Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.09.10 às 23:14link do post | adicionar aos favoritos

 

Ao fazer um périplo pelos Blogs do concelho de Ourém, despertou-nos a curiosidade um texto colocado no passado dia 6 de Setembro no Blog “Sobre Ourém”, da autoria de Sérgio Faria, intitulado “o espectro e o aspecto”.

Nesse texto, Sérgio Faria relata-nos um episódio que decorreu em plena sessão da Assembleia Municipal, cujo protagonista foi o próprio Presidente da Câmara Municipal de Ourém, em relação ao qual teceu duras críticas pela alegada postura arrogante e despropositada que assumiu na sequência de uma intervenção feita pelo líder do grupo municipal do PSD, chegando mesmo a comparar Paulo Fonseca ao ex-presidente da Câmara, David Catarino, no que aos “modos, esquemas e enredos” diz respeito.

Para além disso, “Paulo Fonseca revelou a arrogância, a crispação e o destempero que caracterizaram alguns dos episódios mais lamentáveis protagonizados por David Catarino em sessões daquele órgão”, afirma ainda o autor.

Sérgio Faria conclui dizendo que “anos e anos a estagiar na oposição municipal e o que o pessoal do PS revela ter apurado melhor durante o tirocínio é a capacidade de repetir os disparates, os erros, as manias e os vícios da era de David catarino”.

 

Ora aí está uma crítica forte e incisiva, que em nada abona a favor da imagem pública do actual presidente da Câmara Municipal de Ourém.

Não temos razões para duvidar da veracidade do que nos é relatado naquele texto, mas, diga-se de passagem, não deixámos de ficar extremamente surpreendidos e preocupados.

Não nos era expectável que Paulo Fonseca, a menos de um ano da sua eleição, já tivesse adquirido os tiques de autoritarismo e arrogância que tanto criticou nos seus adversários políticos, e que foi motivo de chacota por parte do Partido Socialista e dos seus dirigentes ao longo de anos a fio, tantos quantos os anos da própria democracia.

Todos sabemos que o exercício do poder por largos períodos de tempo acaba por criar vícios, vaidades e excessos pessoais que transformam as pessoas em abutres selvagens, que acabam por ficar condicionadas e reféns do próprio poder que exercem.

E não é menos verdade que o poder absoluto corrompe absolutamente.

Ora, é isto precisamente aquilo que, nós oureenses, tivemos ao longo das últimas três décadas.

Três décadas em que assistimos ao exercício do poder absoluto, arrogante, antiquado, decrépito e malicioso, que transformou Ourém num concelho parco em desenvolvimento e sem perspectivas de crescimento a todos os níveis.

Um concelho parado no tempo, de vistas curtas e a ver passar os navios, enquanto os concelhos vizinhos cresciam e se expandiam, se modernizavam e evoluíam.

Foi para virar a página e cortar radicalmente com os vícios do passado que Paulo Fonseca foi eleito presidente da Câmara Municipal de Ourém.

Foi para trazer uma lufada de ar fresco às pessoas e às instituições, foi para quebrar o marasmo em que estávamos mergulhados há longos anos, acomodados que fomos aos “Velhos do Restelo” que nos foram governando década após década, fase na qual, a par de um concelho pobre e de fracos rendimentos, não se conhece, todavia, nenhum político que tenha passado pelas altas esferas da nossa Câmara que não tenha criado um bom pé-de-meia para a velhice.

Entre tachos e panelões, favores e benesses, subornos e sacos azuis, houve de tudo um pouco, só não vê quem não quer ver.

Paulo Fonseca tem de ser a antítese desta trapalhada e salganhada toda. Não se pode deixar cair em tentações oblíquas e que avivam a pior memória do passado.

Se Paulo Fonseca transigir na defesa dos melhores valores que devem nortear o seu mandato, se em vez de tolerar se voltar para a intolerância e para a arrogância, se transformar o exercício do seu poder numa arma de arremesso a favor de clientelas e amizades frívolas, se esquecer rapidamente o compromisso que tem com os eleitores e não honrar o seu programa de campanha, então, nessa altura, é bom que saia de cena e leve consigo o seu séquito de fiéis seguidores – os compadres e as comadres que só se sentem realizados profissionalmente quando usurpam o poder.

Mas, o povo é sereno e está atento. E não é estúpido. Porém, ao mínimo rombo na dignidade e na decência, à mínima falha de transparência, o povo puxa-lhes o tapete e lá vêm todos por aí abaixo.

