Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 22.05.11 às 20:24link do post | adicionar aos favoritos

 

Segundo os analistas políticos, quer Sócrates, quer Passos Coelho, se acaso perderem as eleições, serão imediatamente substituídos pelos seus aparelhos partidários nas respectivas lideranças.

Então, se são assim tão bons, por que raio terão de ser substituídos? Por não conseguirem obter o poder e não poderem sustentar as suas clientelas?

De facto, o Estado é uma grande manjedoura, ou uma grande vaca, cujas tetas não têm descanso e não param de ser ordenhadas... E de tão ordenhadas que foram, agora estão todas chupadas.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 14.05.11 às 23:06link do post | adicionar aos favoritos

 

 

A notícia de que ontem, 13 de Maio, teria alegadamente ocorrido um novo milagre em Fátima motivou logo um rosário de júbilo, mas também de crítica.

Enquanto uns logo se apressaram a olhar para o céu e a puxar do telemóvel para avisar os seus entes queridos de que estavam perante uma força divina – qual milagre em tempo de vacas magras –, outros, porém, socorrendo-se da sua sapiência sarcástica avançaram que o fenómeno mais não foi do que a passagem do avião do FMI.

Finalmente, outros ainda, talvez mais avisados, explicaram o sucedido através da descodificação “simples” da ciência.

O que faltava era uma quarta explicação – quiçá o quarto segredo – e essa poderá estar escondida no milagre que a foto documenta.

Caberá, assim, a cada um escolher a solução que melhor se adequa à sua crença, mas uma coisa é para já certa: para que o nosso povo possa assistir a “verdadeiros” milagres, já só lhe resta procurá-los no céu…


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.05.11 às 15:30link do post | adicionar aos favoritos
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 24.04.11 às 22:14link do post | adicionar aos favoritos

 

Numa altura em que o país bateu no fundo não só em termos económicos e financeiros ou sociais, mas também e sobretudo éticos – que valores defendemos? –, é importante manter a chama do 25 de Abril bem acesa, para que todos aqueles que agora começam a despontar para a vida, os mais pequenos ou mais jovens, tenham não só uma consciência clara do que ele representou para os portugueses, mas também para não caírem no erro que nós, os mais velhos, cometemos ao acreditarmos que haveria por aí um punhado de gente capaz de prosseguir o trabalho dos “capitães de Abril” e catapultar Portugal para a linha da frente.

Esse erro, foi também acreditarmos ingenuamente que o nosso futuro poderia sorrir-nos com esta cáfila política que tem vindo a ditar as regras nos últimos trinta anos e a roubar o próprio Estado e os portugueses.

Chegámos a este estado vegetativo e insalubre porque também nos demitimos de ser cidadãos, porque permitimos este experimentalismo de competências duvidosas e brejeiro, achámos normal que qualquer aprendiz de trolha (sem demérito para os trolhas) se sentasse na cadeira do poder e brincasse à política como se estivesse no recreio de um qualquer jardim de infância.

Portugal merece mais e melhor. Nós merecemos mais e melhor.

Por agora, deixemo-nos inebriar pelo cheiro da história de um simples e frágil cravo vermelho.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.03.11 às 16:11link do post | adicionar aos favoritos

 

Resta-nos o consolo de que certamente a História, se for justa o suficiente, registará para as gerações vindouras o quão miseráveis foram os fazedores de política neste dealbar do século XXI… ao ponto de se terem revelado políticos fúteis e medíocres, de não se terem entendido uns com os outros e de terem deixado cair o país numa profunda e repugnante merda.

 

O chumbo, na quarta-feira, do Programa de Estabilidade e Crescimento nº 4 (PEC 4) no parlamento desencadeou a inevitável crise política que todos já antevíamos há alguns meses.

Perante a recusa dos partidos da Oposição em votar favoravelmente este novo pacote extraordinário de medidas adicionais de combate ao défice, o primeiro-ministro não teve outra alternativa senão apresentar a sua demissão.

