Novo Blog para o Concelho de Ourém. Rumo à Excelência. Na senda da Inovação
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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 15.12.10 às 22:03link do post | adicionar aos favoritos

 

Uma das coisas (entre muitas outras) que nos causam uma enorme confusão é a facilidade com que, em Portugal, as pessoas transitam do poder económico para o poder político, e vice-versa, numa amálgama de promiscuidade latente que não deveria deixar ninguém indiferente. 

Tudo se passa diante dos nossos olhos, e parece que este fenómeno é normal e já faz parte da natureza das coisas. Habituámo-nos a conviver com ele, e julgamos que é uma inevitabilidade do “sistema”.  

Mas, é algo que roça a indignidade e convive a paredes meias com a falta de valores de referência na nossa sociedade: a ética, a moral, a integridade ou a justiça, enquanto pilares de uma sociedade plural e democrática, mas também justa e solidária, esbatem-se e descoloram-se, não tanto por uma qualquer metamorfose intrínseca ou natural dos paradigmas sociais, mas simplesmente porque “passam de moda” ou deixam de ser praticados todos os dias.

Quando as sociedades começam a dar mais valor ao facilitismo, a viver do e para o dinheiro, ou a embrenhar-se em teias esquisitas de favorecimentos e interesses particulares, é meio caminho andado para se desintegrarem enquanto comunidades de gente livre e responsável.

E quando deixa de haver uma fronteira nítida entre o bem e o mal, entre o justo e o injusto, entre o possível e o impossível, então é sinal que, acaso não tenhamos já definhado enquanto sociedade ou comunidade, para lá caminharemos seguramente a passos largos.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 29.10.10 às 22:58link do post | adicionar aos favoritos

 

As boas notícias são sempre boas notícias e, independentemente de quem as protagoniza, achamos sempre justo dar-lhes o relevo merecido, tendo como único objectivo o superior interesse do nosso concelho.

Referimo-nos ao anúncio da abertura de uma Loja do Cidadão em Ourém, em 2012.

Segundo o presidente da Câmara Municipal de Ourém (CMO), Paulo Fonseca, o projecto visa “providenciar que, no mesmo espaço, os cidadãos possam ter acesso a uma série de serviços que facilitem a sua vida e que, numa só deslocação, possam solucionar os seus problemas, de forma moderna e eficaz”.

Ao que tudo indica, o actual edifício das Finanças vai ser requalificado para que ali também possa funcionar a Loja do Cidadão, um local onde, como se sabe, as pessoas e as empresas têm acesso, de uma assentada, a um número significativo de serviços, como a emissão do Cartão de Cidadão, Passaporte, número de contribuinte, declarações de variada natureza, entre outros, sem necessidade de se deslocarem a múltiplos serviços públicos, com todos os inconvenientes e perdas de tempo que essa circunstância acarreta.

Outra das novidades é o facto de a CMO estar a agilizar a possibilidade de também vir a funcionar naquele espaço um balcão da Segurança Social e dos Correios.

Como parece evidente, a concretizar-se, este projecto irá ser uma mais-valia para todos os oureenses, sobretudo para aqueles que têm de se deslocar à cidade de Ourém para poder usufruir desses serviços e tratar dos seus assuntos pessoais.

Se acrescentarmos a isto o facto de a CMO pretender levar os transportes públicos de passageiros até àquela zona, então juntar-se-á o útil ao agradável, e a medida terá ainda mais impacto e projecção para as populações do concelho.

Não podemos, assim, deixar de nos congratular com esta boa notícia.

 

(Ver fonte da fotografia e da notícia aqui).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 12.10.10 às 00:25link do post | adicionar aos favoritos

 

Passando um olhar pela história, o dia 12 de Outubro traz-nos à memória alguns acontecimentos da vida política, social e cultural, não só portuguesa como também internacional, que passamos seguidamente a assinalar por ordem cronológica:

 

- 12 de Outubro de 1492, Cristóvão Colombo chega à ilha de São Salvador, nas Bahamas, convencido de que atingira a Índia.

 

- 12 de Outubro de 1798, nasceu D. Pedro IV de Portugal (Pedro I do Brasil), 28º Rei de Portugal e 1º Imperador do Brasil (faleceu a 24-09-1834).

 

- 12 de Outubro de 1810, na sequência das Invasões Francesas, o exército francês chega às Linhas de Torres Vedras. O 9º Corpo do exército francês, sob o comando do General Drouet D’Erlon, saiu de Valladolid em direcção a Portugal.

 

- 12 de Outubro de 1822, o Brasil declara oficialmente a sua independência em relação a Portugal. Pedro I do Brasil é proclamado Imperador.