E que grande trambolhão será.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 26.08.10 às 16:18link do post | adicionar aos favoritos

 

Parte I

No passado domingo, 22 de Agosto, pelas 17 horas, teve lugar em Ourém uma imponente corrida de toiros.

Com o apoio da Câmara Municipal de Ourém, o evento contou com a participação de Rui Salvador, José Manuel Duarte e João Pedro Cerejo.

Na Praça de Toiros de Ourém estiveram 6 bonitos toiros da ganadaria de Nuno Casquinha e a presença de 2 grupos de forcados amadores da Azambuja e Caldas da Rainha.

Largas centenas de pessoas aderiram a mais esta iniciativa, largamente publicitada pela cidade e pela região, trazendo público de diversas paragens até à nossa querida cidade.

Houve até quem, no dia e à hora marcada para a realização do espectáculo tauromáquico, ao chegar a Ourém, perguntasse a quem apanhava mais à mão: onde é que fica a Praça de Toiros de Ourém?!

 

Parte II

Bom, o segundo capítulo deste linda história teve um final em tudo idêntico ao que sucedeu lá para os lados de Vila Real com um espectáculo musical de Verão que prometia a presença de nomes célebres da música nacional e que, depois, veio a revelar-se um autêntico “flop”.

Da tourada, nem sinais, e, ao que alegadamente consta, parece que a razão para o cancelamento desta festa surreal foi o facto de a organização se ter esquecido de arranjar primeiro um local apropriado para a dita tourada.

Ora, vai daí, quando os senhores que montam o recinto adequado a este tipo de eventos chegaram a Ourém, ups… não havia sítio!

Dizem ainda as más-línguas que outro dos motivos foi o facto de 2 toiros se terem constipado na véspera, não podendo estar presentes.

Os restantes 4, como se pode ver na foto abaixo, e como, aliás, pudemos constatar com os nossos próprios olhos, andavam a pastar alegremente nas imediações do Centro de Negócios e do Parque Linear, certamente à espera que fosse deitado o primeiro foguete para dar início à festa.

É caso para dizer: parabéns, foi uma linda tourada!

 

 


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 17.08.10 às 01:45link do post | adicionar aos favoritos

 

Na sua edição de 11 de Junho de 1967, o “Notícias de Ourém” noticiava e publicava na sua primeira página, sob o título “Cândido Afonso Machado Costa”, o texto que passamos a reproduzir na íntegra:

 

“A morte, na sua implacável e tenebrosa tarefa, acaba de levar-nos um dos homens que mais têm amado esta nossa terra. Não era ouriense pelo nascimento mas sim transmontano de boa raiz, e até nós veio, homem feito, depois de galhardamente ter ocupado o seu posto de oficial miliciano na terra fria da Flandres, quando da primeira Grande Guerra.

Até nós veio então e aqui se radicou, desde novo portanto, primeiro como funcionário das Finanças e depois da Justiça em que permaneceu até se aposentar, com dois curtos interregnos de serviço fora da nossa Comarca, um em Soure e outro, no final da carreira, em Lisboa.

A sua vida, portanto, decorreu praticamente toda em Ourém, onde constituiu um lar perfeito – e de tal modo que, na falta de filhos, o repartiu, generoso e feliz, por aqueles que o não possuíam.

Convictamente afirmamos que não sabemos de homem algum que melhor se identificasse com a bondade, a tolerância, a paciência, e que maior dignidade e correcção pusesse em todos os seus actos. Por isso, ser companheiro do Cândido Machado era título honorífico que todos disputavam e que ele magnífica e prodigamente repartia.

Ourém deve-lhe bastante, pois nunca a sua bolsa, a sua presença e o bom senso se recusavam a colaborar em iniciativas locais tendentes ao seu progresso. A fundação da Banda de Vila Nova de Ourém, a instalação do Cinema sonoro e outros melhoramentos onerosos tiveram o seu contributo largo. De todas as instituições da Vila fez parte como dirigente, e onde geralmente era chamado em situações difíceis, que requeriam por isso a sua ponderação e bom conselho. Pertenceu à mesa administrativa do Hospital que fundou o Asilo e que promoveu a construção do actual edifício da Casa da Criança.

Por fim e apenas no propósito de bem servir Ourém, desempenhou, com inalterável dignidade e modéstia, as elevadas funções de vice-presidente do Município Ouriense, cargo que deixou ainda há pouco tempo por motivos da sua já então abalada saúde.

