para obter as respostas para os problemas que os preocupam e com que são confrontados todos os dias.

É por tudo isto, mas certamente por muito mais, que valia a pena vermos as vossas colunas no “Notícias de Ourém” a servir construtivamente o nosso querido concelho de Ourém, ao invés de serem meras caixas de ressonância partidária e servir unicamente para promover os vossos partidos, as vossas próprias paixões e vaidades pessoais.


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