 

- 12 de Outubro de 1862, casamento, em Lisboa, de D. Luís I com D. Maria Pia de Sabóia.

 

- 12 de Outubro de 1935, nasceu Luciano Pavarotti, tenor (cantor lírico) italiano (faleceu a 6-09-2007).

 

 

- 12 de Outubro de 1943, no decurso da Segunda Guerra Mundial, Portugal divulga a assinatura do Acordo Luso-Britânico que concede ao Reino Unido instalações militares nos Açores.

 

- 12 de Outubro de 1964, Leonid Brejnev substituí Nikita Khrushchev como secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética.

 

- 12 de Outubro de 1972, agentes da PIDE/DGS matam a tiro o estudante do Instituto Superior Técnico, José Ribeiro dos Santos, militante do MRPP, na sequência de uma reunião de protesto contra a repressão policial.

 

- 12 de Outubro de 2002, em Bali, Indonésia, ocorre um atentado terrorista, que mata 202 pessoas e fere outras 209.

 

- 12 de Outubro de 2003, Michael Schumacher torna-se hexacampeão mundial de Fórmula 1, ao chegar em oitavo lugar no grande prémio do Japão, superando o recorde de Juan Manuel Fangio

 

- 12 de Outubro de 2007, morreu Paulo Autran, actor brasileiro (nasceu a 7-09-1922).


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 06.10.10 às 22:12link do post | adicionar aos favoritos

 

Passando um olhar pela história, o dia 6 de Outubro traz-nos à memória alguns acontecimentos da vida política, social e cultural, não só portuguesa como também internacional, que passamos seguidamente a assinalar por ordem cronológica:

 

- 6 de Outubro de 1846, João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun, futuro Duque de Saldanha, toma posse como primeiro-ministro de Portugal, substituindo Pedro de Sousa Holstein.

 

- 6 de Outubro de 1923, Manuel Teixeira Gomes substitui António José de Almeida no cargo de Presidente da República portuguesa.

 

- 6 de Outubro de 1989, faleceu a actriz norte-americana Bette Davis (nasceu a 5-04-1908).

 

- 6 de Outubro de 1992, tiveram início as transmissões da televisão portuguesa SIC.

 

- 6 de Outubro de 1999, faleceu a fadista portuguesa Amália Rodrigues (nasceu a 1-07-1920).

 

- 6 de Outubro de 2002, canonização de Josemaría Escrivã, fundador da Opus Dei.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.09.10 às 18:42link do post | adicionar aos favoritos

Biodiversity and Climate Change from CBD on Vimeo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 25.09.10 às 18:37link do post | adicionar aos favoritos

Biodiversity song – Higashiyama Zoo and Botanical Gardens, Nagoya from CBD on Vimeo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 23.09.10 às 23:24link do post | adicionar aos favoritos

 

A pouco mais de três meses do final de 2010, é importante relembrar que este ano foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o “Ano Internacional da Diversidade Biológica”, uma campanha mundial cujo mote foi a sensibilização para a salvaguarda da biodiversidade no nosso planeta.

Com efeito, estabelecida na Cimeira da Terra, que decorreu na cidade do Rio de Janeiro em 1992, a Convenção para a Diversidade Biológica (que conta com mais de 191 parceiros) consubstancia-se num tratado internacional que tem por objectivo a defesa da conservação e o uso sustentável da biodiversidade, através de uma partilha equitativa dos múltiplos benefícios dessa biodiversidade.

O lema da campanha para 2010, “A biodiversidade é a vida. A biodiversidade é a nossa vida”, teve em vista sublinhar o papel crucial da natureza no apoio à vida na Terra, onde se inclui a nossa própria vida.

De entre os objectivos estabelecidos para o “Ano Internacional da Diversidade Biológica” contam-se, nomeadamente:

- Intensificar a consciência pública para a importância da salvaguarda da biodiversidade e para as ameaças que lhe estão subjacentes;

- Promover o conhecimento das acções que foram já concretizadas para salvaguardar a biodiversidade, e que têm vindo a ser tomadas por comunidades e governos;

- Encorajar os indivíduos, as organizações e os governos a promover as acções necessárias para pôr termo à perda da biodiversidade;

- Promover soluções inovadoras no sentido de reduzir as ameaças à biodiversidade;

- Iniciar o diálogo entre as partes interessadas para se definir os passos a serem dados após 2010.

Foi neste âmbito que a ONU enfatizou que esta campanha destinava-se a celebrar a diversidade da vida na Terra e a contrariar a perda da biodiversidade no mundo, tanto mais que esta perda, cujo ritmo de extinções é alarmante, é causada pelas actividades humanas, estimando-se que seja agravada pelas alterações climáticas.