O funeral constituiu uma sentida manifestação de pesar, tendo sido rezada missa de corpo presente na Igreja Matriz desta Vila. Nele se incorporou a Câmara Municipal, cujo Presidente também representava o Sr. Governador Civil de Santarém.

O féretro foi transportado numa viatura dos Bombeiros Voluntários de cujos corpos directivos o extinto tem feito parte.

Nos Paços do Concelho esteve hasteada a meia adriça, durante três dias, a Bandeira do Município.

O sr. Cândido Afonso Machado e Costa deixa viúva a srª D. Maria Isabel de Barros e Sá Pereira Machado. Nasceu em Cerva, concelho de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, em 7 de Agosto de 1890, e era filho da srª D. Ana Teresa Bernardes Machado e Costa e do sr. Alfredo Afonso Machado que chefiou a Repartição de Finanças deste concelho, e irmão da srª D. Luísa Machado e Costa, casada com o sr. Jerónimo Machado, ausente nos Estados Unidos da América e tio da srª D. Maria José Machado e Costa Pereira, casada com o sr. Sérgio Augusto Alves Pereira, ausente em Luanda.

À família enlutada e especialmente à Exma. srª D. Maria Isabel, que durante a longa doença de seu saudoso marido e até aos últimos momentos foi enfermeira extremosíssima, apresenta o «Notícias de Ourém» as suas muito sentidas condolências”.

 

Pensamos que o texto dispensa comentários.

Apenas três se nos oferecem dizer agora:

1º O que fez Melvin Jones por Ourém para merecer o seu nome numa rua?

2º A Câmara de Ourém o que está à espera para homenagear condignamente Cândido Afonso Machado e Costa?

3º A Câmara de Ourém é burra, estúpida, ingrata e sem memória, ou as quatro coisas juntas?


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 17.08.10 às 00:29link do post | adicionar aos favoritos

 

Em conferência de imprensa promovida pelo executivo camarário no passado dia 29 de Junho, com o objectivo de esclarecer cabal e definitivamente o custo das Festas da Cidade, o presidente da Câmara Municipal de Ourém, Paulo Fonseca, instigado pelos jornalistas a divulgar os nomes dos patrocinadores e as respectivas quantias que cada um deles suportou, esclareceu que “isso será público já que a Comissão encarregue de organizar as festas da cidade irá apresentar um relatório detalhado sobre as mesmas, ficando para já apenas os valores globais” (in Notícias de Ourém, edição de 2 de Julho, página 9).

Salvo erro ou omissão, estamos em crer que o propalado relatório ainda não foi tornado público, e já passaram cerca de dois meses sobre o fim das festas.

Com efeito, julgamos que é de extrema importância perceber como foi possível a Câmara levar a cabo um programa das Festas da Cidade tão arrojado como aquele a que assistimos, sobretudo numa altura em que a situação económico-financeira nacional não era (é) favorável e conhecido que era o enorme buraco financeiro da Câmara, herdado do executivo anterior.

Para além da “Sagres”, é bom que se conheçam os outros patrocinadores e que parte dos custos cada um suportou, para que todo o processo seja perceptível e transparente… e para que não subsistam quaisquer dúvidas quanto à idoneidade dos “benfeitores” e da bondade das suas acções altruístas e beneméritas.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 14.08.10 às 00:49link do post | adicionar aos favoritos

 

David Catarino foi eleito vereador pelo PSD nas eleições autárquicas de 1989 e 1993, tendo assumido pela primeira vez a presidência da Câmara Municipal de Ourém em 14-12-1997, em cujas eleições obteve 50,01% dos votos.

Seguiram-se as eleições de 16-12-2001 e 09-10-2005, nas quais volta a ganhar pelo PSD, obtendo um resultado de, respectivamente, 48,19 e 49,75%.

Diz-se que David Catarino, actual presidente da Região de Turismo Leiria/Fátima, não era um oureense convicto, e que pouco ou nada fez pela cidade de Ourém por achar que os oureenses não gostavam dele.

Não temos por provada esta suspeita, apenas podemos constatar que, na verdade, durante o seu “reinado”, a cidade foi simplesmente coarctada do desenvolvimento que merecia, tendo o pouco que foi feito descaracterizado irremediavelmente a imagem que tínhamos da nossa cidade.

Em contrapartida, foi um tempo em que por este concelho fora se gastaram, por exemplo, toneladas de alcatrão, investimentos enviesados e que, as mais das vezes, tiveram como única finalidade beneficiar carreiros de pinhal ou acessos às casas dos amigos e comparsas.