A despeito de termos sido sempre muito críticos em relação à figura de José Sócrates e a determinadas opções políticas que o governo socialista impôs aos portugueses, há um ponto em relação ao qual convergimos com o primeiro-ministro: o maior partido da Oposição não apresentou aos portugueses uma única medida alternativa àquela PEC, restando apenas um silêncio ensurdecedor, seguindo pelo presidente da república, e uma desresponsabilização perante as dificuldades do país.

O PSD deixou-se enredar pela já gasta ideia das tricas político-partidárias, da mera luta pelo poder em detrimento dos superiores interesses nacionais, uma espécie de partido faminto que, ao mínimo sinal de rebate, se apressa a juntar as suas tropas para, num golpe de pura sorte, assaltar a manjedoura e instalar-se à sombra de uma bananeira chamada Portugal.

Àquele silêncio ensurdecedor seguiu-se o soante latir desta matilha faminta e esquizofrénica: afinal, se calhar, o IVA vai ter que subir para 24 ou 25%!

Vemos agora finalmente o que o PSD queria com aquele silêncio: esconder aos portugueses aquilo que tem inevitavelmente de ser feito, seja pelo PS, seja pelo PSD – ou seja, fazer aplicar um conjunto de medidas austeras que ainda consigam salvar a honra do convento, apesar de já irmos muito tarde, tarde demais.

A partir de 2009, começámos a questionar-nos sobre a oportunidade das opções políticas do governo de Sócrates – recordamo-nos, por exemplo, daquela medida populista e eleitoralista, precisamente em ano de eleições, de aumentar os funcionários públicos bem acima da inflação, num momento em que a crise internacional já dava os primeiros passos e o futuro se começava a perfilar incerto.

Para além disso, ao longo destes últimos (sobretudo) dois anos tantas foram as trapalhadas cometidas por este governo que nos obrigaram a reformular a nossa opinião sobre ele: autismo, arrogância, persistência na execução de obras públicas fundamentais para o país, é certo, mas completamente descontextualizadas do tempo e das dificuldades que vivemos, os sucessivos escândalos que abalaram não só a figura do primeiro-ministro como também figuras cinzentas do seu núcleo íntimo de amigos ou staff mais próximo, a insistência em combater o défice pelo lado da receita em vez de cortar na despesa, o fanatismo de ignorar o apelo nacional a uma convergência de esforços e a um consenso, alargado e transversal, que permitisse uma ampla base de apoio na Assembleia da República e um fortalecimento da acção política do governo, o modo como encarou a maioria relativa que obteve nas legislativas de 2009 e a relação que estabeleceu com o parlamento, como se essa maioria relativa se houvesse transformado de um momento para o outro em absoluta, ou, já nos últimos dias, a descompostura democrática e a falta de respeito (deliberada?) que revelou pelo protocolo aquando da tomada de posse do presidente da república… todos estes exemplos (e muitos outros se podiam aliar ao rol) ajudaram-nos, com efeito, a sedimentar uma péssima imagem deste primeiro-ministro, figura com a qual, estamos certos, o país não poderá (nem deverá) voltar a contar.

Afinal, para que serve ter um país evoluído tecnologicamente, quadros jeitosos e interactivos nas escolas, as criancinhas a falar inglês quase logo à nascença, se esse mesmo país está teso que nem um carapau, se os pobres estão cada vez mais pobres, se são sempre os mesmos que passam pelos sacrifícios, se o Estado esbanja por um lado para vir a seguir roubar por outro, se esse mesmo país está falido e não oferece perspectivas de futuro a ninguém?

Mas, onde estão as alternativas? Este PSD de Passos Coelho? Não brinquemos com coisas sérias…

O país não está em condições financeiras nem psicológicas para suportar mais este triste e lamentável embate.