Na verdade, a protecção da biodiversidade é uma preocupação à escala global, que necessita de uma acção à escala local, ao nível dos vários países e das suas comunidades.

Prometido que foi que o ano de 2010 seria um ano de mobilização internacional em relação a este desafio global, é tempo agora de esperar que a Cimeira da Biodiversidade, a ter lugar em Outubro próximo na cidade japonesa de Nagoya, concretize a pretensão de levar os diversos governos presentes a definir os objectivos e as etapas para contrariar a perda da biodiversidade.

Seria igualmente importante que também no nosso país se fizesse o balanço das iniciativas que foram levadas a cabo no âmbito desta campanha internacional a favor da biodiversidade.

É que este é um problema que nos afecta a todos, e a todos urge reflectir sobre as conquistas que foram alcançadas neste domínio em defesa da biodiversidade do nosso planeta.

Também por isso nos devemos concentrar na urgência deste desafio colectivo para o nosso futuro.

Finalmente, espera-se que 2010 acabe em Kanazawa, no Japão, em Dezembro deste ano, com uma Cimeira que marcará o início do “Ano Internacional das Florestas 2011”.

UN Secretary General Welcome Message for the 2010 International Year of Biodiversity from CBD on Vimeo.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 22.09.10 às 18:18link do post | adicionar aos favoritos

 

Foi inaugurado no passado domingo, dia 19, o novo Complexo Desportivo de Caxarias, uma obra que custou, segundo se diz, 900.000 euros à autarquia oureense e que constitui, para o edil socialista, um equipamento de modernização para o nosso concelho.

O relvado sintético e o mini-campo agora inaugurados, assim como todo o complexo desportivo passam a estar à disposição quer dos praticantes das diversas modalidades desportivas que ali se podem praticar, nomeadamente natação, karaté, atletismo e futebol, quer à população em geral.

Esta obra enquadra-se, portanto, num dos objectivos que serviram de base à apresentação, por parte do PS, do “Compromisso Estratégico com a nossa Terra” aquando das últimas eleições autárquicas, objectivo esse que prometia fazer do nosso concelho “um município com qualidade de vida”.

Vemos com bons olhos este tipo de projectos e iniciativas, porquanto o nosso concelho sempre esteve cerceado de uma aposta forte e imparcial no associativismo, na cultura e no desporto.

Por outro lado, não podemos deixar de notar aqui a existência do futuro Regulamento de Atribuição de Subsídios, e o longo calvário que foi a atribuição desses subsídios às diversas colectividades do concelho, as mais das vezes sem lei nem roque, ou sem critérios definidos de forma clara e objectiva, que beneficiaram uns em detrimento de outros, criando assim clivagens abissais entre as várias associações culturais e desportivas existentes, de que serve para má memória futura o exemplo do Clube Atlético Oureense.

 

Finalmente, é bom que todos não nos esqueçamos que houve em tempos na Câmara Municipal, e ainda lá devem estar os papéis (claro, se ninguém os queimou ou furtou) um projecto para a construção de um Estádio Municipal na cidade de Ourém, o qual, se a memória não nos falha, era para ser implementado na zona das feiras e mercados, onde actualmente se encontra localizado o Parque Linear, entre outras infra-estruturas e equipamentos, projecto que sofreu da doença de Alzheimer durante largos anos, foi metido na gaveta e remetido ao esquecimento, para, anos depois, como que por milagre, aparecer na cidade de Fátima.

É bom que a actual maioria na Câmara não se esqueça que o concelho de Ourém é muito grande e não é só Fátima, e que, apesar de muito boa gente pensar o contrário por esse país fora, Ourém sempre foi e continua a ser a sede do concelho e não a “Cidade-Santuário”.

E isso faz toda a diferença…    


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 22.09.10 às 17:03link do post | adicionar aos favoritos

No início do novo ano lectivo 2010/2011, a Ministra da Educação, Isabel Alçada, teve a brilhante ideia de lançar na Internet um vídeo que ficou memorável não só pela forma, mas também pelo conteúdo.

Nesse vídeo, Isabel Alçada aparece a dar uma boas calinadas no português, para além de o estilo e a forma de falar serem francamente anti-pedagógicas, dignas de um enredo de uma qualquer novela mexicana.

A mensagem da ministra foi largamente difundida pelos órgãos de comunicação social, e logo apelidada de ridícula e extemporânea.

 

  

Vai daí, um jovem português, que se identifica como Rodrigo Tomás, certamente futuro candidato a uma escola de teatro, decidiu parodiar o vídeo de Isabel Alçada, colocando na Internet o seu próprio vídeo, no qual procura imitar o estilo da ministra, os seus gestos e os conselhos que dá aos meninos e meninas deste país.