Outro exemplo bem notado pelos oureenses foi a colocação de sinalização semafórica no cruzamento do Bairro, a qual, independentemente da sua necessidade real ou do sentido de oportunidade com que foi feita, visou apenas beneficiar a localidade de onde Catarino é originário.

E tanto assim é que em Ourém continuam a existir zonas que mereciam há muito uns semáforos, e esse investimento nunca foi feito pelos anteriores executivos (pense-se no caso do cruzamento da Av. dos Bombeiros Voluntários com a “Rua da Banda”, entre outros).

E lembrarmos nós que o nosso concelho já foi apelidado à boca cheia de “Terra de Novos Horizontes”, como se isso tivesse tido alguma vez correspondência com a realidade.

Que Deus lhe perdoe tanta incompetência e mediocridade…


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 13.08.10 às 00:33link do post | adicionar aos favoritos

 

Agosto é o mês de férias por excelência.

Para além dos que cá estão todo o ano, é em Julho e, sobretudo, em Agosto que chegam os nossos emigrantes, filhos e filhas da terra que, regressando às origens, fazem questão de visitar as famílias e os amigos ano após ano.

Ourém tem um concelho com muita emigração, fruto de tempos que outrora foram difíceis (e hoje, em certo sentido, não estamos melhor), sem perspectivas de futuro e amordaçado nas suas mais básicas liberdades.

Estes condicionalismos levaram a que muitos dos nossos conterrâneos tivessem que partir em busca de dias melhores e de um futuro mais promissor.

E por lá foram ficando, e por lá ficaram a trabalhar, e por lá constituíram família…

Mas, todos os anos a saudade fala mais alto, e as suas terras de origem são o seu destino.

Actualmente, já são as segundas e terceiras gerações dos “pais” emigrantes que constituem o grosso da “coluna” e, essas, apesar de nascidas nos países de acolhimento (França, Alemanha, Luxemburgo, Suiça…) e, certamente, por influência dos seus progenitores, não querem perder os laços fraternos e a ligação com a terra natal dos seus familiares.

Nasce, assim, um novo intercâmbio cultural, de valores e ensinamentos diferentes, uma nova perspectiva de encarar a vida e o mundo, que torna a sua permanência nestas paragens mais enriquecedora e matizada de múltiplas cores e saberes.

Mas, mais cedo do que se deseja, logo vem a hora do regresso.

A alegria da chegada e do reencontro dá lugar às lágrimas da despedida e da saudade.

Na bagagem levam a esperança de voltar, coisas boas cá da terra e pedaços de lembranças que a curta ou longa viagem de regresso logo se apressa a transformar em filme.

Um filme que se repete todos os anos, e que vale sempre a pena assistir.

 

PS: Ainda esta semana a Câmara Municipal de Ourém (CMO) promoveu um encontro com os emigrantes do nosso concelho, abrindo-lhes as portas dos Paços do Concelho e promovendo uma sessão de esclarecimento sobre o PDM.

Queremos felicitar, por isso, a CMO por esta iniciativa.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.08.10 às 19:43link do post | adicionar aos favoritos

Irá decorrer, no próximo dia 2 de Outubro, a "Maratona Fotográfica de Ourém".

Convidam-se, assim, todos os amigos, interessados e aficcionados pela fotografia a participar neste importante evento para o nosso concelho.

Para mais informações, veja aqui.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 09.08.10 às 18:16link do post | adicionar aos favoritos

No post anterior, fizemos referência nominal às sete pessoas que, nas eleições autárquicas de Outubro passado, foram eleitas para a Câmara Municipal de Ourém.

Hoje, deixamos aqui os rostos dos eleitos que compõem o elenco camarário, uma maioria socialista que, ao fim de 33 anos, alcançou a vitória e gere agora os destinos do Concelho de Ourém.

 

Paulo Fonseca (PS) - Presidente

Nazareno do Carmo (PS) - Vereador

Lucília Vieira (PS) - Vereadora

José Alho (PS) - Vereador

Vítor Frazão (PPD/PSD) - Vereador

Luís Albuquerque (PPD/PSD) - Vereador

Agripina Vieira (PPD/PSD) - Vereadora

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.08.10 às 14:07link do post | adicionar aos favoritos

Câmara Municipal de Ourém

 

Presidente:

-Paulo Alexandre Homem de Oliveira Fonseca (PS)

 

Vereadores:

-Nazareno José Menitra do Carmo (PS)

-Maria Lucília Martins Vieira (PS)

-José Manuel Pereira Alho (PS)

-Vítor Manuel de Jesus Frazão (PPD/PSD)

-Luís Miguel Marques Grossinho Coutinho Albuquerque (PPD/PSD)

-Maria Agripina Ferreira Carriço Lopes Vieira (PPD/PSD)


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 05.08.10 às 11:24link do post | adicionar aos favoritos

 

Vale a pena fazer uma pequena reflexão a propósito das obras que estão neste momento a decorrer na cidade de Ourém (e pelo concelho), as quais, diga-se desde já, temos de louvar.