A trupe que rodeia o actual líder do PSD é mais do mesmo, é farinha do mesmo saco, que, e nisso não podemos deixar de concordar com Sócrates e com os dirigentes socialistas, apenas pretende chegar ao poder a qualquer custo, ainda que o preço se revele demasiado pesado para Portugal.

A luz ao fundo do túnel que os social-democratas já dizem ver, não é mais do que a chama de uma lamparina que ao mínimo sopro do vento se apaga – por tal frágil que é.

De resto, os dirigentes do PSD, horas depois do pedido de demissão apresentado pelo primeiro-ministro, começaram logo a limpar as armas e apresentaram ao país o seu PEC: aumentar impostos!

O PEC apresentado pelo PS não prestava, impunha demasiados sacrifícios aos portugueses; o do PSD é que é bom!

Então, qual é a diferença entre o PEC do PS e o do PSD? A diferença é que o PEC do PS foi apresentado por um governo que estava no pleno e legítimo exercício das suas funções governativas, e o PEC do PSD já começou às pinguinhas a ser apresentado por um partido irresponsável que quer a todo o custo chegar ao poder – ainda que para isso tenha aberto no país a maior crise política dos últimos trinta anos. É que, de gente cínica e mentirosa andamos todos fartos.             

Resta-nos o consolo de que certamente a História, se for justa o suficiente, registará para as gerações vindouras o quão miseráveis foram os fazedores de política neste dealbar do século XXI… ao ponto de se terem revelado políticos fúteis e medíocres, de não se terem entendido uns com os outros e de terem deixado cair o país numa profunda e repugnante merda.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.03.11 às 22:17link do post | adicionar aos favoritos

 

Já se esperava que, com o chumbo do PEC 4 no parlamento, o primeiro-ministro José Sócrates apresentasse a sua demissão. Isso mesmo foi referido pelo próprio nas diversas entrevistas e conferências de imprensa que foi dando nos últimos tempos.

Agora, com uma crise política em cima de uma crise económico-financeira, espera-se que todos os partidos com assento parlamentar não fujam com o rabo da seringa e não deixem de assumir as suas responsabilidades.

É que, nesta altura em que a economia do país, das empresas e das famílias se encontra tremendamente esfarrapada, não há coisa pior do que, mais uma vez, assistirmos à culpa morrer solteira.

A verdade, a triste e nua verdade, é que a culpa não é só do PS ou do PSD, ou só dos partidos da Oposição: a culpa é de todos e de cada um deles.

Qualquer que seja o partido que saia vencedor das próximas eleições terá forçosamente que demonstrar e provar aos portugueses que não só mudarão as moscas, como também a porcaria não será a mesma.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 06.03.11 às 14:33link do post | adicionar aos favoritos

Eis a nossa representação no Festival Eurovisão da Canção! O Povo escolheu pá, mas nós continuamos fadados a viver nesta selva miserável de parcos recursos e enfadonhas caricaturas...


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 29.01.11 às 19:40link do post | adicionar aos favoritos

No texto que antecede imediatamente este, intitulado “As eleições presidenciais”, escrevemos a dada altura que “…numa qualquer reunião da Comissão Política concelhia os socialistas tenham “dado” liberdade de voto aos seus camaradas!”.

No entanto, tratando-se de um lapso, o que naquele texto queríamos efectivamente dizer era que “…numa qualquer reunião da Comissão Política concelhia os socialistas tenham imposto disciplina de voto aos seus camaradas!”, 

Vinha isto a propósito da falta de apoio flagrante do Partido Socialista de Ourém ao candidato apoiado oficialmente pelo PS, facto que ficou demonstrado pelos resultados eleitorais no concelho de Ourém, onde Fernando Nobre se destacou claramente face ao poeta, arrecadando um segundo lugar nas preferências dos oureenses.

O PS/Ourém esteve, pois, com Nobre, ao invés de se juntar aos bloquistas e socialistas no apoio a Manuel Alegre. Vergonha?