 

  

Vale a pena descobrir as diferenças, ou as semelhanças, entre os dois vídeos.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 18.09.10 às 01:52link do post | adicionar aos favoritos

 

1. O governo anunciou finalmente a anulação do concurso para a construção do troço Lisboa – Poceirão do TGV, que incluía a terceira travessia do Tejo, mas manteve a intenção, até porque já está para breve, de construir a ligação Poceirão – Caia.

Diga-se, desde já, que somos totalmente a favor da Alta Velocidade (vulgo TGV) entre Lisboa e Madrid (pelo menos numa primeira fase).

É uma infra-estrutura estratégica para o nosso país (e não só para Espanha, como se diz erradamente e à boca cheia), que nos vai ligar à Europa, é geradora de investimento e de emprego, irá gerar riqueza para o país e potenciar o crescimento económico. Disso não temos dúvidas absolutamente nenhumas.

Aliás, quem pensa pequeno, é medíocre, tem vistas curtas e nunca saiu de Portugal é que pode dizer o contrário.

Assente este ponto, vamos à segunda parte, que é como quem diz à oportunidade do investimento.

Como o próprio governo sabia, a oportunidade deste investimento, tendo em conta a situação financeira do país e o futuro que não é risonho em termos económicos, era completamente inusitada e extemporânea.

Perante uma nação falida e endividada até ao pescoço, ou melhor, até à cabeça, seria um suicídio persistirmos neste projecto e endividarmos as futuras gerações, não já os nossos filhos e netos, mas a quarta ou quinta geração.

Era um disparate, uma irresponsabilidade e um crime digno de julgamento sumaríssimo.

O país não comporta e os portugueses não podem admitir que se ande a esbanjar o pouco dinheiro que temos, a maior parte emprestado, em megalomanias que só fazem sentido se vivêssemos, conjuntural e estruturalmente, num “Eldorado”.

Mas, em particular, não é essa a realidade do país, mas também da Europa e do mundo.

Estamos cercados por dificuldades nunca antes experimentadas e absorvidos por uma crise imensa que não podem ser maquilhadas nem escamoteadas, principalmente por quem nos governa.

A actualidade é deveras complexa e difícil para que nos demos ao luxo de “masturbarmos” as nossas vaidades em prol de experiências pessoais que custam um preço demasiado elevado aos portugueses, a todos nós que continuamos a sentir sair dos bolsos o dinheiro que os desgovernos que temos tido ao longo das últimas décadas têm insistido, deliberada e vergonhosamente, a usurpar-nos.

Não podemos tolerar que haja mil e cem milhões de euros para pagar uma tolice de dois submarinos, que daqui a uns anos nem peças nem dinheiro temos para os pôr operacionais, quando todos os dias os portugueses sentem na carteira os desvarios infames de uma certa classe política corrupta, irresponsável, arrogante e sem qualquer sentido de serviço público.

E logo agora que tanto se fala em serviço público e naquilo que a educação e a saúde representam para a maioria dos portugueses.

Não podemos andar, por um lado, a apregoar para as televisões a defesa intransigente do Estado Social, e ao mesmo tempo, por outro, a brincar com as finanças do país.

Qualquer português ou qualquer família sabe, e não é preciso ser doutor ou engenheiro, que se o seu rendimento mensal disponível é de 1000, não pode gastar 2000. Se gastar 2000, vai precisar de pedir outros mil emprestados para cumprir os seus compromissos. E, nessa altura, ou tem um amigo do peito que lhe empresta e perdoa a dívida, ou vai ter que recorrer à banca para pagar os mil que pediu emprestado, mais os juros. Se, no mês seguinte, em vez de 1000, vai gastar 1500, tendo o mesmo rendimento de 1000, então a sua dívida já não vai ser de 1000 mas de 2500, mais os respectivos juros. E assim por diante.

É deste modo execrável que anda o nosso Estado. Contrai dívida para pagar a dívida acumulada anterior.

Isto tem de ter um fim. E, se trocarmos as letras, dá FMI. Infelizmente.

Ora, TGV ou submarinos não são efectivamente o “pão” que os portugueses precisam neste momento.

Aceitaríamos esses investimentos se não conhecêssemos a nossa realidade presente.

 

 

2. Mas, a realidade presente mostra-nos à evidência que os políticos têm de ter mais contenção, sentido de oportunidade e responsabilidade e, acima de tudo, têm de deixar-se de tacticismos políticos eleitoralistas, que só visam a manutenção do poder, revelam o desprezo com que encaram os cidadãos seus eleitores, para além de que tristemente só vão adiando a resolução deste grande problema que se chama Portugal.