Não obstante, há que dizer frontalmente que temos de acabar, de uma vez por todas, com a promiscuidade que existe entre a política e os empresários da construção civil, com essa grande chaga maléfica que é muitas vezes tida como normal, como decorrente das próprias relações entre o poder económico e o poder político.

A verdade, porém, é que todos sabemos como as coisas funcionam, e o quanto é fácil as pessoas deixarem-se envolver pelas teias da corrupção quando não têm escrúpulos nem carácter.

As “luvas”, as benesses, os favores, as contrapartidas, os patrocínios que depois podem ter (e geralmente têm) um preço demasiado elevado, tudo isto mina a credibilidade da política e, consequentemente, a confiança nos políticos.

Ourém não pode nunca transformar-se numa “Nova Oeiras”, onde os corruptos ou as pessoas menos escrupulosas são elogiadas pelo povo e passam incólumes pelos crimes que praticam aos olhos de uma justiça cega, manca, coxa e inútil (como alguém já lhe chamou, e bem), só porque fizeram obra.

Infelizmente, assistimos muitas vezes, mais até do que seria suposto ou normal, a uma mentira, por que dita reiteradamente, transformar-se em verdade absoluta.

Ora, não podemos nunca admitir que também os crimes se transformem em actos lícitos, só porque são praticados muitas vezes

Esta tendência tem de mudar radicalmente, sob pena de pormos em causa o próprio estado de direito democrático.

É, por isso, que compete a cada um de nós estar atentos a estes actos e denunciá-los quando nos deparamos com eles.

Esse é o nosso dever e a nossa missão enquanto cidadãos, dos quais não nos podemos jamais alhear ou demitir.

Por nossa parte, não deixaremos, nem por um segundo, de estar vigilantes e atentos.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 02.08.10 às 18:05link do post | adicionar aos favoritos

 

Foi com satisfação e surpresa que, ao chegarmos de férias, constatámos que o “mar da palha” que nos serve de cenário nas traseiras da nossa casa estava diferente.

A Rua Comandante Joaquim da Silva está, assim, mais bonita!

Se, por um lado, temos de agradecer à Câmara Municipal de Ourém o desbaste da palha, por outro lado a promessa de uma zona com relva projectada e florida ainda continua a ser uma miragem.

Deus permita que a bendita relva não chegue só lá para Setembro-Outubro de 2013, que é quando seremos novamente chamados a eleger os nossos futuros autarcas.

Mas, nessa altura, será tarde demais.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 16.07.10 às 12:30link do post | adicionar aos favoritos

O Castelo de Ourém continua a ser o nosso ex libris e a nossa imagem de marca com mais de 800 anos de História.

As nossas raízes e a nossa história devem-nos orgulhar e motivar para seguir em frente e fazer novas conquistas.

Temos potencial para fazer da nossa cidade e do nosso concelho um espaço acolhedor e mais moderno.

Temos um vasto património histórico, arquitectónico, ambiental, cultural, gastronómico, que pode e tem de ser valorizado e aproveitado.

Temos de criar dinamismo, encontrando sempre o equilíbrio entre as pessoas e a natureza, entre o património e a cultura que é oferecida a todos os que nos visitam.

Vamos fazer de Ourém uma terra onde seja bom viver, dinâmica e com bons horizontes.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.07.10 às 15:15link do post | adicionar aos favoritos

Polémicas à parte, a verdade é que constatamos com agrado que o traçado do IC9 já mexe em algumas zonas de Ourém, mais concretamente na zona do Carregal, onde começam a ter lugar algumas perfurações no solo com vista à implantação dos futuros pilares de um viaduto que irá nascer naquela zona.

Trata-se de uma obra esperada há muito e que só peca por tardia, permitindo, no futuro, melhorar substancialmente as acessibilidades do nosso concelho, encurtando as distâncias entre as principais cidades da região, como Tomar, Leiria e todo o litoral.

