Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 15.11.10 às 18:22link do post | adicionar aos favoritos

 

1. Os cidadãos do concelho de Ourém têm agora mais uma ferramenta online à disposição, através da qual podem reportar às entidades competentes uma diversidade de ocorrências ao nível do espaço público, como seja o estado da iluminação, dos jardins, a existência de veículos abandonados ou o alerta para a recolha de electrodomésticos ou outros aparelhos usados.

Denominado “A Minha Rua”, os internautas podem aceder ao Portal do Cidadão e utilizar o formulário que aí é disponibilizado para reportarem a sua ocorrência.

Para isso, basta seleccionar o distrito, depois o município e, por fim, a freguesia correspondente.

Os utilizadores têm ainda a possibilidade de visualizar uma selecção das últimas ocorrências reportadas.

Depois, é só esperar que a autarquia lhe dê conhecimento sobre o andamento do processo e eventual resolução do problema.

Trata-se, de facto, de uma boa ferramenta, mas que precisa de uma especial atenção e de uma resposta em tempo útil das entidades competentes para se tornar verdadeiramente eficaz.

Pela nossa parte, podemos comprovar que o feedback é para já muito satisfatório: reportámos uma ocorrência no dia 11-11-2010, e logo no dia seguinte tínhamos dois emails a informar-nos do andamento do processo.

 

2. Um leitor deste Blog forneceu-nos amavelmente o documento que a foto retrata (Portugal 1895), através do qual ficamos a saber que, pelo último recenseamento, a população de Portugal Continental é de 4.708.478 habitantes (embora o número de habitantes não seja coincidente, estamos em crer que se trata do III Recenseamento Geral da População, de 1890 – reinado de D. Carlos I).

Curiosamente, e numa altura em que a necessidade de consolidar as contas públicas anda ao rubro, podemos observar que os encargos da dívida pública já representavam naquele período 4$785 réis por ano pagos por cada habitante, ou seja, mais do que pagavam os italianos, espanhóis, norte-americanos ou suecos.

O documento acrescenta que tal encargo respeita à espantosa dívida que a monarquia arranjou com as suas dissipações (desperdícios, esbanjamento), ao mesmo tempo que o cidadão da república suíça paga apenas $448 réis por ano para os encargos da dívida pública!

A notícia termina com uma actualizadíssima expressão: “E digam depois que não somos um paiz desgraçado!”.

A triste conclusão a que chegamos é que, ao nível das contas públicas, temos realmente sido sempre uns grandes desgraçados.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 08.11.10 às 18:51link do post | adicionar aos favoritos

 

A nível profissional, terá lugar amanhã a Auditoria Anual ao Sistema de Gestão da Qualidade da empresa onde exercemos a nossa actividade, de acordo com os princípios da Norma ISO 9001:2008, um acontecimento que já se repete há quatro anos e que se vai enraizando nos nossos hábitos e métodos de trabalho.

Tudo em ordem a satisfazer ao máximo as necessidades e expectativas dos nossos clientes, sempre com a preocupação de respeitar as normas e os regulamentos aplicáveis à nossa actividade, num processo gradual de melhoria contínua.

Mas, não é do nosso caso em particular que vos queremos falar hoje.

Trazemos hoje este tema, não só porque o achamos tremendamente pertinente nos dias que correm, mas também porque se trata de um sistema que pode ser aplicado tanto a organizações privadas como públicas.

Na verdade, as câmaras municipais, enquanto entidades públicas, têm vindo a adoptar cada vez mais este modelo de gestão, o qual consiste, em traços gerais, na avaliação levada a cabo por um Organismo Certificador devidamente acreditado, que atesta que determinada organização cumpre todos os requisitos da Norma ISO 9001 e que incorpora nas actividades que desenvolve princípios importantes de gestão relativos, por exemplo, à focalização nos clientes, à liderança, ao envolvimento das pessoas ou à melhoria contínua.

 

Trata-se, de facto, de uma mais-valia para as organizações, porquanto a sua produtividade sai reforçada (pela estruturação dos seus processos) e bem assim a sua imagem fortalecida pelo prestígio inerente à própria Certificação.