Só que, para quem quiser, ainda há uma saída, ou uma luz ao fundo do túnel.

 

 

3. José António Saraiva dizia há uns anos que a política portuguesa caminhava em direcção à mediania, e que “os grandes homens não são aqueles que se acomodam ao seu tempo mas exactamente os que se sabem antecipar. Pelo actual caminho, teremos líderes partidários certinhos mas medianos”.

Passados estes anos todos, permitam-nos que actualizemos a frase: em vez de termos líderes partidários certinhos e honestos, temos gente mediana e medíocre.

De facto, os líderes políticos dizem cada vez menos o que pensam. E, o que é mais grave, tudo o que pensam, dizem e fazem já não é novidade.

É por isso que os políticos devem falar menos de si próprios, dos seus programas, das suas rivalidades, das suas competências, e falar mais das questões superiores à política que devem comandar as suas opções políticas.

Os partidos políticos constituem apenas um dos elementos da vida política.

Mais importantes são os movimentos sociais que defendem valores, que combatem a injustiça e, entre ambos, os movimentos de opinião animados pelos “media” e pelas organizações, e também pelos intelectuais.

Daí que hoje não é a reconstrução de um qualquer partido político que é urgente, nem sequer a formação de movimentos sociais, na medida em que estes surgem espontaneamente numa sociedade.

É necessário, isso sim, criar associações, organizações, movimentos de opinião e lançar debates de ideias.

É que, “há muito que vivemos uma política da oferta, devemos regressar a uma política da procura”.

Os políticos devem preocupar-se mais com a procura social do que com a sua própria oferta política. É preciso que voltem a dar à nossa democracia a força de representatividade que ela perdeu.

É preciso que os políticos nos dêem a sensação de sermos, mais do que eleitores, cidadãos, e, sobretudo, que façam renascer dentro de todos nós a convicção de que os políticos não são os dirigentes de um país, da sua economia e da sua administração, mas antes que estão ao serviço de grandes causas e daquilo que cada um de nós considera os seus direitos e a sua liberdade.

Mas, também é necessário que não voltemos a escutar mais aqueles que fazem da política uma profissão.

Vamos regressar ao espírito democrático, o qual assenta na subordinação da acção política a princípios superiores à política: a liberdade, a igualdade, a solidariedade.

Sem política democrática, ou seja, representativa, ficaremos condenados a encerrarmo-nos na defesa dos lobbies muito bem organizados, em detrimento quer dos mais empreendedores quer dos mais fracos.

Os políticos não devem, por isso, contentar-se em ser meros técnicos de partido, mas antes, pelo contrário, seguir o caminho mais longo para o poder, aquele caminho que lhes permitirá encontrar os actores sociais reais para maior proveito da reflexão inovadora.

Neste princípio de século, precisamos todos de uma renovação total da vida política.

Para novos problemas são necessárias novas ideias, novos actores e novas formas de acção.

E quanto mais depressa se empreender este grande trabalho de renovação, mais depressa os políticos serão conduzidos ao poder por eleitores há muito descontentes por já não se sentirem verdadeiramente cidadãos.

Se os políticos apresentarem uma nova política, verão definitivamente renascer por toda a parte ideias, iniciativas e movimentos para os apoiar e incentivar.

Quando isso acontecer, os políticos voltarão a ser os verdadeiros representantes do povo!


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 13.09.10 às 18:25link do post | adicionar aos favoritos

 

Têm vindo a ganhar forma e substância nas redes sociais, nomeadamente no Facebook, alguns grupos constituídos por cidadãos que, unidos por uma causa comum, têm vindo a divulgar e a concretizar uma série de iniciativas que, pela sua actualidade e pertinência, justificam que deixemos aqui neste espaço algumas palavras de apreço e de estímulo.

Merece destaque, em particular, cinco grupos espontâneos que se assumem preocupados com a dignidade política (1), com a credibilidade da justiça (2) e com a ética na gestão pública em Portugal (3).

Denominados Flor de LótusExéquias Fúnebres, Cidadania Pró-activa, Aglutinadores de Consciência e Palhaços somos nós, estes grupos de cidadãos pretendem manifestar a sua preocupação relativamente àqueles três pilares, sem os quais o exercício de uma cidadania plena por parte de todos os portugueses é apenas uma miragem e uma retórica sem qualquer correspondência com a realidade.

Uma das principais acções que vai ser levada a efeito terá lugar no próximo dia 5 de Outubro, na cidade de Guimarães, para a qual poderá livremente aderir e participar.