Como se viu, a campanha eleitoral “alegrista” foi nula na nossa terra, o candidato passou ao lado do nosso concelho no percurso que fez pelo país, os placares espalhados pela cidade ficaram em branco, os colunistas de serviço do partido fecharam-se em copas e não disseram uma única palavra, nem as arruadas tradicionais das campanhas eleitorais fizeram as honras do concelho.

Feitas as contas deste triste rosário, os socialistas oureenses envergonharam-se do poeta, borrifaram-se para a sua campanha e votaram, maciça e encapuçadamente, em Fernando Nobre.

Em linguagem simples, a timidez e a falta de coragem levou os socialistas cá do burgo a protestarem contra a ousadia do poeta, expiando os seus pecados num silêncio que apenas e só demonstra a frivolidade que as corrompe enquanto pessoas.

A todos estes ratos de porão, apenas mais uma palavra: cínicos.   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 20.01.11 às 23:02link do post | adicionar aos favoritos

Aproximam-se a passos largos as eleições presidenciais, que irão permitir aos portugueses eleger o próximo Presidente da República.

Nunca na história da democracia, um presidente deixou de ser reeleito para o cargo: assim aconteceu com Ramalho Eanes, Mário Soares e Jorge Sampaio.

Não se vislumbra, portanto, por que razão seria diferente agora. Não só as sondagens o antevêem (e, estas, valem o que valem), como também a permanência e o exercício do cargo é meio caminho andado ou uma partida com vantagem para a ultrapassagem da meta final, de uma corrida que, dado o contexto económico, financeiro e social que se vive no país, deixa qualquer esforçado atleta sem o mínimo fôlego.

E é esse fôlego que parece ter rasado o mundano nesta campanha eleitoral, cujos protagonistas, afoitos na contagem decrescente para as eleições, procuraram escamotear a realidade do país, ao mesmo tempo que se esforçaram por alargar as suas bases eleitorais e arregimentar o maior número possível de militantes, simpatizantes e afins para as suas fileiras eleitorais.

Há que ganhar, ainda que o discurso tivesse ficado aquém do expectável ou deixado muito a desejar.

Não fosse o caso BPN e as alegadas acções de Cavaco Silva na SLN, ou a campanha divertida e sarcástica do candidato da Madeira (aquele que chama “tiranete” a Alberto João Jardim), e esta campanha podia caracterizar-se por um pãozinho sem sal, algo anémica, sem chama, um pouco até virulenta, vazia de ideias para o país – enfim, mais uma campanha entre outras, apenas para cumprir calendário.

Uma das poucas preciosidades que estas eleições nos oferecem é o enjoo que alguns socialistas sentem ao terem de engolir o candidato Manuel Alegre.

Aliás, o líder da bancada parlamentar do PS, Francisco Assis, esforçou-se para ficar bem na fotografia, ainda que esse esforço herculeano se tenha traduzido muitas vezes num amargo de boca e num semblante pálido e tristonho.

Sobretudo, quando as câmaras da TV retratavam o “casamento” pouco ortodoxo entre socialistas e bloquistas, para desespero de ambos, que não se pouparam a fazer valer uma felicidade conjugal que não existe, um romance fugaz cuja realidade é apenas e tão-só aquela a que assistimos no parlamento, dia sim, dia não, com a troca de “mimices” entre os dois partidos, que é como quem diz, pancadaria verbal recíproca a lembrar aquelas práticas selváticas que às vezes a comunicação social nos mostra como “boas práticas” parlamentares.

Quem já não viu na televisão aqueles parlamentos onde reina pontualmente a desordem ou o caos total, com os deputados a arremessarem cadeiras uns aos outros, a darem porrada nos seus colegas ou a vociferar impropérios escandalosos uns contra os outros?