Não obstante, é importante ficar a saber-se o que motivou as alterações ao traçado, nomeadamente na zona do Pinheiro (estradas 349 e 356), as quais, recorde-se, implicam o corte destas estradas, em vez de passagem em viaduto como estava inicialmente previsto.

Esperamos que não hajam aqui interesses obscuros, e que, a seu tempo, toda a população possa ficar convenientemente esclarecida. A bem da transparência.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 01.07.10 às 00:20link do post | adicionar aos favoritos

 

Ourém é uma cidade pertencente ao Distrito de Santarém, região Centro e subregião do Médio Tejo, com cerca de 11 900 habitantes.

É sede de um município com 416,50 km² de área e 46 196 habitantes (2001), subdividido em 18 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Pombal, a nordeste por Alvaiázere, a leste por Ferreira do Zêzere e Tomar, a sueste por Torres Novas, a sudoeste por Alcanena e a oeste pela Batalha e por Leiria.

O concelho de Ourém recebeu foral em 1180, atribuído pela infanta D. Teresa, filha de D. Afonso Henriques. Nesse documento se refere que a povoação se chamava em latim Auren. O seu núcleo histórico desenvolve-se em torno do Castelo de Ourém, que teve no tempo de D. Afonso, 4.º Conde de Ourém um período de grande desenvolvimento.

A história assume eminência num contexto nacional. Abdegas originalmente, a terra que acolhe o castelo passaria a designar-se Ourém em data incerta. Este topónimo aparece pela primeira vez documentado no séc. XII numa doação aos Templários do castelo de Ceras e seu termo, em cujos limites existia um local assinalado com o nome “Portum Ourens.” A tradição oral, essa insiste na ligação da mudança do topónimo à lenda da Moura Oureana, por sua vez associada à invasão árabe no séc. IX.

Ourém passa a integrar o domínio cristão quando tomada aos mouros em 1136 por D. Afonso Henriques; este Senhorio foi doado a sua filha, a rainha D. Teresa, que lhe atribui em 1180 o primeiro foral; nasce assim um dos primeiros concelhos do País (convencionou-se a data de 20 de Junho como data de atribuição do foral, data que se celebra localmente com o feriado Municipal). Sucede-lhe o foral de sentença de D. Manuel em 1515 e o foral concedido pelo regente D. Pedro em 1695. D. Pedro I eleva Ourém à categoria de Condado, atribuindo o título a João Afonso Tello de Menezes;  o 3º Conde seria Dom Nuno Álvares Pereira, o Condestável.

Mas a história atinge o seu auge com D. Afonso, 4º Conde de Ourém, um ilustre do séc. XV, neto de Nuno Álvares e de D. João I, sendo que instala a corte em Ourém, deixando importantes marcas da sua vida e obra na zona histórica. Ali repousa o Castelo de Ourém, com data de fundação imprecisa, mas certamente muito antiga porque em 1178 já se falava de um castelo com planta triangular. Este monumento nacional, exemplar no domínio territorial, seria a alma do burgo amuralhado e erguido no alto do morro de Ourém, por sua vez agraciado ainda com um Palácio, uma Igreja Colegiada e Cripta, Fonte Gótica, Pelourinho, ruas estreitas e paredes caiadas.

O terramoto de 1755 abateu-se fortemente sobre o velho burgo, arrasando-o quase por completo e as invasões francesas também não deixaram o concelho ileso. Mas o espírito dedicado e as mãos laboriosas do Oureense devolveram-lhe um semblante rejuvenescido. Em 1841 a sede de concelho era transferida para o sopé do morro, que em 1991 recebeu o título de cidade juntamente com a antiga Ourém, passando ambas a constituir o «coração do concelho». Também Fátima, em virtude do fenómeno Mariano seria elevada a cidade em 1997.

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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 27.06.10 às 21:54link do post | adicionar aos favoritos

 

Para implantar a nova Câmara Municipal de Ourém, o anterior executivo da edilidade oureense deitou abaixo o depósito de água (outra relíquia da cidade criminosamente destruída), o jardim infantil e a antiga cadeia. Curiosamente, e mesmo ao lado do moderno edifício da Câmara, permanece o "mono" retratado na foto acima. Por que razão também não foi demolido? Ou nesta terra os títulos académicos são mais importantes para os políticos do que o interesse colectivo? Gostavámos de ver como seria acaso o seu proprietário fosse o "Zé do Povo". Coincidência? Ou talvez não...

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