Para mais esclarecimentos sobre esta e outras iniciativas, e para conhecer melhor quem são e o que move estes grupos de cidadãos, pode visitar a página de cada um deles no Facebook, clicando acima no respectivo nome.

Finalmente, cumpre-nos divulgar aquelas que são três das expressões mais emblemáticas destes grupos:

 

-“Exéquias fúnebres à dignidade política, à credibilidade do sistema de justiça e à ética da gestão pública”;

-“Pessoas que têm consciência da situação em que Portugal se encontra, não só do ponto de vista económico, mas também da degradação dos valores básicos de uma sociedade. Queremos fazer o funeral à dignidade dos políticos”;

-“Muitas pessoas têm vontade de exercer a cidadania. Quem vai coloca-las em contacto?
O objectivo de Flor de Lótus - Cidadania Activa é promover o contacto entre pessoas que procuram o mesmo bem comum”.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 11.09.10 às 12:46link do post | adicionar aos favoritos

 

Faz hoje nove anos que tiveram lugar na América os atentados do 11 de Setembro (9/11 na terminologia americana), um golpe baixo que consistiu, como todos infelizmente sabemos, no desvio de aviões comerciais por piratas do ar, tendo como objectivo fazê-los despenhar contra alvos previamente definidos e estratégicos, símbolos do poder americano no mundo, como o World Trade Center, o Pentágono e, especula-se, o Capitólio e a própria Casa Branca.

Como se sabe também, apenas o World Trade Center e o Pentágono foram atingidos.

Porém, o Voo 93 da United Airlines, desviado por quatro terroristas que o queriam transformar num míssil guiado para destruir o Capitólio ou a Casa Branca, levaria os seus quarenta bravos passageiros e tripulantes a impedirem que se atingisse o alvo.

Depois de tomarem conhecimento dos ataques ao World Trade Center e ao Pentágono, um grupo de passageiros comuns decidiu lutar contra os terroristas.

A corajosa revolta acabou por levar à queda fatal do avião em Shanksville, nos campos da Pensilvânia, a apenas vinte minutos de voo de Washington.

Os atentados no seu conjunto provocaram a morte de milhares de pessoas, sobretudo no World Trade Center, cujas

Torres Gémeas viriam a desmoronar-se com a violência dos embates, arrastando consigo outros edifícios e tornando a zona num autêntico campo de batalha, num amontoado de destroços e numa sepultura de proporções descomunais para milhares de pessoas inocentes, que apenas “cometeram o erro” de estar no local errado à hora errada.

Recordamo-nos perfeitamente desse dia 11 de Setembro de 2001. As televisões interromperam a sua programação para dar conta do incidente.

Sim, incidente no singular, pois que as primeiras notícias surgiram como um aparente acidente que levaria um avião comercial a despenhar-se contra uma das Torres Gémeas do World Trade Center.

Com o passar dos minutos, um segundo avião (que se vê na foto) embatia na outra Torre Gémea, causando a perplexidade e a incompreensão dos americanos e do resto do mundo.

 

Agora, com dois aviões despenhados e, ainda por cima, estando nessa manhã de 11 de Setembro de 2001 um dia claro e soalheiro, sendo, por isso, injustificada a rota dos aviões em direcção ao World Trade Center, começou-se rapidamente a especular sobre um possível atentado terrorista. E as certezas vieram com o ataque ao Pentágono, o símbolo máximo da defesa norte-americana.

Agora, não estaríamos perante uma mera coincidência.

Entretanto, com as medidas prontamente adoptadas, entre as quais a de fechar o espaço aéreo e de mandar aterrar os milhares de aviões que ainda se encontravam no ar, apenas um, o Voo 93 da United Airlines, não acatou as ordens das autoridades americanas.

Seguido de perto por caças com ordens para abater o avião ao mínimo sinal de perigo (recorde-se que o Voo 93 estava a apenas vinte minutos de voo de Washington), foram, todavia, os corajosos passageiros e tripulantes, hoje heróis nacionais, que evitaram que o avião atingisse o alvo pretendido pelos terroristas e que a tragédia fosse ainda maior.

Pagaram, com esse seu gesto, um preço demasiado elevado – a própria vida –, mas a sua acção heróica irá perdurar na memória de milhões de pessoas por todo o mundo.   

 

Os ataques foram reivindicados pela célula terrorista da Al-Qaeda e pelo seu líder Osama Bin Laden.

Anti-americano, fanático religioso que vê no “orgulho americano” um perigo para o mundo, inimigo confesso do modus vivendi americano e do seu capitalismo indecoroso e brutal, para além de autor moral de outros atentados contra alvos estratégicos norte-americanos espalhados pelo mundo, Bin Laden, já o era, mas, após os atentados, passou a ser ainda mais o homem mais procurado do mundo, cuja captura é ponto de honra para os americanos e a certeza de que só assim honrarão os milhares de vítimas que ingloriamente pereceram naquele dia nos Estados Unidos.