Certo é que, felizmente, tirando uns pares de cornos e outros episódios de menor expressão, o nosso parlamento ainda consegue ser um local onde reina um mínimo de dignidade e altivez, muito embora os considerandos verbais de alguns deputados e ministeriáveis, que não foram talhados para o exercício dos cargos que desempenham, rocem algumas vezes o ridículo e a estupidez.

Mas, voltando às eleições, as presidenciais do próximo domingo revelam-nos outra preciosidade no que a Ourém diz respeito.

Na verdade, não é líquido que os socialistas oureenses manifestem o seu apoio incondicional a Manuel Alegre.

Se, por um lado, há quem o apelide (ou tenha apelidado no passado) de “múmia”, por outro, existem figuras proeminentes do partido que escreveram publicamente que, face à indecisão, provavelmente iriam votar em Fernando Nobre.

Só assim se compreende que a campanha protagonizada pelos socialistas em torno do seu candidato oficial tenha sido em Ourém praticamente nula, inexistente ou uma miragem.

A não ser que, por ter ganho as últimas eleições autárquicas, o PS tenha achado que não valia a pena trazer o poeta ao concelho, seja porque esperou contar com o ovo no cu da galinha, seja porque tivesse tido vergonha de declarar, aberta e frontalmente, o seu apoio ao candidato Manuel Alegre, seja ainda porque numa qualquer reunião da Comissão Política concelhia os socialistas tenham “dado” liberdade de voto aos seus camaradas!

Pela nossa parte, não temos qualquer dúvida sobre em quem votar no próximo dia 23 de Janeiro, tanto mais que não nos guiamos por qualquer cartilha partidária, nem toleramos seguidismos cegos, subserviências ou, muito menos, somos devedores de benesses ou favorecimentos e andamos à procura de uma ilha dourada que nos reconforte na reforma.

A cruz, essa, será posta no boletim de voto com a consciência de estarmos a contribuir para a valorização das pessoas, do país e da democracia.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.01.11 às 20:36link do post | adicionar aos favoritos

 

Uma das dúvidas que está a inflamar a Pré-Campanha para as Presidenciais é a de saber a quem comprou e a quem vendeu Cavaco Silva as acções que alegadamente detinha na SLN (Sociedade Lusa de Negócios), detentora do celebérrimo Banco Português de Negociatas, perdão, de Negócios, instituição de crédito por onde desfilaram “ilustres” figurantes de uma peça que já tem tanto de podre como de mal cheirosa.

A confirmarem-se as suspeitas de favorecimentos inter-pares, de negociatas de gente que necessita do oxigénio da órbita do poder como de pão para a boca para sobreviver, psicológica e financeiramente, para todas estas resmas de gente bandalha que confisca ao erário público, a todos nós, mais de 5 biliões de euros, que mentem com quantos dentes têm na boca e que desfilam numa passadeira vermelha aos olhos de uma Justiça passiva e cadavérica, a confirmar-se tudo isto só nos resta perguntar: mas que raio, afinal a quem comprou e a quem vendeu Cavaco as alegadas acções?

Sinceramente, não fazemos a mais pálida ideia…

   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 14.12.10 às 23:19link do post | adicionar aos favoritos

 

A Wikileaks, agora extremamente na moda, vem pôr a nu um telegrama diplomático assaz confidencial sobre o caso celebérrimo do desaparecimento de Madeleine McCann no Algarve em Maio de 2007, o qual, agora divulgado pelo jornal espanhol “El País” e pelo jornal inglês “The Guardian”, relata uma conversa havida em Portugal em Setembro de 2007 entre o embaixador do Reino de Sua Majestade, Allexander Wykeham Ellis, e o seu homólogo norte-americano, Alfredo Hoffman.

 

De acordo com o documento, a polícia inglesa teria alegadamente encontrado provas que incriminavam os pais de Maddie, Kate e Gerry McCann, as quais nunca vieram a público, apesar dos intensos esforços levados a cabo pelas polícias portuguesa e inglesa, naquele que se tornou um dos casos mais mediáticos da justiça portuguesa, que passou além fronteiras e que ainda hoje permanece envolto num grande mistério.