E as câmaras municipais podem e devem usufruir destes benefícios. Através da Certificação da Qualidade, serviços como as actividades de “Instrução e Pagamentos de Actos”, a “Recolha de Resíduos Sólidos Urbanos”, a “Gestão da Limpeza Urbana”, a “Adjudicação de Empreitadas”, a “Reparação e Manutenção de Viaturas”, a “Autorização de Obras de Edificação” ou o “Licenciamento de Operações de Loteamento e Obras de Urbanização” constituem bons exemplos de áreas onde as câmaras municipais podem melhorar o desempenho dos seus processos.

Esta optimização dos processos internos permite às câmaras oferecer não só serviços de maior qualidade aos cidadãos, como também fazer uma gestão mais eficiente dos recursos de que dispõem.

Aliás, há até quem defenda que a Certificação das autarquias de acordo com a Norma ISO 9001 é cada vez mais importante, principalmente porque o que se visa é uma melhoria contínua dos serviços prestados aos cidadãos, sustentada numa demonstração de confiança e empenho por uma organização e por uma gestão cada vez mais transparente e profissional.

A verdade é que a Administração Pública, em geral, e as câmaras municipais, em particular, sentem, cada vez mais, a necessidade de equilibrar a prestação de um serviço de qualidade aos cidadãos com os custos que lhes estão associados e com as receitas que geram ou obtêm.

Por outro lado, as organizações, sejam públicas ou privadas, para além da Certificação do seu Sistema de Gestão da Qualidade, podem obter ainda certificações, nomeadamente, no âmbito da “Gestão Ambiental”, da “Segurança Ocupacional”, da “Responsabilidade Social” ou da “Segurança Alimentar”.

 

A terminar, formulamos daqui votos para que a Câmara Municipal de Ourém, na pessoa do seu presidente, Paulo Fonseca, siga, entre outros, os exemplos dos municípios da Guarda, Castanheira de Pêra, Celorico de Basto, Guimarães, Lisboa, Nelas, Porto, Batalha, Cantanhede, Mira, Trancoso ou Vila Nova de Gaia, e implemente também o seu Sistema de Gestão da Qualidade – a bem de TODOS, e pela prestação de um verdadeiro serviço público eficiente e de qualidade.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 13.09.10 às 18:25link do post | adicionar aos favoritos

 

Têm vindo a ganhar forma e substância nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, alguns grupos constituídos por cidadãos que, unidos por uma causa comum, têm vindo a divulgar e a concretizar uma série de iniciativas que, pela sua actualidade e pertinência, justificam que deixemos aqui neste espaço algumas palavras de apreço e de estímulo.

Merece destaque, em particular, cinco grupos espontâneos que se assumem preocupados com a dignidade política (1), com a credibilidade da justiça (2) e com a ética na gestão pública em Portugal (3).

Denominados Flor de LótusExéquias Fúnebres, Cidadania Pró-activa, Aglutinadores de Consciência e Palhaços somos nós, estes grupos de cidadãos pretendem manifestar a sua preocupação relativamente àqueles três pilares, sem os quais o exercício de uma cidadania plena por parte de todos os portugueses é apenas uma miragem e uma retórica sem qualquer correspondência com a realidade.

Uma das principais acções que vai ser levada a efeito terá lugar no próximo dia 5 de Outubro, na cidade de Guimarães, para a qual poderá livremente aderir e participar.

Para mais esclarecimentos sobre esta e outras iniciativas, e para conhecer melhor quem são e o que move estes grupos de cidadãos, pode visitar a página de cada um deles no Facebook, clicando acima no respectivo nome.

Finalmente, cumpre-nos divulgar aquelas que são três das expressões mais emblemáticas destes grupos:

 

-“Exéquias fúnebres à dignidade política, à credibilidade do sistema de justiça e à ética da gestão pública”;

-“Pessoas que têm consciência da situação em que Portugal se encontra, não só do ponto de vista económico, mas também da degradação dos valores básicos de uma sociedade. Queremos fazer o funeral à dignidade dos políticos”;

-“Muitas pessoas têm vontade de exercer a cidadania. Quem vai coloca-las em contacto?
O objectivo de Flor de Lótus - Cidadania Activa é promover o contacto entre pessoas que procuram o mesmo bem comum”.


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