Não temos dúvidas acerca da brutalidade destes atentados, nem duvidamos de que, a partir daquele dia, o mundo mudou radicalmente – podemos falar num mundo antes do dia 11 de Setembro e num mundo completamente diferente depois do dia 11 de Setembro, com toda a certeza mais instável, efectiva ou iminentemente em guerra permanente, desconfiado, confuso quanto aos valores que devem enobrecer as nações e as culturas, mas também os Homens, um mundo de fanatismos e saparatismos exacerbados, onde os ódios imperam na sua mais desastrada convicção, onde não há paz, nem solidariedade, nem respeito pelos direitos humanos, nem a defesa intransigente, descomplexada e desapaixonada dos mais caros valores da sociedade onde todos estamos inseridos…

O 11 de Setembro de 2001 tem de ter servido para alguma coisa… não pode ter sido em vão. Tem de haver uma lição a ser retirada por todos, e todos temos de nos impor aprender essa lição. Para que não voltem a acontecer mais 11 de Setembros.

A bem do mundo, mas sobretudo da humanidade.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 10.09.10 às 01:16link do post | adicionar aos favoritos

 

Recuperamos hoje aqui um pequeno excerto delicioso de um artigo de opinião de Clara Ferreira Alves publicado no “Expresso” há já algum tempo, para quem a justiça em Portugal não é apenas cega, mas também surda, muda, coxa e marreca.

 

Para a autora, “Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo «normal» e encolhem os ombros. Por uma vez gostava que em Portugal alguma coisa tivesse um fim, ponto final, assunto arrumado. Não se fala mais nisso. Vivemos no país mais inconclusivo do mundo, em permanente agitação sobre tudo e sem concluir nada”.

 

E acrescenta que “nada é levado às últimas consequências, nada é definitivo e tudo é improvisado, temporário, desenrascado”, para além de que “tudo a que temos direito são informações caídas a conta-gotas, pedaços de enigma, peças do quebra-cabeças. E habituámo-nos a prescindir de apurar a verdade porque intimamente achamos que não saber o final da história é uma coisa normal em Portugal, e que este é um país em que as coisas importantes são «abafadas», como se vivêssemos ainda em ditadura”.

Diz ainda que “apesar dos jornais e das televisões, dos blogs, dos computadores e da Internet, apesar de termos acesso em tempo real ao maior número de notícias de sempre, continuamos sem saber nada, e esperando nunca vir a saber com toda a naturalidade”.

Finalmente, Clara Ferreira Alves entende que “existe em Portugal uma camada subterrânea de segredos e injustiças, de protecções e lavagens, de corporações e famílias, de eminências e reputações, de dinheiros e negociações que impede a escavação da verdade”.

Por tudo isto, este é, na sua opinião, “o maior fracasso da democracia portuguesa”.

 

Diríamos que assim se fala em bom português.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 01.09.10 às 20:54link do post | adicionar aos favoritos

 

São apontadas recorrentemente várias doenças ao sistema judicial português.

Este status quo tem originado debates circunstanciais e dispersos pela sociedade portuguesa, os quais têm contribuído mais para criar dúvidas e desconfianças em relação ao modo como se administra a justiça em Portugal, do que propriamente para gerar consensos.

O que ainda não assistimos foi ver as forças políticas, as universidades, magistrados, advogados, técnicos e especialistas e sociedade civil, todos sentados à mesma mesa a discutir os problemas que afectam a justiça em Portugal.

Não vimos ainda os protagonistas desta história com vontade e coragem para o fazer.

A questão não é de todo despicienda. Por isso, é importante que se encete urgentemente um amplo debate no país com vista a, realística e desapaixonadamente, diagnosticar as doenças da justiça e as suas causas, para depois se definirem as respectivas acções correctivas, os responsáveis pela implementação dessas acções e os prazos para a sua execução.

Paralelamente, deve ser constituída uma comissão que acompanhe a implementação dessas medidas, que avalie a sua eficácia e que relate os resultados que se vão produzindo.