Será que os McCann têm mesmo culpa no cartório? Será que é agora que vai estalar o verniz e que eles irão perder o seu sinistro sorriso?   


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 09.12.10 às 21:33link do post | adicionar aos favoritos

 

Os portugueses acreditam cada vez mais que a corrupção no país é um fenómeno que veio para ficar e que está a aumentar, e elegem os partidos políticos e o próprio parlamento como os principais receptáculos desta chaga execrável da sociedade.

Se descontarmos o facto de que em tempos de crise este sentimento de desconfiança tende a acentuar-se, a verdade, porém, é que casos como a “Operação Furacão”, a “Compra dos Submarinos”, “Isaltino Morais”, o “Apito Dourado”, os casos das “Universidades Independente e Moderna”, o “Freeport” ou o “Face Oculta”, só para citar alguns exemplos, adensam essa desconfiança e contribuem para o descrédito dos seus alegados e vistosos protagonistas.

Costuma dizer-se que onde há fumo há fogo, logo é legítimo questionarmos se não haverá no meio destas trapalhadas todas uma, ainda que ténue, cortina de verdade.

Como a justiça não funciona e muitas vezes só atrapalha, para além de nada ser levado até às últimas consequências, só nos resta continuarmos a assistir a este desfile de impunes artimanhas num país faz-de-conta chamado Portugal.  


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 04.12.10 às 18:00link do post | adicionar aos favoritos

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 03.12.10 às 19:46link do post | adicionar aos favoritos


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.11.10 às 23:49link do post | adicionar aos favoritos

 

 

Só uma hecatombe eleitoral poderá não dar a vitória de Cavaco Silva nas próximas eleições presidenciais.

Quer Eanes, quer Soares, quer Sampaio foram eleitos para um segundo mandato, por isso nada faz antever que com Cavaco as coisas sejam diferentes.

Todas as sondagens dão, aliás, a vitória mais que certa ao actual presidente, conseguindo mesmo a maioria absoluta logo na primeira volta.

Manuel Alegre, por seu lado, arrisca-se até a obter um resultado menos expressivo do que aquele que granjeou nas últimas eleições (2006), muito por força do facto de ter tido à cabeça o apoio do Bloco de Esquerda e, só mais tarde, do próprio Partido Socialista, que o teve de “engolir” amargamente para desgosto de algumas alas socialistas.

Esse é, precisamente, um dos dilemas de Alegre: ao não querer desiludir bloquistas e socialistas, só lhe resta o silêncio, um sacrifício que não lhe está no sangue e que o leva a contradizer uma das suas expressões mais emblemáticas: “a mim, ninguém me cala”.

Este amargo de boca que José Sócrates impôs ao seu partido podia muito bem parecer-se com aquela famosa tomada de posição do Partido Comunista na segunda volta das eleições presidenciais de 1986, quando aconselhou os seus camaradas a engolir um sapo e a votar em Mário Soares, tampando para o efeito a sua foto no boletim de voto, para evitar que o candidato da direita, Freitas do Amaral, fosse eleito para Belém.

 

A fórmula deu os seus frutos, e Soares lá ganhou as eleições.

Ora, também agora o primeiro-ministro podia aconselhar os seus correligionários a proceder do mesmo modo, tapando a foto e votando maciçamente em Manuel Alegre. Mais sapo, menos sapo.

No entanto, os tempos são outros. Por maior que seja o sapo a engolir, ele nunca será tão grande quanto o resultado de Cavaco Silva nas próximas eleições.

Quer queiram ou não, os portugueses, nos próximos cinco anos, irão continuar a ter no Palácio de Belém alguém que fala pouco, que nunca se engana e raramente tem dúvidas, uma pessoa que gosta de fazer férias cá dentro e que é um fiel e fervoroso consumidor de Bolo-Rei… haja é dinheiro para o comprar!


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