De entre um conjunto vasto de doenças, esse debate para uma reforma estrutural e séria da nossa justiça deve, designadamente, abranger os seguintes factos:

 

  1. O facto de a justiça ser pouco célere;
  2. O facto de haver uma justiça para ricos e outra para pobres;
  3. O facto de haver interferência do poder político no poder judicial, e vice-versa;
  4. O facto de haver uma corporativização desmesurada das magistraturas, quer judicial, quer do ministério Público;
  5. O facto de existirem associações sócio-profissionais afectas a ambas as magistraturas;
  6. O facto de o sistema de nomeação, colocação, transferência e promoção, assim como o exercício da acção disciplinar, quer dos juízes dos tribunais judiciais, quer dos magistrados do ministério público, serem exclusivamente da competência, respectivamente, do Conselho Superior da Magistratura e da Procuradoria-Geral da República;
  7. O facto de as decisões dos tribunais não serem muitas vezes suficientemente fundamentadas, tal como determina a constituição e a lei;
  8. O facto de o princípio da independência dos tribunais ser muitas vezes posto em causa pelos vários poderes instituídos, mormente o político, o económico e o da comunicação social;
  9. O facto de se consagrar como regra geral que os juízes são inamovíveis, não podendo ser transferidos, suspensos, aposentados ou demitidos;
  10. O facto de os juízes, regra geral, não poderem ser responsabilizados pelas suas decisões;
  11. O facto de se pôr frequentemente em causa a autonomia de que goza o ministério público;
  12. O facto de certos julgamentos, ditos mediáticos, mais depressa serem esmiuçados na praça pública do que nos próprios tribunais;
  13. O facto de se violar, reiterada e impunemente, o segredo de justiça;
  14. O facto de se fazerem reformas penais, civis e processuais que na prática não dão em nada;
  15. O facto de existir legislação a mais em Portugal e, não raro, contraditória e dilatória;
  16. O facto de o sistema judicial português estar impregnado de legislação caduca, complexa, ineficaz e desajustada às novas realidades do país;
  17. O facto de certo poder judicial pensar que vive numa República de Juízes em vez de numa Democracia Liberal (também um facto para o qual, já por diversas vezes, muita gente chamou a atenção);
  18. O facto de o princípio da presunção de inocência dos arguidos ser algumas vezes preterido a favor de interesses superiores que não os da própria justiça;
  19. O facto de termos um sistema judicial excessivamente garantístico, que conduz à utilização de múltiplos expedientes dilatórios, os quais, muitas vezes, apenas visam entravar o normal andamento dos processos e protelar as decisões;
  20. O facto de, não raras vezes, serem as magistraturas e os seus altos dirigentes a chamarem a si a função legislativa, opinando e propondo a criação de determinada legislação, quando se sabe que essa função compete à Assembleia da República;
  21. (…).

 

Como é evidente, a lista de factos não se esgota nos que apontámos acima.

Também não foi nossa preocupação, neste momento, apresentar uma receita infalível que curasse definitivamente (será possível?) a nossa doente.

É que também duvidamos que exista um remédio milagroso que, de uma só assentada, ponha a nossa doente a andar e, mais importante, a livre completamente de uma recaída.

Perante um quadro clínico complexo e exigente como este, em que a nossa justiça nos surge terrivelmente estilhaçada, inclinamo-nos mais para um conjunto de tratamentos que actuem especificamente em cada uma das zonas afectadas.

Mesmo que depois do tratamento a justiça nos pareça totalmente restabelecida, não há que descurar nunca o seu acompanhamento periódico, não vá a nossa doente apanhar uma corrente de ar e voltar a cair numa cama de hospital.

É que, como temos vindo a assistir, às vezes um simples resfriado pode transformar-se numa valente pneumonia.


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publicado por João Carlos Pereira e Friends, em 31.08.10 às 20:54link do post | adicionar aos favoritos

 

É intolerável que os incêndios em Portugal continuem a não dar descanso aos nossos bombeiros e às populações que se vêem ameaçadas ou cercadas pelas chamas.

Nos últimos dias, a zona norte do país tem sido uma das mais fustigadas e, ainda hoje, a Governadora Civil do distrito do Porto se queixava dos cerca de 36 incêndios que deflagraram nessa região só a noite passada.

Considerou as ocorrências lamentáveis e ironizou dizendo que a lua não contribui certamente para o aparecimento de novos focos de incêndio, pelo que a explicação só pode ser uma: mão criminosa.

E nós acrescentamos: mão criminosa e assassina.

Todos os anos é anunciado o reforço dos meios técnicos e humanos no terreno para o combate aos incêndios.

E todos os anos são apresentadas novas estratégias e soluções para os prevenir.

Mas, o facto é que a cada ano que passa este flagelo repete-se.

Face à ausência de resultados práticos de todas estas medidas e ao aumento do sentimento de impunidade em relação àqueles que, directa ou indirectamente, levam a cabo estes actos criminosos, a nossa preocupação é que os portugueses se revoltem e comecem a fazer justiça pelas próprias mãos.


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